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A Nova Moscou*

O último dia em uma cidade é hora de estabelecer prioridades e admitir que não vai dar tempo de ver tudo o que estava nos planos (pra mim, nunca dá!).

Eu queria evitar a Praça Vermelha e a Avenida Tverskaya, porque era o Dia da Rússia e estava programada uma grande manifestação dos opositores do presidente Putin, com uma caminhada desde a Triumfalnaya Ploschad até a Praça Vermelha.

Minha prioridade absoluta foi a Nova Galeria Tretyakov. Dessa vez, ao invés de ir pela estação Polianka do metrô, resolvi chegar ao museu pela estação Oktyabraskaya. Foi bem mais fácil de achar o caminho, e ainda passei por essa enorme estátua no final da Leninsky Prospekt.

O acervo da Nova Galeria Tretyakov abrange obras de arte russa moderna e contemporânea. É aqui que estão as obras do realismo socialista, que serviam à propaganda do regime comunista. Mais uma vez, fiquei encantada com o acervo e preciso registrá-lo aqui:

Meu plano para depois da galeria era ir ao Parque Gorki, quase em frente ao museu. Esse é um parque muito popular em Moscou, e estaria bem animado por causa do feriado. Mas estava se formando uma grande tempestade, com muito vento e nuvens negras, então decidi para o hotel para deixar os livros (pesadíssimos!) que tinha comprado na galeria e ver como o clima ia ficar.

Não demorou para começar a chover, e aproveitei o tempo para finalmente entrar nas lojinhas de souvenir na rua Arbat, que até agora eu tinha visto só por fora.

Todas vendem quase os mesmos produtos e acho que a maioria deles é feita na China mesmo. Então, não vale a pena passar muito tempo olhando cada uma. É escolher as lembrancinhas, barganhar o preço e comprar.

Como a chuva não passava, desisti de outros passeios ao ar livre e fui visitar o Museu Pushkin de Belas Artes. O museu surgiu no início do século XX. Atualmente, o acervo está dividido em três prédios, mas visitei apenas o prédio principal, onde está a coleção de antiguidades e de esculturas clássicas e renascentistas. Muitas dessas esculturas são apenas cópias. É que, antes da criação do museu, essas cópias pertenciam à Universidade de Moscou e eram usadas pelos estudantes de belas artes em seu aprendizado. Essas coleções foram a origem do Museu Pushkin.

Nesse dia, o museu estava bastante cheio, acho que todo mundo estava fugindo da chuva, e isso não contribuiu para a qualidade da minha visita… Eu provavelmente teria gostado mais dos outros dois prédios, dedicados à pintura européia. Quando comprei o ingresso, achei que os prédios fossem interligados e que o ingresso servisse para todas as coleções, mas não é assim: para cada galeria, um ingresso. Não tive tempo de visitar as outras duas, mas, em compensação, o tempo estava aberto quando saí e percebi que conseguiria fazer um último passeio pela cidade.

Minha intenção era fazer o passeio de barco pelo Rio Moscou organizado pelo Hotel Radisson. De acordo com o que tinha lido no site, a saída do barco era em frente ao Hotel Ukraina, então, peguei o metrô para descer na estação Kievskaya.

Mas antes, fui aproveitar a vista da passarela de pedestres sobre o rio, a ponte Bogdana Khmelnitskogo, e vi outro cais de onde saem outro barcos de passeio pelo rio.

Acabei escolhendo um desses mais básicos, com medo de não chegar a tempo até o Hotel Ukraina. No mapa, a distância parece curta, mas, em se tratando de Moscou…

O barco não tinha nem de longe o luxo dos do Radisson (que aparecem na foto abaixo), mas acabou sendo um ótimo passeio!

O roteiro começa na Praça Europa, e logo da saída, dá para ver a Casa Branca, que já foi sede da Duma, o parlamento russo, e hoje é a sede do governo…

… e a City, uma espécie de distrito financeiro de Moscou, ainda em construção (e o contraste com o barco ferro-velho é tão familiar a nós, brasileiros…).

