Archive for the 'Planejamento de viagem' Category



Sobre viajar sozinha

Essa semana, a Fabianne deixou um comentário aqui no blog que me inspirou a escrever este post. Ela perguntava sobre viajar sozinha, que é um assunto que sempre desperta meu interesse. (Detalhe: escrevi o post pensando nas mulheres, mas muita coisa se aplica aos homens também!).

Pois bem: eu ADORO viajar só. Não é que não goste de viajar com amigos ou com o namorado, mas, se não tenho companhia, não deixo de ir por isso, e minha viagem não é pior nem melhor do que se estivesse acompanhada. Só é diferente!

O que tem de bom em viajar só?

Tem muitas vantagens! O meu tempo é só meu, eu decido pra onde e quando quero ir. Viajar acompanhada pode ser causa de muito estresse se as pessoas não tiverem gostos parecidos e, mesmo assim, fizerem questão de estar sempre juntas (alguém necessariamente vai sair frustrado…). Além disso, se um tem um ritmo diferente do(s) outro(s), também pode dar briga: você acha que não precisa dormir (afinal, se fosse pra dormir, podia ter ficado em casa!), mas tem gente que não abre mão de suas sagradas horas de sono… Enfim: onde há duas pessoas, qualquer coisa pode ser motivo de conflito!

Outra vantagem: a percepção sobre todas as experiências fica muito aguçada e é quase inevitável que uma viagem sozinha seja também uma viagem interior, de autoconhecimento (você acaba tendo tempo de pensar muito na própria vida, de tomar grandes decisões, se prepara pra mudanças importantes…).

Ainda não sabe se vai gostar da experiência?

Reconheço que não é mesmo pra todo mundo. Não vejo nenhum demérito nisso, é questão de estilo. Se a pessoa não consegue fazer nada sozinha, vai ser um inferno viajar desacompanhada. E, por mais que seja fácil encontrar companhia para fazer passeios por aí afora, muitas vezes, você vai estar por sua conta. Pense um pouco e responda: na sua vida normal, você consegue aproveitar bem seu tempo sozinha (e realmente faz isso de vez em quando)? Se conseguir, então vai adorar uma viagem nesse esquema.

Uma coisa que acho muito importante para o sucesso desse tipo de viagem é escolher bem o destino. Eu, por exemplo, odiaria viajar sozinha para uma praia, porque só consigo curtir um dia na praia se estiver acompanhada. Sozinha, meu negócio são cidades grandes! Conhecendo bem seu gosto, você monta um roteiro que não tem como ser ruim. E, sendo mulher, infelizmente, ainda tem alguns lugares para onde não é indicado ir sozinha, como os países árabes, por exemplo.

E tem alguma desvantagem?

É claro que um ou outro programa poderá ficar prejudicado. No meu caso, é a parte noturna da viagem que sofre mais. Me incomoda sair pra jantar sozinha (se bem que, na última viagem, até me arrisquei mais, escolhendo uns restaurantezinhos com mesas na rua, que têm mais movimento pra distrair, e sempre acompanhada de um bom livro ou revista. E foi bom!). Procuro aproveitar bem os meus dias e, à noite, estou tão cansada que só quero mesmo dormir. Ou então, vou ao teatro, ao cinema, programas que não me importo de fazer sozinha. Ah! Também dá pra procurar um shopping ou lojas que fiquem abertas até mais tarde, e aí não gasto meus preciosos dias fazendo compras!

Se você gosta de sair à noite, pense se vai se sentir bem em fazer isso estando só (mas, como já disse, é sempre possível achar companhia durante a viagem mesmo), ou se sua viagem vai ficar muito prejudicada, se tiver de abrir mão desse programa (nesse caso, é só escolher um destino mais conveniente!).

Os custos também tendem a aumentar um pouco: hospedagem single é sempre mais cara do que dividir um quarto. Mas, se você topa ficar em albergue, não será afetada, pois os preços são sempre por pessoa nos quartos coletivos. Eu, que não gosto do esquema de albergues, sempre faço uma pesquisa minuciosa e acabo encontrando bons hotéis com preços razoáveis para o quarto single.

