Archive for the 'Lima' Category

Dossiê Peru

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Este post encerra a fase peruana do blog e resume tudo que falei sobre Lima, Cuzco, Aguas Calientes e Machu Picchu. Além de indexar os posts anteriores, deixo mais algumas informações que não falei antes. Alguns posts estão citados mais de uma vez, mas é que eu não sou mesmo muito organizada…

 

ROTEIRO: para saber quantos dias ficar em cada lugar, como fazer os deslocamentos e programar os passeios

Peru: planejando a viagem

Planejando os passeios em Cuzco

Planejando os passeios em Cuzco II: a missão

O Vale Sagrado: Ollantaytambo

A caminho de Machu Picchu

Machu Picchu: informações úteis

  

CUSTOS E DINHEIRO

Peru: planejando a viagem

Panaca! (sobre o costume da pechincha)

Um detalhe sobre o dinheiro: é preciso conferir as cédulas de dólar que se pretende levar. Principalmente em cidades menores, como Ollanta e Aguas Calientes, tivemos dificuldade de trocar cédulas de dólar que estivessem desgastadas ou rasgadas nas bordas. A nota tem de estar novinha, se não, ninguém recebe. Apenas em Lima, no último dia da viagem, consegui me livrar de uma cédula que tinha um rasguinho mínimo na borda…

 

SAÚDE

Chegada a Cuzco

Para viajar ao Peru, é preciso ter o certificado internacional de vacinação contra a febre amarela. Essa vacina demora 10 dias para se tornar eficaz, então, é preciso tomar com antecedência. Ela está disponível gratuitamente nos postos da ANVISA, local em que também se faz o certificado internacional. Para pegar o certificado, é bom preencher o roteiro de viagem com antecedência no site da ANVISA, para agilizar o procedimento.

Acho importante ter um seguro saúde à disposição sempre que viajo. Dessa vez, não comprei nenhum, mas liguei antes para a administradora do cartão de crédito que usei na compra das passagens para me certificar de como seria a cobertura, quais os telefones de contato etc. Ainda bem que não precisei testar!

Não tivemos problemas com o mal da altitude, os efeitos foram leves, mas levei na bagagem comprimidos Cibalena-A, que combatem o problema. Não custa lembrar que um médico deve ser consultado antes do uso de qualquer medicamento desconhecido.

 

LIMA

– Passeios

Primeiras impressões

A segunda vez é sempre melhor

– Restaurantes

À mesa em Lima

– Compras e artesanato

Só uma lembrancinha

 

CUZCO

– Passeios

Planejando os passeios em Cuzco

Planejando os passeios em Cuzco II: a missão

O Vale Sagrado: Chinchero

O Vale Sagrado: Ollantaytambo

O Vale Sagrado: Pisac

City tour

San Blas

O Vale Sagrado Sul

Deixei numa caixa de comentários a seguinte mensagem sobre o guia de turismo que nos acompanhou em Cuzco:

“Eu e minhas amigas fomos muito bem atendidas pelo Sr. Carlos e achamos o preço cobrado pelos passeios (50,00 dólares p 3 pessoas pelo passeio de 1 dia) bastante justo, tanto que nem negociamos com ele (e isso indica que ainda pode haver algum desconto…).

Agora, tenho que te alertar para um detalhe: o fato de ele ser ou não guia oficial de turismo, registrado no INC, não ficou claro para nós. Primeiro, perguntamos por isso, e ele respondeu afirmativamente. Mas, quando fizemos o último passeio, no meio de uma conversa, ele deu a entender que não era guia registrado. Eu acredito que ele não seja mesmo, até porque nos disse que foi empregado de um banco por muitos anos antes de assumir a profissão de guia.

Mas isso não prejudicou em nada a qualidade do serviço. Com certeza ele poderá atendê-lo muito bem. Ao negociar, pergunte logo por todas as opções de passeio. Ele deve te oferecer 3: o Vale Sagrado “tradicional”, semelhante às excursões, o passeio pela parte Sul do Vale Sagrado, que já inclui outros sítios, como Tipón (que visitamos e é lindíssimo!) e um terceiro, para dois outros sítios (Maras e Moray), que não chegamos a fazer. O preço desse último tour era mais barato (40,00 dólares).

Bom, o contato é o seguinte: Carlos Gonzalez Gamarra
084-984756898 – e-mail: cargonga@hotmail.com

– Restaurantes

À mesa em Cuzco

– Compras e artesanato

O Vale Sagrado: Chinchero

Da mesma forma como em Lima, em Cuzco também há várias lojinhas de artesanato mais sofisticado (preço idem, claro…). Algumas delas: Pedazo de Arte (Calle Plateros, 334-B), Kuna, by Alpaca111 (Plaza Regocijo, 202, e outros endereços, inclusive no Larcomar, em Lima), Peru Artcrafts (também na Plaza Recocijo, não peguei o número). Em San Blas, perde-se a conta das lojas e ateliês!