Passa pelo Convento Novodevichy…

… e pelo parque Vorobevy Gory, locais onde eu tinha estado no dia anterior,

… e pelo Parque Gorki, onde os locais aproveitavam o dia de verão.

Depois de cruzar várias pontes, a gente chega até a parte mais central de Moscou, passando pela antiga fábrica de chocolates Red October…

… a estátua de Pedro, o Grande (menos horrível sob a luz do fim da tarde)…

… pela Catedral de Cristo Salvador…

… até chegar ao Kremlin e à Praça Vermelha.

Alguns passeios se estendem até o Convento Novospasky, como o que a Lili fez e mostrou nesse post. Mas o meu só foi até o edifício Kotelnicheskaya, que é uma das Sete Irmãs. Não sei se o roteiro é sempre esse, pode ser que tenha sido encurtado por causa do horário (embora não pareça, já eram 21:00h), e o convento não estava mais aberto a visitação.

Esse passeio é ótimo para se ter uma visão geral de Moscou e para se orientar melhor sobre a geografia da cidade. Estava nos meus planos para o começo da viagem, mas, com os dias chuvosos, fui adiando até o fim. Acabou sendo a forma perfeita de encerrar meus dias em Moscou e de me deixar com vontade de voltar…

*Nova Moscou (1937) é o título desse quadro de Pimenov, hoje exposto na Nova Galeria Tretyakov, e foi o meu preferido nesse museu. Ele mostra uma Moscou vibrante e luminosa, exatamente como a que vi no meu último dia na cidade.

De como passei 6 dias em Moscou e não visitei o Kremlin

Depois de dois dias perambulando a pé por Moscou, achei que já era hora de enfrentar o metrô, até porque eu precisaria dele para voltar para o hotel depois do teatro nessa noite. Ah, se eu soubesse que ia ser tão fácil, teria poupado bastante tempo…

Nessa ponto, eu já estava bem treinado para ler o cirílico, então foi muito fácil me entender com o metrô. Todas as estações são muito bem sinalizadas (em russo, evidentemente) e basta ter o nome da estação de destino nessa língua para conseguir se deslocar. Eu nasci sem GPS, mas mesmo assim não me perdi nenhuma vez dentro do metrô de Moscou (dentro, porque fora dele aconteceu…). O tutorial do TripAdvisor é o guia definitivo para usar o metrô de Moscou, por isso me abstenho de outros comentários.

Tinha separado esse dia para visitar o Kremlin e teria sido perfeito, porque finalmente havia sol em Moscou! Mas essa foi a grande frustração da viagem…

Ao chegar lá, soube que, por causa do feriado do dia 12.06 – sempre ele –, o Kremlin só estava recebendo visitantes individuais para o Fundo de Diamantes (ou era para a Sala de Armas, já nem me lembro).

Havia confiado numa informação que li antes de viajar no fórum do TripAdvisor, de que o Kremlin estaria aberto a visitação mesmo no período em que a Praça Vermelha ficaria fechada para a preparação das comemorações do Dia da Rússia. As visitas só ficariam suspensas no próprio dia 12 de junho.

Só que essa era uma verdade parcial, porque a visita ao “conjunto arquitetônico do Kremlin”, ou seja, ao interior das muralhas, para ver as igrejas e palácios, só estava disponível nesse período para grupos organizados (excursões), e não para visitantes individuais, como era o meu caso.

Eu só consegui entender que havia essa possibilidade quando entrei na página do Kremlin em russo e traduzi, porque, na página em inglês, não havia informação nem mesmo sobre o fechamento, e na própria bilheteria, havia um cartaz informando somente que as visitas estavam restritas ao Fundo de Diamantes (ou Sala de Armas, não me lembro bem), sem nenhuma referência à possibilidade de fazer o passeio com um grupo organizado.

Ainda pedi ajuda no hotel para conseguir me encaixar em uma excursão, mas nem me deram muita esperança, pois já fazia alguns dias que não conseguiam lugar para outros hóspedes, porque todos os passeios estavam lotados… E não conseguiram mesmo.

O resultado é que passei 6 dias em Moscou e não entrei no Kremlin!

