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10 coisas sobre Varsóvia

1) Hospedagem: Varsóvia hoje é uma cidade de negócios, então a maior parte dos hotéis é voltada para o público executivo. Não é a toa que muitos deles ficam perto da Estação Central, de onde também é fácil o acesso para o aeroporto. Só que, para o turista comum, essa localização não é muito interessante, pois fica meio distante da Cidade Antiga e do Caminho Real, os principais pontos turísticos da cidade.               

Por outro lado, na Cidade Antiga mesmo, achei poucas opções de hospedagem quando estava procurando meu hotel.              

Acabei ficando no Ibis Stare Miasto, que, na verdade, não está muuuito perto da Cidade Antiga. Fica no bairro Muranów. Mesmo assim, a localização se mostrou muito conveniente, pois o acesso para a Cidade Antiga é bem fácil de ônibus ou a pé (10 ou 15 minutos de uma caminhada agradável) e também há boas opções de transporte para outras áreas da cidade.              

Ibis Stare Miasto - Varsóvia

Voltaria a ficar nesse Ibis com certeza, mas procuraria uma opção de hospedagem perto da rua Nowy Swiat, para aproveitar os restaurantes e cafés dessa região à noite sem me preocupar com a volta pra casa.               

2) Transporte: o transporte público em Varsóvia é ótimo. São úteis para os turistas principalmente os ônibus e trams. Há vários tipos de bilhetes, mas o ideal são os que duram o dia inteiro ou três dias. Podem ser comprados em qualquer fiteiro ou com o motorista (nesse caso, tenha o troco certinho!). Dentro dos ônibus, painéis informam o nome das paradas para que o turista não se perca. E em cada ponto, há informações bem didáticas sobre os horários das linhas. Notei que, no final de semana, algumas linhas de ônibus mudam seu trajeto (por exemplo, não passam pela Nowy Swiat, que fica reservada aos pedestres), então, é bom ficar atento. Para informações bem detalhadas sobre ônibus, trams e metrô, em inglês, clique aqui. O site também tem um simulador de trajetos fantástico.     

3) Página oficial de turismo e centro de informações ao turista: a página de turismo de Varsóvia  é tão cheia de informações que fica até difícil escolher o que ver!            

O melhor guia de viagem sobre Varsóvia que encontrei são as brochuras e folders do escritório oficial de informações ao turista. Tem um deles bem na Cidade Antiga, na praça do mercado. A dica é passar lá para pegar um mapa e os guiazinhos gratuitos antes de começar os passeios. E por falar em passeios…            

4) Cidade Antiga (Stare Miasto) e Cidade Nova (Nowe Miasto): formam a região mais antiga de Varsóvia (a Cidade Antiga é do século XII, e a Nova, do XIII) e que foi totalmente destruída durante a II Guerra Mundial. Apesar de não ser “original”, a Praça do Mercado (Rynek Starego Miasta) é linda e cheia de cafés e restaurantes. Imperdíveis também o Barbakan (muralhas da Cidade Antiga) e a Basílica de São João Batista, a mais antiga das igrejas de Varsóvia, construída em 1339.              

Praça do Mercado - Cidade Antiga

Igreja de São Martinho - 1356

Barbakan - Muralhas da Cidade Antiga

Basílica de São João Batista - 1339

Entre a Cidade Antiga e a Cidade Nova

5) Castelo Real: a construção original data do século XIII, mas, em 1596, quando a capital da Polônia mudou de Cracóvia para Varsóvia, passou a ser a residência do rei e também a sede dos poderes executivo e legislativo. Também foi quase totalmente destruído durante a II Guerra e reconstruído nas décadas de 1970 e 1980.   

Praça do Castelo Real (o castelo é esse à direita)

 Hoje, o Castelo funciona como museu e centro cultural. Tive a sorte de ver lá o quadro Dama com um Arminho, de Leonardo Da Vinci, em exposição temporária. A obra faz parte do acervo do Museu Czartoryski, de Cracóvia, que está em reforma. Acho que foi a única oportunidade na vida de ficar sozinha (bem, tinha os fiscais de sala, claro!) na presença de um quadro de Da Vinci (tão diferente da Mona Lisa…)!   