Prepare-se também para não ter muitas fotos suas naqueles cenários lindos. Até dá pra pedir pra alguém te fazer esse favor, mas não espere ótimos resultados… Se fizer questão disso, procure um apoio para a câmara e use o timer. Eu, que não gosto de aparecer nas fotos, achei a desculpa perfeita!

É claro que, em alguns momentos, pode bater uma certa solidão durante a viagem. Mas aí tem internet e telefone, tudo pra matar a saudade de quem ficou em casa. E, se você escolheu um destino que te interessa bastante, com certeza esse sentimento passa rapidinho. Basta sair na rua e ver o lugar maravilhoso onde está, que a vontade de aproveitar cada minuto volta! 

Não dá medo de sair sozinha pelo mundo?

Dá, mas esse receio de que “algo aconteça” nunca foi grande o suficiente para me impedir de viver essa experiência.

Minhas viagens solo foram para a Europa (estive sozinha em  Londres, Paris, Lisboa, Bruxelas, Amsterdã, Berlim, Varsóvia, Cracóvia e Budapeste) e para Buenos Aires. Nunca passei por nenhum problema envolvendo questões de segurança (a Europa principalmente, se comparada ao Brasil, é suuuper segura). Claro que tomo alguns cuidados, como escolher hotéis que fiquem em áreas seguras, sempre perguntar na recepção se tem problema sair sozinha à noite na região, evito falar onde estou hospedada para pessoas que conheço durante a viagem, coisas desse tipo.

Ter um celular comigo sempre me deixa mais segura. Eu nem compro chip no destino, apenas habilito meu telefone pra ter à disposição em caso de uma emergência. Só uso mesmo pra mandar torpedos, que saem baratinhos (na minha operadora, R$ 0,60 cada).

A situação mais complicada que enfrentei sozinha foi um problema de saúde que tive em Budapeste, como contei aqui, e acabei não continuando a viagem por receio de ficar doente de novo.  Mas felizmente estava bem preparada, tinha tomado todas as cautelas antes de viajar e consegui resolver tudo da melhor forma possível… e sozinha!

Se o plano é viajar pro exterior, aviso que o meu inglês é bem básico e mesmo assim nunca passei nenhuma dificuldade. Complica um pouco ter uma conversa mais demorada (o papo fica meio limitado, sabe?), mas eu não me importo com isso. E sempre tem um brasileiro perdido em qualquer lugar do mundo (ou um português ou um espanhol ou um argentino…) com quem conversar.

Em resumo: viajar sozinha é sinônimo de liberdade, de independência, e – mesmo com alguns percalços – é sempre uma experiência maravilhosa. Recomendo!

Para mais sobre esse assunto:

Saia pelo mundo, por Mari Campos

Pelo Mundo, por Mari Campos

Mochileiros

Journeywoman (em inglês)

Livros:

Viaje Sozinha – Flávia Soares Justus e Maristela do Valle, Editora Panda.

100 Viagens que Toda Mulher Precisa Fazer – Stephanie Elizondo Griest, Editora Novo Conceito

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De Berlim a Praga: os planos

O roteiro: os meus planos* para essa viagem incluíam Berlim – Cracóvia – Varsóvia – Budapeste – Viena – Praga. O plano original era ir para Berlim, Budapeste, Viena e Praga, mas, depois de olhar o mapa e ler um pouco sobre esses destinos, a Polônia entrou no roteiro com duas cidades. Toda essa região tem uma identidade histórica e cultural parecida (a Casa dos Habsburgos, as duas guerras mundiais, o socialismo, a queda desse regime), e achei que seria interessante condensar tudo em uma mesma viagem. 

Tinha bastante tempo para viajar, pretendia cumprir o roteiro em mais de 20 dias. No final, meu tempo foi distribuído assim: 

Berlim – 05 dias inteiros (sem incluir o dia da chegada e o da saída);

Cracóvia – 02 dias inteiros;

Varsóvia – 02 dias inteiros;

Budapeste – 03 dias inteiros;

Viena – 03 dias inteiros (talve com um pulinho em Bratislava);

Praga – 05 dias inteiros.