Ainda poderia ter visitado pelo menos a parte que estava aberta para visitantes independentes (Fundo de Diamantes ou Sala de Armas), mas o fato é que eu não tinha muito interesse em visitar essas coleções, queria mesmo era ver o interior das muralhas, as igrejas, os palácios…

Ficaram duas lições: 1) é melhor consultar sempre o site russo das atrações turísticas, porque a chance de estar atualizado é maior (usando o Google Chrome, que faz a tradução automática do russo, fica bem fácil); e 2) se tem um passeio que você considera essencial para fazer, é melhor reservar uma excursão ou pelo menos um passeio com guia, porque essa pessoa ficará encarregada de descobrir todas as informações sobre horários e datas de funcionamento, e até pode conseguir uma maneira alternativa de fazer o passeio.

Nesse dia, eu fiquei bem decepcionada de ir tão longe e não poder visitar uma das principais atrações turísticas da cidade – mesmo ficando lá durante 6 dias! –, mas pelo menos, tenho um motivo muito justificável para voltar a Moscou!

Depois desse contratempo e das minhas idas e vindas para tentar resolver a questão, meu dia acabou ficando um pouco curto, também por causa da ida ao teatro (o espetáculo começava cedo, às 19:00h).

Aproveitei o tempo bom para passear por duas das principais avenidas do centro de Moscou, a Tverskaya Ulitsa (e seus arredores) e a Novy Arbat.

A Tverskaya é uma grande avenida, que conserva alguns prédios históricos, muitos deles ainda com marcas do período comunista.

Falei um pouco sobre essa região num post anterior, pois é a mais recomendada para hospedagem em Moscou. Nas ruas próximas, principalmente a Petrovka e a Stoleshnikov, ficam as lojas mais sofisticadas, de estilistas internacionais. A Kamergersky perelouk é uma rua de pedestres com restaurantes e cafés.

Passei também pela Lubyanka Ploschad, onde está a antiga prisão de Lubyanka, sede da KGB, hoje, sede do Serviço Federal de Segurança, pela Teatralnaya Ploschad, praça em frente ao Teatro Bolshoy, e pela Ploschad Revolyutsii.

A Novy Arbat é uma grande avenida que liga o Kremlin à Casa Branca, a sede do governo da Rússia atualmente. Ela não tem nada de turística, mas é interessante caminhar por ela para entrar em supermercados e lojas comuns e observar o dia a dia das pessoas da cidade.

À noite, fui à ópera. Não sou fã do gênero, mas, numa apresentação ao vivo e sendo uma dessas montagens mais conhecidas, até gosto. Eu queria mesmo era entrar no Teatro Bolshoy, mas, como não tinha nenhuma apresentação de ballet nesse teatro nas datas em que estaria na cidade, o jeito foi ir à ópera mesmo.

Comprei a entrada pelo próprio site do teatro, mas não havia muita disponibilidade, mesmo eu tendo buscado com bastante antecedência. Em minhas pesquisas, descobri que se deve comprar somente do site oficial, pois os atravessadores às vezes cobram comissões abusivas, de 30 a 50% do valor do bilhete. Mesmo no site do teatro, os ingressos não são baratos. O programa costuma ser anunciado cerca de 3 meses antes da data do espetáculo, que é a antecedência certa para procurar por bilhetes.

Acabei adorando a experiência! O espetáculo era Turandot. Não tenho muito parâmetro para avaliar a qualidade da montagem, mas gostei dos cantores, e a música é dessas que estão no inconsciente coletivo, todo mundo conhece. O ideal é ler um pouco sobre o espetáculo antes, porque legendas em russo são inuteis! O teatro é realmente lindo e está muito bem cuidado, depois da reforma que terminou no ano passado. Achei que valeu muito a pena.

