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A caminho de Machu Picchu

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Quando estávamos planejando nossa viagem, vimos que os trens de Cuzco para Aguas Calientes se esgotam com muita antecedência, porque só há um trem por dia. Mas, de Ollantaytambo, já a meio caminho de Aguas Calientes, há vários trens por dia. Então, decidimos fazer a viagem saindo de Ollanta.

Compramos as passagens pelo site da Peru Rail mesmo. Pagamos 113,00 dólares, ida e volta. Na ida, não tomamos táxi de Cuzco para Ollanta, porque ficamos na estação depois de um passeio com nosso guia, Seu Carlos. Na volta, pagamos 50,00 soles (17,00 dólares) por um táxi para três pessoas, no começo da noite. Mas, como foi muito fácil conseguir quem nos levasse por esse preço, desconfio que deveria ter proposto um preço mais baixo…

As estações de trem de Ollanta e Aguas Calientes têm boa estrutura, com um café bem simpático para esperar a hora do embarque.

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Pegamos o trem das 15:05h em Ollanta. Escolhemos o Vistadome, por causa do horário, mas também gostamos da idéia de ter esses janelões no teto pra aproveitar as paisagens. Os horários do Backpacker não eram muito convenientes para nós, mas acho que o trem é confortável também, afinal, ele também não é tão barato assim… Diferenciado mesmo, só o Hiram Bigham, o mais fino dos trens que fazem o trajeto até Aguas Calientes. Esse é puro luxo!

Mas quem pensa em ir no Vistadome para fazer fotos do trajeto, pode esquecer. O movimento do trem não permite muitas fotos de qualidade. Só quando o trem pára alguns instantes é que dá pra fotografar sem tremer. Mas que a vista é linda, ah, isso é! A viagem dura mais ou menos uma hora e meia e passa voando!

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Um detalhe engraçado: na viagem de volta, no Vistadome, os comissários de bordo improvisam uma apresentação folclórica e um “desfile de moda” (isso mesmo, desfile) com roupas feitas de lã de alpaca. É meio constrangedor ver os pobres dos comissários modelando, mas as peças que eles mostram são lindas… e caras! 

Os hotéis de Aguas Calientes são um capítulo à parte. Tem o Sanctuary Lodge, hotel da rede Orient Express que fica dentro do Parque Nacional de Machu Picchu, com diárias que começam em 900,00 dólares. E tem o resto. Até há algumas opções na faixa de 300,00, 400,00 dólares, mas nós não cogitamos pagar tão caro por apenas uma noite de hotel, especialmente porque, no dia seguinte, sairíamos antes das 6:00h. Então, escolhemos um na faixa “até 100,00 dólares”. Nesse preço, suspeito que seja tudo muito semelhante. Lendo as resenhas no Tripadvisor dá pra ver que todos decepcionam, essa é a única unanimidade. E, no nosso caso, não foi diferente.  

Depois de muita pesquisa, escolhemos o Wiracocha Inn, com diária de 75,00 dólares no quarto triplo com café da manhã, servido cedíssimo, incluído. Sobre a qualidade do hotel, falo um pouquinho mais abaixo… 

Ainda no trem, ouvi um guia de viagem conversando com outros passageiros sobre os preços de hotéis em Aguas Calientes, e ele falou de valores bem inferiores ao que estávamos pagando. Com essa informação, até pensamos em fugir do funcionário do nosso hotel, que iria nos esperar na estação de trem, mas, quando vi a plaquinha com o meu nome escrito, faltou coragem. Sorte que havia um grupo de francesas junto, de modo que a sensação de estar sendo passada pra trás foi um pouco amenizada. 

Assim que chegamos à cidade, fomos cumprir nossas obrigações: comprar as passagens de ônibus para Machu Picchu (14,00 dólares) e o bilhete de entrada no parque (130,00 soles – 43,00 dólares – o pagamento tem de ser em soles). É só perguntar que qualquer pessoa informa onde ficam as bilheterias. 

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Feito isso, eram 17:00h e tínhamos de matar o tempo até o dia seguinte, já que, em Aguas Calientes, uma cidadezinha espremida entre o Rio Vilcanota (conhecido também como Rio Urubamba) e as montanhas, não tem nada pra fazer até a hora de ir pra Machu Picchu (até existem umas fontes de água termal, que justificam o nome do lugar, mas quem quer tomar banho em águas sulfurosas?). Fizemos hora caminhando pela cidade até decidirmos ir jantar.

 São muitas as opções de restaurantes e pizzarias – até tinha anotado a dica da Renata Vieira, no VNV do ViajeAqui (ela falava para jantar no Indio Viejo, mas desconfio que queria dizer Indio Feliz) –, mas acabamos optando pela segurança da Chez Maggy, a pizzaria que já conhecíamos de Cuzco e que ficava muito perto do nosso hotel.

Eu não gosto de música típica peruana, aquela coisa das flautas e tal. Mas, no Chez Maggy, teve um showzinho típico que, por incrível que pareça, foi bem legal. Talvez por ter sido meio de improviso, talvez porque os músicos tenham demonstrado gostar genuinamente de sua arte. Ou talvez porque um desses músicos fosse o peruano mais bonito que a gente viu durante toda a viagem!

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Quando saímos da Chez Maggy, por volta das 20:30h, o movimento nas ruas de Aguas Calientes já tinha diminuído muito, já que o dia realmente começa bem cedo por lá. Se bem que tem opções para todos os gostos: dia seguinte, às 05:45h, passamos na frente de uma boite onde a festa ainda rolava animadíssima! 

Sobre o Wiracocha Inn: depois do jantar, quando nos instalamos de verdade no hotel, constatamos que a descarga do nosso banheiro não funcionava. Rapidamente, nos trocaram de quarto. Assim que passei da porta, olhei pro teto e vi uma aranha IMENSA! ENORME! MONSTRUOSA! (Tá, tinha uns 6 cm…). De jeito nenhum que eu ia passar a noite ali! Fomos para um terceiro quarto e já pedi pro funcionário do hotel uma arm…, quer dizer, um inseticida, pra me defender desse tipo de ameaça letal. Revistamos o quarto, testamos a descarga e estava tudo ok. Só que, nessa confusão, meu celular desapareceu. Eu não sabia mais se tinha deixado no primeiro quarto, no segundo, ou se ele podia estar no meio da bagunça que tinha virado o terceiro quarto a essa altura. Depois de muita busca e da cara feia de um hóspede já incomodado com o barulho no corredor, o telefone foi localizado, e nós pudemos dormir em paz.

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