A ordem das cidades pode parecer meio estranha, porque, olhando no mapa, Varsóvia está mais perto de Berlim que Cracóvia, que está mais perto de Budapeste do que Varsóvia. Mas escolhi essa organização por causa dos meios de transporte entre as cidades. O que leva ao próximo tópico…

Os meios de transporte: adoro viajar de trem na Europa. Acho TÃO civilizado! Mas o meu roteiro tinha cidades bem distantes entre si. De Berlim para Varsóvia, por exemplo, eram quase seis horas; de Cracóvia para Budapeste, quase dez horas, na melhor das hipóteses (os horários estão aqui). Também não estava disposta a pegar trem noturno. Então, minha primeira decisão foi de que, pelo menos para Budapeste, eu iria de avião.

Aí, Cracóvia, que está no sul da Polônia, fica mais perto de Budapeste. Mas os vôos entre as duas cidades passavam necessariamente por Varsóvia ou por Viena ou por… Enfim, não havia vôos diretos. Além disso, pesquisando no Kayak, os preços do trecho Cracóvia – Budapeste sempre eram muito mais altos que os dos vôos partindo de Varsóvia. Também encontrei uma passagem com preço razoável de Berlim para Cracóvia, direto, uma horinha de viagem, pela Air Berlim.

Então, decidi fazer assim: de Berlim pra Cracóvia de avião; de lá para Varsóvia de trem (cerca de três horas de viagem) e depois de avião, pela LOT Polish, para Budapeste. Os demais trechos, entre Budapeste, Viena e Praga, faria de trem.

Um detalhe: os trechos de avião que passavam pela Polônia não foram lá muito baratos… É preciso pesquisar bastante! Uma dica que achei no Viaje na Viagem e que não usei, mas pode ser útil, é o Click4sky, um site de vendas de passagens da Czech Airlines, a principal companhia aérea tcheca, a preço promocional.

Passagem Brasil – Europa: comprei com a TAM. Na ida, fui de São Paulo a Berlim, via Londres (o trecho Londres – Berlim foi operado pela BMI). A volta seria Praga – São Paulo, via Frankfurt (Praga – Frankfurt, pela Lufthansa), mas acabou sendo Budapeste – São Paulo, também via Frankfurt.

Para mim, que moro no Nordeste, a primeira opção é sempre a TAP , entrando por Lisboa. Mas, se fosse voar pela TAP, precisaria fazer duas conexões na Europa, já que não abria mão de começar a viagem por Berlim, e a TAP não voa pra lá. Na volta, também precisaria fazer outras duas conexões ainda na Europa.

Quando pensei no programa de fidelidade da TAM, onde concentro minhas milhas, acabei decidindo viajar com essa empresa, apesar de o loooongo vôo partindo de São Paulo me desanimar um pouco. No final, nem foi tão ruim como eu pensava…

Dinheiro: estava pensando em me jogar no cartão de crédito nessa viagem, mas poucos dias antes de partir, a Grécia degringolou de vez, e o euro começou a subir. Então, decidi apelar mais uma vez para o Visa Travel Money. Sábia decisão! Nem sei se ganhei ou perdi dinheiro, pois não acompanhei mais o câmbio (se aconteceu, a diferença foi mínima), mas foi muito prático poder sacar dinheiro nos caixas eletrônicos de cada país nas moedas locais e não ter que me preocupar em cambiar euros a cada parada (Polônia, Hungria e República Tcheca estão fora da zona do euro).

* Como falei no post anterior, essa viagem não chegou a ser concluída, então, parte do roteiro ficou só nos planos mesmo…

Seguro saúde de viagem (na prática)

Vou começar a relatar aqui no blog minha última viagem, que aconteceu no mês de maio. E decidi começar pelo fim, porque não foi muito de acordo com meus planos…

O roteiro original previa Berlim – Cracóvia – Varsóvia – Budapeste – Viena – Praga. Mas acabou parando em Budapeste, porque tive um probleminha de saúde. Em tese, eu poderia ter continuado meu roteiro, mas a experiência de ir para um hospital, sozinha, num lugar completamente estranho e sem saber direito o que estava acontecendo foi meio assustadora. Então, preferi voltar pra casa e aproveitar o final das férias por aqui mesmo.