Não tenho muitas fotos desse dia, e boa parte delas foi feita com o IPhone, porque a minha câmara começou a dar problema – ela acabou parando de funcionar totalmente no dia seguinte. Definitivamente, eu não estava com muita “sorte”…

Dossiê Peru

1-Peru 1005

Este post encerra a fase peruana do blog e resume tudo que falei sobre Lima, Cuzco, Aguas Calientes e Machu Picchu. Além de indexar os posts anteriores, deixo mais algumas informações que não falei antes. Alguns posts estão citados mais de uma vez, mas é que eu não sou mesmo muito organizada…

 

ROTEIRO: para saber quantos dias ficar em cada lugar, como fazer os deslocamentos e programar os passeios

Peru: planejando a viagem

Planejando os passeios em Cuzco

Planejando os passeios em Cuzco II: a missão

O Vale Sagrado: Ollantaytambo

A caminho de Machu Picchu

Machu Picchu: informações úteis

  

CUSTOS E DINHEIRO

Peru: planejando a viagem

Panaca! (sobre o costume da pechincha)

Um detalhe sobre o dinheiro: é preciso conferir as cédulas de dólar que se pretende levar. Principalmente em cidades menores, como Ollanta e Aguas Calientes, tivemos dificuldade de trocar cédulas de dólar que estivessem desgastadas ou rasgadas nas bordas. A nota tem de estar novinha, se não, ninguém recebe. Apenas em Lima, no último dia da viagem, consegui me livrar de uma cédula que tinha um rasguinho mínimo na borda…

 

SAÚDE

Chegada a Cuzco

Para viajar ao Peru, é preciso ter o certificado internacional de vacinação contra a febre amarela. Essa vacina demora 10 dias para se tornar eficaz, então, é preciso tomar com antecedência. Ela está disponível gratuitamente nos postos da ANVISA, local em que também se faz o certificado internacional. Para pegar o certificado, é bom preencher o roteiro de viagem com antecedência no site da ANVISA, para agilizar o procedimento.

Acho importante ter um seguro saúde à disposição sempre que viajo. Dessa vez, não comprei nenhum, mas liguei antes para a administradora do cartão de crédito que usei na compra das passagens para me certificar de como seria a cobertura, quais os telefones de contato etc. Ainda bem que não precisei testar!

Não tivemos problemas com o mal da altitude, os efeitos foram leves, mas levei na bagagem comprimidos Cibalena-A, que combatem o problema. Não custa lembrar que um médico deve ser consultado antes do uso de qualquer medicamento desconhecido.

 

LIMA

– Passeios

Primeiras impressões

A segunda vez é sempre melhor

– Restaurantes

À mesa em Lima

– Compras e artesanato

Só uma lembrancinha

 

CUZCO

– Passeios

Planejando os passeios em Cuzco

Planejando os passeios em Cuzco II: a missão

O Vale Sagrado: Chinchero

O Vale Sagrado: Ollantaytambo

O Vale Sagrado: Pisac

City tour

San Blas

O Vale Sagrado Sul

Deixei numa caixa de comentários a seguinte mensagem sobre o guia de turismo que nos acompanhou em Cuzco:

“Eu e minhas amigas fomos muito bem atendidas pelo Sr. Carlos e achamos o preço cobrado pelos passeios (50,00 dólares p 3 pessoas pelo passeio de 1 dia) bastante justo, tanto que nem negociamos com ele (e isso indica que ainda pode haver algum desconto…).

Agora, tenho que te alertar para um detalhe: o fato de ele ser ou não guia oficial de turismo, registrado no INC, não ficou claro para nós. Primeiro, perguntamos por isso, e ele respondeu afirmativamente. Mas, quando fizemos o último passeio, no meio de uma conversa, ele deu a entender que não era guia registrado. Eu acredito que ele não seja mesmo, até porque nos disse que foi empregado de um banco por muitos anos antes de assumir a profissão de guia.

Mas isso não prejudicou em nada a qualidade do serviço. Com certeza ele poderá atendê-lo muito bem. Ao negociar, pergunte logo por todas as opções de passeio. Ele deve te oferecer 3: o Vale Sagrado “tradicional”, semelhante às excursões, o passeio pela parte Sul do Vale Sagrado, que já inclui outros sítios, como Tipón (que visitamos e é lindíssimo!) e um terceiro, para dois outros sítios (Maras e Moray), que não chegamos a fazer. O preço desse último tour era mais barato (40,00 dólares).