5) Caminho Real: começando no Castelo, o Caminho Real segue pelas ruas Krakowskie Przedmiescie e Nowy Swiat até os Palácios Lazienki e Wilanów. A rota toda é longa demais para uma caminhada, mas a linha 116 de ônibus segue exatamente esse trajeto. A parte que vai do Castelo até o final da Nowy Swiat merece ser percorrida a pé. 

A Krakowskie Przedmiescie é pontilhada por prédios históricos como a Universidade de Varsóvia, o Palácio Presidencial, o Museu Chopin e uma quantidade quase incontável de igrejas. 

Krakowskie Przedmiescie

Já a Nowy Swiat é uma seqüência de cafés, restaurantes e lojinhas interessantes. É a área mais gostosa de Varsóvia para relaxar, especialmente o cruzamento com as ruas Foksal e Chimielna.   

Nowy Swiat

6) Palácio Lazienki: construído no século XVII, foi usado como residência de verão da realeza polaca. O palácio fica no meio de um parque enorme e parece flutuar sobre um lago. Nos seus jardins, há um monumento em homenagem a Frederic Chopin. A visita é mais legal em um dia de sol, porque dá para aproveitar mais o passeio pelo parque. Eu não tive tanta sorte com o tempo… Estava frio e caía uma chuvinha fina, que me desanimou de seguir até o Palácio Wilanów, onde termina o Caminho Real.   

Palácio Lazienki

7) Chopin: 2010 é o ano do bicentenário de Frederic Chopin, e Varsóvia, cidade onde o artista passou os primeiros anos de sua vida, está celebrando a data exaustivamente. Há concertos, exposições e muita divulgação do seu trabalho. O Museu Chopin fica no Caminho Real, mas dá para conhecer mais sobre o artista na rua mesmo: basta procurar os bancos de praça pretos espalhados pela cidade, que demarcam a rota dos pontos turísticos relacionados à vida e à obra do músico.              

8 ) Palácio da Cultura e da Ciência (e o realismo socialista): o Palácio da Cultura e da Ciência é o prédio mais alto de Varsóvia e também o maior símbolo da arquitetura típica do regime socialista na cidade: foi um presente da União Soviética para o povo polonês. A construção é muito imponente, do tipo que transmite de forma muito clara as idéias de poder e força, e é o principal marco do realismo socialista em Varsóvia.   

Palácio da Cultura e da Ciência

Confesso que achei aquele monstrengo meio assustador e entendo bem os que defendem que ele devia ser demolido… Mas, como adoro um mirante, não resisti e subi até o topo para ter uma vista de 360º de Varsóvia.   

No alto do Palácio da Cultura e da Ciência

O realismo socialista ainda está espalhado pela cidade e há muitos outros exemplos para serem descobertos além do Palácio da Cultura e da Ciência, principalmente nas ruas próximas da Nowy Swiat, onde fica o centro financeiro de Varsóvia, e no bairro de Muranów (o Ibis em que fiquei está nessa região).   

No centro financeiro

Mais realismo socialista

 

9) Museu da Insurreição de Varsóvia: Varsóvia foi uma das cidades que mais sofreu durante a II Guerra Mundial, pois o conflito começou ali e aconteceu na área urbana, invadindo a vida das pessoas comuns, que tiveram de conviver com o domínio alemão de 1939 até 1944, quando a resistência polonesa retomou o poder.A história da insurreição de Varsóvia é contada no Museu Powstania Warsawskiego, novíssimo e todo interativo. A exposição mostra como era viver na cidade sitiada e como os poloneses conseguiram retomá-la dos alemães. Imperdíveis os vídeos da época exibidos no cinema. 

Museu da Insurreição de Varsóvia

Como está um pouco afastado da parte mais turística da cidade, a melhor forma de chegar é pegar um ônibus (saindo da Cidade Antiga, o melhor é o da linha 178 – descer na parada Rondo Daszynskiego). 

10) Inglot:  essa dica é para as mulheres. A Inglot é a principal marca de maquiagem polonesa. As lojas são maravilhosas, têm uma variedade enooorme de produtos e de cores. E os preços são ótimos. Irresistível para qualquer moça!

De Berlim a Praga: os planos

O roteiro: os meus planos* para essa viagem incluíam Berlim – Cracóvia – Varsóvia – Budapeste – Viena – Praga. O plano original era ir para Berlim, Budapeste, Viena e Praga, mas, depois de olhar o mapa e ler um pouco sobre esses destinos, a Polônia entrou no roteiro com duas cidades. Toda essa região tem uma identidade histórica e cultural parecida (a Casa dos Habsburgos, as duas guerras mundiais, o socialismo, a queda desse regime), e achei que seria interessante condensar tudo em uma mesma viagem. 