Em resumo, eu visitei Berlim, Cracóvia e Varsóvia. Estive em Budapeste, mas de lá senti só o gostinho, porque os dias que passei na cidade foram no quarto do hotel…

Deixo aqui o relato que fiz contando como foi a minha experiência com o seguro saúde de viagem (aqueles de cartão de crédito), que já tinha deixado no Viaje na Viagem e virou post do Ricardo Freire.

“Voltei há uns dias de minha última viagem e dessa vez precisei usar o seguro saúde…

Comprei as passagens com cartão Visa e resolvi usar o seguro que eles oferecem. Como estava indo para a Europa, entrei em contato com eles para pegar o “certificado Schengen” para apresentar à imigração se fosse o caso. (Não me pediram.)

O procedimento foi simples. Por telefone, me deram um endereço na internet que eu precisava acessar para preencher meus dados e, dentro de 72 horas, receberia o certificado por e-mail. Não recebi no prazo, mas liguei para eles novamente e recebi na mesma hora. Também me passaram os números de telefone para os quais eu deveria ligar em cada um dos países do meu roteiro (isso foi iniciativa deles, eu não perguntei).

No meio da viagem, em Budapeste, precisei de atendimento e liguei para o número indicado. Fui atendida em português. Expliquei o problema, me deram o número de protocolo e disseram que devia aguardar a visita do médico em 50 minutos. Dentro desse prazo, me ligaram para dizer que, por causa do tipo de problema que eu tinha, seria necessário fazer o deslocamento para um hospital, mas que o médico da seguradora viria ao hotel para me acompanhar e que eu tinha de pagar esse custo, não coberto pelo seguro. Esse foi o único contato feito em inglês.

Aguardei mais um tempo – não foi muito – e o médico chegou apenas para me acompanhar ao hospital. Se eu não estivesse viajando sozinha e se não fosse de madrugada (medo!), eu teria tentado dispensar essa etapa, mas, nessas circunstâncias… Paguei 60 euros para o médico me levar no carro particular dele ao hospital.

Chegando lá, o lugar parecia meio abandonado, porque não era um local que tivesse internação, então, havia só uma atendente dormindo atrás do balcão(!). Ela chamou a médica de plantão e fui para a sala de exames. Fiz uma ultrassonografia e fui liberada para voltar ao hotel com a receita dos medicamentos que precisava comprar. Saí procurando o médico do seguro (que, na minha imaginação, deveria me levar de volta ao hotel), e ele tinha ido embora(!) sem me avisar (!!).

Pedi para a médica que havia me atendido chamar um táxi (e ela tinha muito boa vontade). Paguei o equivalente a 4 euros pelo táxi.

Em resumo: o atendimento da seguradora por telefone foi ótimo, todos foram bastante atenciosos e ter podido falar em português ajudou muito. O atendimento pela médica no hospital também foi ótimo. Agora, o médico da seguradora tinha de ter ficado me esperando para me levar de volta ao hotel! Arquei com um custo de 60,00 euros apenas pelo serviço de transporte, porque a assistência médica que ele me prestou foi mínima. Essa semana foi que enviei toda a documentação para a seguradora, então ainda não sei se vão me ressarcir ou cobrar alguma das desperas, mas não tive de pagar nada adiantado pelo atendimento no hospital nem pela ultrassonografia. Paguei a medicação na farmácia (muito barata, aliás). No geral, fiquei satisfeita com o atendimento (tirando o médico fujão…), principalmente pela rapidez com que foi prestado. Acho que usarei de novo o seguro do cartão.”.