Bom, o contato é o seguinte: Carlos Gonzalez Gamarra
084-984756898 – e-mail: cargonga@hotmail.com

– Restaurantes

À mesa em Cuzco

– Compras e artesanato

O Vale Sagrado: Chinchero

Da mesma forma como em Lima, em Cuzco também há várias lojinhas de artesanato mais sofisticado (preço idem, claro…). Algumas delas: Pedazo de Arte (Calle Plateros, 334-B), Kuna, by Alpaca111 (Plaza Regocijo, 202, e outros endereços, inclusive no Larcomar, em Lima), Peru Artcrafts (também na Plaza Recocijo, não peguei o número). Em San Blas, perde-se a conta das lojas e ateliês!

 

AGUAS CALIENTES E MACHU PICCHU

A caminho de Machu Picchu

Machu Picchu: informações úteis

 

UMA INSPIRAÇÃO: galerias de fotos

Cores de Cuzco

Em Machu Picchu

 

NA INTERNET: blogs de viagem e sites interessantes sobre o Peru

Idas e Vindas

Viaggiando

Dividindo a Bagagem

Agora Vai

O Meu Lugar (um relato histórico) 

En Peru (em inglês. No Twitter, procurar por @stuenperu)

Cucharas Bravas (em espanhol)

NY Times (36 horas em Lima – em inglês)

 

UPDATE: PERU OFF  MACHU PICCHU

Nos últimos meses, o Viaje na Viagem publicou uma série de posts sobre a viagem do Ernesto ao Peru, passando por vários locais surpreendentes: Nazca, Paracas, Islas Balestras, Huancayo, Ayacucho e Quinua. O Ernesto passou também por Lima, onde também esteve o Edu Luz, numa viagem gourmet. Para quem quer conhecer um pouco mais do país, esses posts são a melhor fonte de pesquisa.

City Tour

Quando começamos a planejar nossos passeios em Cuzco, a idéia era evitar os passeios do tipo excursão, pelos motivos que expliquei aqui e aqui. Então, o City Tour, que é o primeiro passeio que todo mundo faz em Cuzco, acabou ficando para o terceiro dia da cidade, depois que já havíamos visitado o Vale Sagrado. E fizemos esse tour de ônibus mesmo, pois nosso guia, Seu Carlos, estaria ocupado nesse dia e também não encontrou outra pessoa que pudesse nos levar. Então, já cansadas de procurar táxi na praça, acabamos nos convencendo a pegar o ônibus, até pra ver a diferença da excursão para o nosso passeio personalizado do dia anterior.

Quanto à qualidade do passeio em si, não há comparação. Ter de fazer o tour com mais 30 pessoas (ou bem mais, se contarmos que vários ônibus saem no mesmo horário), com um guia que, por mais que se esforçasse, mal conseguíamos ouvir, por causa do barulho dos outros guias e dos turistas, não foi tão agradável quanto termos um guia-motorista particular.

Para mim, uma das grandes vantagens de fazer o tour de táxi foi a liberdade para ficar o tempo que queríamos em cada lugar. Na excursão, passei a tarde inteira correndo atrás do grupo, já que eu sempre queria tirar mais fotos, de preferência, depois que o povo já tivesse desocupado o cenário…

O preço do passeio oferecido pelas agências varia de 15,00 a 25,00 soles (5,00 a 8,33 dólares). As diferenças entre as várias agências são duas: algumas oferecem o guia apenas em espanhol, outras, em espanhol e inglês; algumas incluem a Catedral no passeio, outras não.

Um resumo do City Tour:

1) Qoricancha 

Peru 675

Peru 685

 2) Sacsayhuaman

Peru 692

Peru 705

Peru 714

3) Qenqo 

Peru 721

4) Puca Pucara

Peru 729

Peru 730

Peru 734

5) Tambomachay 

Peru 737

Peru 740

Planejando os passeios em Cuzco II: a missão!

