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Onde ficar em Buenos Aires? Palermo

Primeiro, uma explicação didática sobre as divisões desse imenso bairro de Buenos Aires. Por ser tão extenso, e porque cada parte dele tem características bem distintas, hoje existem vários “Palermos”. Para ter uma idéia da quantidade de subdivisões do bairro, basta ver a Wikipédia… Vou tentar resumir, então:

Palermo (sem qualificação), ou Palermo Botánico: região mais próxima dos parques (Jardim Botânico, Rosedal, Jardim Japones e Parque Tres de Febrero);

Alto Palermo: região próxima do Shopping de mesmo nome (na esquina da Av. Santa Fé com Bulnes). Concentra consultórios de psicólogos, psiquiatras e assemelhados, daí também ser conhecido Villa Freud; 

Palermo Viejo: engloba Palermo Soho e Palermo Hollywood; 

Palermo Soho: é a região no entorno da Plaza Serrano (ou Plaza Cortázar). Quanto mais perto da praça, mais Soho é Palermo. O nome vem da comparação com o Soho de Nova York. Essa parte de Palermo vai até a linha de trem que corta o bairro, margeando a Av. Juan B. Justo;

Palermo Hollywood: fica do outro lado da linha do trem, até a Calle Dorrego. Tem esse nome por causa das produtoras de TV que se concentram na região. 

Dito isto, falemos de hospedagem.

BsAs-Rosedal

Parque Rosedal, em Palermo

Palermo ou Palermo Botánico: essa parte do bairro é bem residencial, com um comércio não tão interessante, mas é um ótimo lugar para ficar, especialmente para quem não abre mão de manter a rotina de exercícios mesmo quando está viajando. Com os parques ali do lado, fica irresistível! Acho que essa é a principal vantagem da região.

Nesse trecho, minha parte preferida são as ruas que ficam ao lado do Jardim Zoológico (República de la India, Lafinur, República Arabe Síria e suas transversais).

Alto Palermo: é uma opção para quem quer ficar perto de uma estação de metrô, que passa na Av. Santa Fé. Essa parte de Palermo não tem grandes atrações, fora das ruas principais é um bairro residencial como outro qualquer.

Mas, se o metrô for mesmo essencial nos planos de viagem, eu escolheria um apartamento próximo às estações Bullnes ou Scalabrini Ortiz. Explico: além de ter um shopping como ponto de apoio (o Alto Palermo), na Calle Charcas, tem uma pequena área com cafés, perto da Plaza Güemes, o que é muito útil para começar o dia ou para um lanche na volta dos passeios. Já a região perto da estação Plaza Itália é muuuito muvucada e sem nenhum atrativo. Eu evitaria especialmente a Av. Santa Fé e as Calles Borges e Thames, que concentram o trânsito de e para Palermo Viejo.

BsAs-Palermo

A cara de Palermo Soho

Palermo Soho: se o objetivo da viagem é fartar-se com a gastronomia portenha, uma boa opção de hospedagem é Palermo Soho, já que grande parte dos restaurantes mais interessantes de BsAs está ali (ou em Palermo Hollywood, em Las Cañitas etc.). E essa parte do bairro também é interessante durante o dia, porque é cheia de lojinhas de objetos de design, de roupas, de quinquilharias em geral e cafés deliciosos, com mesas nas calçadas.

BsAs-Palermo 2

Essa também é a cara de Palermo Soho

Agora, ninguém se engane pensando que Palermo Soho é todo perfeitinho. O bairro, até pouco tempo atrás, não tinha esse ar descolado de hoje. Então, do lado das boutiques moderninhas, pode aparecer… uma oficina mecânica, uma serralharia e coisas do gênero. Mas nada que estrague o charme do lugar.

Como já falei antes, quanto mais perto da Plaza Serrano (Plaza Cortázar), mais interessante fica o bairro, regra que vale para escolher a melhor localização para o apartamento.

Palermo Hollywood: sobre esse pedaço de Palermo, Ricardo Freire acaba de deixar seu veredicto aqui: “Mas o que deu para sacar mesmo, e eu já deveria ter imaginado, é que Palermo Hollywood não é um lugar agradável de dia. De noite a muvuca dos restaurantes é bacana, mas de dia não tem graça nenhuma — tem um comércio de bairro que nem pitoresco mais é. Ou seja: ou você está bem instalado, num apê ou num hotel onde seja muito gostoso ficar, ou nada feito. (A mesma situação de decepção com apartamento na Recoleta ou em Palermo Soho seria bem mais contornável: basta descer e fazer dos cafés a sua área social…)”. Nem me atrevo a acrescentar mais nada! 

Uma dúvida que pode surgir na hora de optar por uma hospedagem em Palermo (em geral) é relativa à distância dos outros bairros. Olhando no mapa, é verdade que uma caminhada de Palermo até o centro não é viável (a não ser para um maratonista…). Mas é verdade também que os táxis em Buenos Aires continuam bem baratos (uma corrida desse tipo não deve passar de uns $ 25,00 pesos – R$ 12,50). E também dá para combinar o táxi com o metrô, economizando um pouco mais ou mesmo para evitar o trânsito nos horários de pico. Então, embora eu ache que, numa primeira viagem, a gente tem mais programas pra fazer lá para os lados do Centro, não acho de todo inadequada uma hospedagem em Palermo, é só uma questão de estilo. Até porque, ficando em outra parte da cidade, vai ser preciso ir a Palermo (ou além!) para jantar várias vezes…

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