Pretendo começar a postar sobre o planejamento da viagem e sobre as cidades, mas pode demorar um pouquinho…

Onde ficar em Buenos Aires? Retiro (ou o mais perto do Centro onde é razoável se hospedar)

Você está indo pela primeira vez a Buenos Aires e não abre mão de se hospedar no Centro, porque acha que vai ficar mais perto das atrações que visitará numa primeira viagem?
É verdade que muitos dos pontos turísticos que todo mundo quer ver da primeira vez em Buenos Aires estão no Centro ou perto dele (e por “Centro”, entenda-se o que eles chamam de “Microcentro”). Mas a minha impressão dessa parte da cidade não é das melhores… Eu acho o lugar muito barulhento e cheio de gente durante o dia e meio suspeito à noite. Ou seja, é como o centro de qualquer grande capital aqui do Brasil, e esse não é o tipo de lugar em que eu gostaria de dormir e acordar.

Mas existe um pedacinho da cidade cheio de charme bem perto dali. Estou falando do Retiro, o bairro que fica no entorno da Plaza San Martin, até a Avenida 9 de Julio. 

BsAs-Retiro

A cara do Retiro

A “identidade visual” do Retiro tem mais a ver com a Recoleta do que com o Centro propriamente dito. Eu sempre penso nele como um pedaço da Recoleta que ficou do lado errado da Avenida 9 de Julio!

Esse aqui não é o post adequado para eu falar de tudo o que gosto no Retiro (vou fazer outro post sobre esse assunto), mas o fato é que as ruas ali são mais tranqüilas e mais bonitas que no resto do Centro e acho o local seguro (já fiquei hospedada em um hotel nessa região).

E tudo isso está a uns 5 minutos de caminhada da Calle Florida, a rua de pedestres em que todo brasileiro adora fazer compras e que liga a Plaza San Martin à Plaza de Mayo, onde está a Casa Rosada. Ou seja, o Retiro é central o suficiente para fazer a pé todos os passeios que você quiser. Não é à toa que muitos hotéis de luxo têm unidades nesse bairro, como é o caso do Sofitel, do Marriot e do Sheraton.

No Retiro – que em alguns sites de imobiliárias está registrado como “Plaza San Martin” mesmo -, eu gosto mais da parte que fica entre as Avenidas Santa Fé e as Calles Arenales, Juncal, Arroyo e suas transversais.

Eu sei, eu sei, olhando no mapa, isso corresponde a um espaço bem pequenininho, mas eu avisei que não gostava do Centro, não foi?

De volta ao Peru

Bem que eu queria ter voltado de verdade ao Peru, mas não é bem isso. Na verdade, é o programa Alternativa: Saúde, do canal GNT, que tem me feito viajar outra vez. Desde 05 de outubro, começaram a ser exibidas edições gravadas lá no Peru.

O que mais gostei foi a trilha que a Cynthia Howlett fez para Machu Picchu. É uma alternativa à tradicional Trilha Inca, chamada trilha de Salkantay. Eu não conhecia esse caminho, mas, pelo que li no Mochileiros, é até mais difícil do que a Trilha Inca comum. A principal diferença entre as duas é que o foco da Salkantay é nas paisagens naturais, como a da foto acima, que mostra ao fundo a montanha de Salkantay, enquanto a Trilha Inca passa por várias ruínas.

Também no Mochileiros, vi que o preço da trilha Salcantay varia de U$170,00 a U$280,00. Mas, pagando umas DEZ vezes esse preço (!), é possível ficar em lodges espalhados pelo caminho, ou seja, com direito a banheiro, banho quente e uma cama confortável ao fim de cada dia de caminhada! Foi o que vi no Mountain Lodges of Peru, a empresa que organizou o passeio da Cynthia.

O site e o blog do Alternativa: Saúde têm muitas informações e fotos lindas!