Como eu ia dizendo, existem umas 2.565 agências oferecendo os dois passeios mais comuns na região de Cuzco, todos eles padronizados e com pouca variação de preço. Mas nós não queríamos fazer a coisa desse jeito simples e cômodo. Queríamos chegar nos lugares antes de todo mundo, tirar foto naquela paisagem de cartão postal, com tudo vazio, só pra gente. Como estávamos em três, acreditamos que dava para fugir dos pacotes e fretar um táxi só nosso com um guia particular. Muito finas, nós…

Então, começamos a procurar nas agências um serviço como esse, exclusivo. Recebemos uns preços meio salgados: 100,00 dólares, sendo 50,00 pro guia e 50,00 pro motorista. Disseram que guia não podia ser motorista e vice-versa, então, a gente precisava contratar 2 pessoas. Buscamos junto ao nosso hotel e foi a mesma coisa (o hotel também tinha sua própria agência, não tinha interesse em nos vender passeio particular). Chegamos num preço de 90,00 soles em uma agência, mas ficamos inseguras sobre a idoneidade do guia, que não conheceríamos com antecedência, e esse precinho… quando a esmola é muita, o santo desconfia!

Daí, concluímos que estávamos procurando o serviço no lugar errado: se a gente queria ir de táxi, tinha de tratar diretamente com os taxistas! O primeiro nos ofereceu o passeio por 100,00 soles (50,00 pra ele, 50,00 pro guia), mas não sentimos firmeza na conversa. E ficamos por ali, procurando um outro taxista que parecesse mais confiável.

Nessa indecisão toda, já era quase 10:00h da manhã, e começamos a pensar que, se continuássemos com tantas dúvidas, a gente acabaria não decidindo antes das duas da tarde, e aí só nos restaria fazer o city tour de busão mesmo.

Foi aí que apareceu Seu Carlos. Ele se apresentou como guia oficial de turismo e, quando perguntamos informações sobre o Boleto Turístico, disse que era coordenador regional (ou algo do gênero) da organização que administra esse ticket. Falou também que não havia nenhum problema de o guia servir de motorista, o que era o caso dele. E ainda por cima quis nos convencer a fazer primeiro o passeio ao Vale Sagrado, e não o City Tour, quebrando a regra de ouro segundo a qual devíamos ir do mais básico ao mais complexo, para não tirar a graça do que ainda estava por vir. Claro que, pra ele, era mais vantagem que a gente o contratasse pra um passeio de dia inteiro do que pra o de meio dia… O preço do passeio ao Vale Sagrado: 150,00 soles. 50,00 soles por pessoa seriam apenas 15,00 soles a mais do que o passeio feito de ônibus. Bem razoável.

Pressionadas pelo relógio, decidimos fazer o Vale Sagrado com esse motorista/guia e nem nos preocupamos de pedir a carteira de guia oficial dele pra conferir o registro. Concordamos que seria contraditório ir a Pisac no dia seguinte, domingo, principal dia de funcionamento do mercado, se queríamos fugir da multidão, de modo que seria melhor mesmo inverter a ordem dos passeios, deixando o City Tour para o dia seguinte. Decidimos também fazer o circuito de trás pra frente, evitando os grupos de turistas que já estavam fazendo o passeio nos ônibus naquele dia mesmo (e haviam saído às 9:00h da manhã, portanto, com 1 hora de vantagem em relação à gente).

Ainda houve um episódio chatíssimo, porque, depois de já estarmos no carro, Seu Carlos começou a nos oferecer outro passeio, organizado em dois dias, incluindo outros sítios arqueológicos que não fazem parte dos tours tradicionais. Até pareceu interessante, especialmente considerando o nosso roteiro de viagem, que previa tomar o trem para Machu Picchu em Ollanta, e ele poderia nos deixar lá para a nossa partida. Mas o fato é que não tínhamos tempo para pensar, fazer contas, e optamos pelo que tinha sido originalmente combinado. Seu Carlos achou que a gente não tinha aceitado a oferta por estar desconfiando dele – lá em Cuzco, fica mesmo difícil confiar de cara em taxistas e outros prestadores de serviços para turistas. Nessa hora, eu quase me arrependi de tê-lo escolhido como guia, mas, logo depois tudo voltou à perfeita paz.