Tinha bastante tempo para viajar, pretendia cumprir o roteiro em mais de 20 dias. No final, meu tempo foi distribuído assim: 

Berlim – 05 dias inteiros (sem incluir o dia da chegada e o da saída);

Cracóvia – 02 dias inteiros;

Varsóvia – 02 dias inteiros;

Budapeste – 03 dias inteiros;

Viena – 03 dias inteiros (talve com um pulinho em Bratislava);

Praga – 05 dias inteiros.

A ordem das cidades pode parecer meio estranha, porque, olhando no mapa, Varsóvia está mais perto de Berlim que Cracóvia, que está mais perto de Budapeste do que Varsóvia. Mas escolhi essa organização por causa dos meios de transporte entre as cidades. O que leva ao próximo tópico…

Os meios de transporte: adoro viajar de trem na Europa. Acho TÃO civilizado! Mas o meu roteiro tinha cidades bem distantes entre si. De Berlim para Varsóvia, por exemplo, eram quase seis horas; de Cracóvia para Budapeste, quase dez horas, na melhor das hipóteses (os horários estão aqui). Também não estava disposta a pegar trem noturno. Então, minha primeira decisão foi de que, pelo menos para Budapeste, eu iria de avião.

Aí, Cracóvia, que está no sul da Polônia, fica mais perto de Budapeste. Mas os vôos entre as duas cidades passavam necessariamente por Varsóvia ou por Viena ou por… Enfim, não havia vôos diretos. Além disso, pesquisando no Kayak, os preços do trecho Cracóvia – Budapeste sempre eram muito mais altos que os dos vôos partindo de Varsóvia. Também encontrei uma passagem com preço razoável de Berlim para Cracóvia, direto, uma horinha de viagem, pela Air Berlim.

Então, decidi fazer assim: de Berlim pra Cracóvia de avião; de lá para Varsóvia de trem (cerca de três horas de viagem) e depois de avião, pela LOT Polish, para Budapeste. Os demais trechos, entre Budapeste, Viena e Praga, faria de trem.

Um detalhe: os trechos de avião que passavam pela Polônia não foram lá muito baratos… É preciso pesquisar bastante! Uma dica que achei no Viaje na Viagem e que não usei, mas pode ser útil, é o Click4sky, um site de vendas de passagens da Czech Airlines, a principal companhia aérea tcheca, a preço promocional.

Passagem Brasil – Europa: comprei com a TAM. Na ida, fui de São Paulo a Berlim, via Londres (o trecho Londres – Berlim foi operado pela BMI). A volta seria Praga – São Paulo, via Frankfurt (Praga – Frankfurt, pela Lufthansa), mas acabou sendo Budapeste – São Paulo, também via Frankfurt.

Para mim, que moro no Nordeste, a primeira opção é sempre a TAP , entrando por Lisboa. Mas, se fosse voar pela TAP, precisaria fazer duas conexões na Europa, já que não abria mão de começar a viagem por Berlim, e a TAP não voa pra lá. Na volta, também precisaria fazer outras duas conexões ainda na Europa.

Quando pensei no programa de fidelidade da TAM, onde concentro minhas milhas, acabei decidindo viajar com essa empresa, apesar de o loooongo vôo partindo de São Paulo me desanimar um pouco. No final, nem foi tão ruim como eu pensava…

Dinheiro: estava pensando em me jogar no cartão de crédito nessa viagem, mas poucos dias antes de partir, a Grécia degringolou de vez, e o euro começou a subir. Então, decidi apelar mais uma vez para o Visa Travel Money. Sábia decisão! Nem sei se ganhei ou perdi dinheiro, pois não acompanhei mais o câmbio (se aconteceu, a diferença foi mínima), mas foi muito prático poder sacar dinheiro nos caixas eletrônicos de cada país nas moedas locais e não ter que me preocupar em cambiar euros a cada parada (Polônia, Hungria e República Tcheca estão fora da zona do euro).

* Como falei no post anterior, essa viagem não chegou a ser concluída, então, parte do roteiro ficou só nos planos mesmo…


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