Onde ficar em Buenos Aires? Palermo

Primeiro, uma explicação didática sobre as divisões desse imenso bairro de Buenos Aires. Por ser tão extenso, e porque cada parte dele tem características bem distintas, hoje existem vários “Palermos”. Para ter uma idéia da quantidade de subdivisões do bairro, basta ver a Wikipédia… Vou tentar resumir, então:

Palermo (sem qualificação), ou Palermo Botánico: região mais próxima dos parques (Jardim Botânico, Rosedal, Jardim Japones e Parque Tres de Febrero);

Alto Palermo: região próxima do Shopping de mesmo nome (na esquina da Av. Santa Fé com Bulnes). Concentra consultórios de psicólogos, psiquiatras e assemelhados, daí também ser conhecido Villa Freud; 

Palermo Viejo: engloba Palermo Soho e Palermo Hollywood; 

Palermo Soho: é a região no entorno da Plaza Serrano (ou Plaza Cortázar). Quanto mais perto da praça, mais Soho é Palermo. O nome vem da comparação com o Soho de Nova York. Essa parte de Palermo vai até a linha de trem que corta o bairro, margeando a Av. Juan B. Justo;

Palermo Hollywood: fica do outro lado da linha do trem, até a Calle Dorrego. Tem esse nome por causa das produtoras de TV que se concentram na região. 

Dito isto, falemos de hospedagem.

BsAs-Rosedal

Parque Rosedal, em Palermo

Palermo ou Palermo Botánico: essa parte do bairro é bem residencial, com um comércio não tão interessante, mas é um ótimo lugar para ficar, especialmente para quem não abre mão de manter a rotina de exercícios mesmo quando está viajando. Com os parques ali do lado, fica irresistível! Acho que essa é a principal vantagem da região.

Nesse trecho, minha parte preferida são as ruas que ficam ao lado do Jardim Zoológico (República de la India, Lafinur, República Arabe Síria e suas transversais).

Alto Palermo: é uma opção para quem quer ficar perto de uma estação de metrô, que passa na Av. Santa Fé. Essa parte de Palermo não tem grandes atrações, fora das ruas principais é um bairro residencial como outro qualquer.

Mas, se o metrô for mesmo essencial nos planos de viagem, eu escolheria um apartamento próximo às estações Bullnes ou Scalabrini Ortiz. Explico: além de ter um shopping como ponto de apoio (o Alto Palermo), na Calle Charcas, tem uma pequena área com cafés, perto da Plaza Güemes, o que é muito útil para começar o dia ou para um lanche na volta dos passeios. Já a região perto da estação Plaza Itália é muuuito muvucada e sem nenhum atrativo. Eu evitaria especialmente a Av. Santa Fé e as Calles Borges e Thames, que concentram o trânsito de e para Palermo Viejo.

BsAs-Palermo

A cara de Palermo Soho

Palermo Soho: se o objetivo da viagem é fartar-se com a gastronomia portenha, uma boa opção de hospedagem é Palermo Soho, já que grande parte dos restaurantes mais interessantes de BsAs está ali (ou em Palermo Hollywood, em Las Cañitas etc.). E essa parte do bairro também é interessante durante o dia, porque é cheia de lojinhas de objetos de design, de roupas, de quinquilharias em geral e cafés deliciosos, com mesas nas calçadas.

BsAs-Palermo 2

Essa também é a cara de Palermo Soho

Agora, ninguém se engane pensando que Palermo Soho é todo perfeitinho. O bairro, até pouco tempo atrás, não tinha esse ar descolado de hoje. Então, do lado das boutiques moderninhas, pode aparecer… uma oficina mecânica, uma serralharia e coisas do gênero. Mas nada que estrague o charme do lugar.

Como já falei antes, quanto mais perto da Plaza Serrano (Plaza Cortázar), mais interessante fica o bairro, regra que vale para escolher a melhor localização para o apartamento.

Palermo Hollywood: sobre esse pedaço de Palermo, Ricardo Freire acaba de deixar seu veredicto aqui: “Mas o que deu para sacar mesmo, e eu já deveria ter imaginado, é que Palermo Hollywood não é um lugar agradável de dia. De noite a muvuca dos restaurantes é bacana, mas de dia não tem graça nenhuma — tem um comércio de bairro que nem pitoresco mais é. Ou seja: ou você está bem instalado, num apê ou num hotel onde seja muito gostoso ficar, ou nada feito. (A mesma situação de decepção com apartamento na Recoleta ou em Palermo Soho seria bem mais contornável: basta descer e fazer dos cafés a sua área social…)”. Nem me atrevo a acrescentar mais nada! 