Planejando os passeios em Cuzco

Em Cuzco, a maioria dos turistas faz dois passeios: o City Tour e o Vale Sagrado dos Incas. Manda a boa organização de viagem que se faça primeiro o City Tour e depois o Vale Sagrado, porque a beleza das paisagens e construções é crescente nessa ordem. Depois disso, o turista está pronto para visitar o destino principal de sua viagem: Machu Picchu!

O Boleto Turístico

Para fazer o City Tour e o Vale Sagrado, é preciso comprar o Boleto Turístico.

Existem três opções de Boleto: o Cirtuito 1 compreende os passeios normalmente incluídos no City Tour; o Circuito 2, os museus de Cuzco; e o Circuito 3, os sítios arqueológicos do Vale Sagrado dos Incas. Mas o preço de cada circuito separado é 70,00 soles (23,33 dólares), e, comprando os três juntos, sai por 130,00 soles (43,33 dólares).

Esse bilhete pode ser adquirido na entrada das atrações, mas não sei se existe bilheteria em todas, então, o ideal é sair para os passeios com ele na mão. Em Cuzco, os escritórios da Cosituc, que vende o Boleto, estão nestes endereços: Jr. Yuracpunku, n° 79-A ou
Av. Sol, 103, Of. 102, Galerias Turisticas, Telefax: 051-84-261465.

O City Tour

Não é exatamente o que parece. No City Tour, não se visita muitos pontos turísticos na área urbana de Cuzco. As principais atrações são as ruínas incas localizadas nos arredores da cidade: Sacsayhuamán (segundo o guia, lê-se mais ou menos como “sexywomán”…), Qenqo, Puca Pucara e Tambomachay. Além disso, visita-se o Qoricancha, um convento construído sobre ruínas incas, cuja entrada não está incluída no Boleto (ele inclui a entrada ao Museu do Qoricancha, não às ruínas propriamente ditas).

Alguns passeios incluem uma parada na Catedral, o que é até pior, já que ela está na Plaza de Armas e pode ser visitada com facilidade outra hora, e a inclusão dela no passeio rouba tempo de outros lugares. E o fator “tempo” é uma coisa preciosa no City Tour…

Esse passeio dura meio dia (uma tarde) e custa entre 15,00 e 25,00 soles (5,00 a 8,33 dólares)

O Vale Sagrado

Inclui os sítios arqueológicos de Pisac, Ollantaytambo e Chinchero, localizados na região conhecida como Vale Sagrado dos Incas. Eram construções destinadas às mais diversas finalidades, como fortificações, escolas, moradias, áreas de cultivo etc.

Se feito nos ônibus das agências de turismo, o passeio dura um dia inteiro e custa 35,00 soles (12,00 dólares), sem o almoço (para ter uma idéia do preço do almoço, o nosso, em um buffet andino, saiu por 9,00 dólares sem as bebidas).

A nossa idéia…

Quando estávamos organizando a viagem, lemos uma discussão da Carla, da Camila e do Arthur sobre o horário ideal para fazer o City Tour em Cuzco. Segundo eles, o passeio tinha de começar de manhã. Se não fosse assim, as últimas paradas seriam feitas quase à noite, sem luz suficiente pra ver direito os lugares. Então, já fomos para Cuzco com essa idéia de que o passeio tinha de começar mais cedo.

Só que, visitando algumas das inúmeras agências de viagem perto da Plaza de Armas, percebemos que o City Tour é oferecido invariavelmente no horário da tarde, a partir das 14:00h. É claro que aquela infinidade de agências não freta, cada uma, o seu próprio ônibus. Elas vão vendendo lugares até lotar um, dois, três ônibus… Então, tudo é massificado, não adianta pedir pra fazer o passeio pela manhã.

A solução é fazer de forma independente, e isso se consegue… contratando um táxi! Bom, o fato é que, o City Tour, não conseguimos fazer de táxi, fomos no ônibus mesmo, e, pior, depois de já ter visitado o Vale Sagrado, contrariando as recomendações de todos sobre a ordem dos passeios! Mas foi tudo ótimo e adoramos cada um dos lugares.

Mais detalhes nos próximos posts!


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