Uma dúvida que pode surgir na hora de optar por uma hospedagem em Palermo (em geral) é relativa à distância dos outros bairros. Olhando no mapa, é verdade que uma caminhada de Palermo até o centro não é viável (a não ser para um maratonista…). Mas é verdade também que os táxis em Buenos Aires continuam bem baratos (uma corrida desse tipo não deve passar de uns $ 25,00 pesos – R$ 12,50). E também dá para combinar o táxi com o metrô, economizando um pouco mais ou mesmo para evitar o trânsito nos horários de pico. Então, embora eu ache que, numa primeira viagem, a gente tem mais programas pra fazer lá para os lados do Centro, não acho de todo inadequada uma hospedagem em Palermo, é só uma questão de estilo. Até porque, ficando em outra parte da cidade, vai ser preciso ir a Palermo (ou além!) para jantar várias vezes…

Alugar apartamento de temporada em Buenos Aires vale a pena?

Apartamentos

Nas últimas vezes em que fui a Buenos Aires, troquei o hotel por um apartamento. Só fiquei em hotel na primeira visita à cidade, e isso mesmo porque, nessa época, o aluguel ainda não estava tão disseminado, e, como eu não conhecia a cidade, fiquei insegura quanto à melhor localização.

A minha impressão é de que alugar apartamento proporciona uma experiência mais próxima da “vida normal” dos moradores da cidade, já que, tendo uma casa, a gente vai ao supermercado, à lavanderia, conversa com o porteiro, com o zelador etc. 

É claro que existem desvantagens ao optar pelo aluguel temporário. A mais óbvia é a falta dos serviços que um hotel oferece, como recepção e serviço de quarto 24h, arrumadeira todo dia, café-da-manhã. 

Mas não ter serviço de quarto abre duas opções igualmente interessantes: encher a geladeira de lanchinhos deliciosos ou explorar os cafés e restaurantes do bairro (e, acredite, BsAs é cheia de ótimas surpresas em cada esquina). 

É claro que, por não ter uma recepção funcionando 24 horas, ao alugar um apartamento, é preciso certa organização para fazer o check in e o check out. Algumas agências cobram uma taxa extra para entregar o apartamento fora do horário comercial ou nos fins de semana; outras, podem não entregar durante a madrugada, mesmo que o cliente se proponha a pagar um acréscimo. Mas tudo isso pode ser resolvido com planejamento e com um telefonema logo que o avião pousar, para fazer com que o procedimento de entrega seja mais rápido. 

Pode até surgir uma certa insegurança ao alugar um apartamento em outro país, afinal, se houver algum problema, como resolver? Mas a verdade é que, hoje, esse negócio está muito profissionalizado, e são raros os relatos de pessoas que se decepcionaram com o aluguel. Fazer uma boa pesquisa, com exame minucioso das fotos e uma leitura cuidadosa das características do apartamento e das regras do contrato também previnem problemas. E também não há garantias de que o hotelzinho que parece charmoso e confortável nas fotos do site seja assim ao vivo… 

Mas a grande vantagem do apartamento é o precinho amigo. Numa determinada faixa de preço, é possível alugar um apartamento muito melhor e mais espaçoso do que um quarto de hotel de preço equivalente. Assim: se você se dispõe a pagar U$100,00 de diária, pode escolher entre um hotel médio numa localização sem graça e um apartamento de luxo! 

E, se procurar um apartamento com o mesmo nível de conforto daquele hotel médio, vai pagar menos da metade do preço do hotel, e, provavelmente, conseguirá uma localização melhor. Hoje, por cerca de U$ 300,00 dólares (ou até menos, sabendo pesquisar), um casal pode se hospedar em BsAs por 07 dias em um estúdio confortável e com excelente localização. U$43,00 por dia é um preço imbatível!

Esse post do Idas & Vindas  tem muitas informações importantes sobre o aluguel de apartamentos em Buenos Aires. Neste outro, do Viaje na Viagem, há uma lista de várias imobiliárias que oferecem o serviço (eu mesma só testei a ByTArgentina e recomendo).


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