 

AGUAS CALIENTES E MACHU PICCHU

A caminho de Machu Picchu

Machu Picchu: informações úteis

 

UMA INSPIRAÇÃO: galerias de fotos

Cores de Cuzco

Em Machu Picchu

 

NA INTERNET: blogs de viagem e sites interessantes sobre o Peru

Idas e Vindas

Viaggiando

Dividindo a Bagagem

Agora Vai

O Meu Lugar (um relato histórico) 

En Peru (em inglês. No Twitter, procurar por @stuenperu)

Cucharas Bravas (em espanhol)

NY Times (36 horas em Lima – em inglês)

 

UPDATE: PERU OFF  MACHU PICCHU

Nos últimos meses, o Viaje na Viagem publicou uma série de posts sobre a viagem do Ernesto ao Peru, passando por vários locais surpreendentes: Nazca, Paracas, Islas Balestras, Huancayo, Ayacucho e Quinua. O Ernesto passou também por Lima, onde também esteve o Edu Luz, numa viagem gourmet. Para quem quer conhecer um pouco mais do país, esses posts são a melhor fonte de pesquisa.

Só uma lembrancinha…

Peru 354

Todo mundo que vai ao Peru acaba querendo trazer um pouco do colorido do país para casa. Já expliquei aqui como é difícil a vida do turista que resolve comprar os produtos típicos de lá… Mas nem isso desanima quem pretende trazer umas lembrancinhas.

É possível fazer todas essas compras em Lima mesmo. A minha impressão geral é de que os preços lá são melhores do que em Cuzco e no Vale Sagrado, porque, na capital, deve haver menos turistas ávidos por esse tipo de produto, e a concorrência é muito grande, já que está tudo concentrado no mesmo lugar.

Em Miraflores, a Avenida Petit Thouars tem váaaarios mercados indígenas lado a lado. São verdadeiros labirintos de lojinhas de artesanato. Como há muitos mercados semelhantes, e, em cada um, muitas lojinhas, desconfio que tanto faz ir a um como a outro (nós só fomos a um deles, graças a Deus!). Ali é possível encontrar absolutamente tudo o que existe em matéria de artesanato indígena do tipo que é vendido nos mercados de Chincheros e de Pisac e em Cuzco: malhas e mantas de lã de alpaca (e outras de llama e de fio sintético mesmo), bolsas, caixinhas, bonecas, bijuterias, objetos de decoração em geral, enfim, tudo!

E, em algumas das lojinhas de Lima, veja só, existem até produtos etiquetados com preços! Claro, barganhando, é possível fazer esse valor declarado cair muito, mas pelo menos a gente sabe que o preço “de partida” não varia conforme a cara do cliente… Visitamos também um lugar maravilhoso para comprar umas coisinhas mais diferentes.

O nome da loja é Dédalo, e fica no Paseo Saenz Peña, 295, em Barranco, num casarão colonial em que cada sala é mantida por um artesão ou designer. Não tem site ainda, me disseram que está em desenvolvimento, mas encontrei esse relato aqui em um blog. A dica, peguei no NY Times.

No Dédalo, a gente não encontra esse artesanato tradicional, dos mercados indígenas, mas sim peças mais sofisticadas, do tipo que atrai pelo design e pela qualidade, mas, claro, com uma influência peruana, que se nota nas cores e estampas. Lá também tem de um tudo: peças de decoração em madeira, bolsas, roupas de lã de alpaca, artigos de papelaria, bijuterias… Uma perdição! Detalhe: no Dédalo, o esquema é mais tradicional, por assim dizer, não rola pechinchar, não…

Outro lugar para fazer compras de produtos artesanais mais sofisticados é o Shopping Larcomar. Lá tem várias lojas que vendem principalmente roupas de lã de alpaca e objetos de decoração. Recomendo essa que a Lu Malheiros já falou aqui. Essas esculturas em madeira que ela trouxe são lindas mesmo.

Além dos produtos típicos, ainda existem outras opções tradicionais para as shoppaholics em Lima! Vamos, então, a um momento totalmente “mulherzinha” neste blog…

Eu adoro entrar em farmácia quando viajo. Gosto de ver os tipos de shampoos, cremes, hidratantes, maquiagens, esmaltes de unha, que as mulheres têm à disposição nas prateleiras das lojas comuns. Em Lima, o cenário é muito parecido com o das farmácias daqui da minha cidade. Ou seja, nada muito sofisticado. As marcas não vão além da Vichy e La Roche, com direito a muito Nívea e shampoo Sedal (= Seda). A principal rede de farmácias de Lima é a Boticas Fasa. Mas, que saudades da Farmacity de Buenos Aires…

Vi também uma boa loja de departamentos em Lima que eu não conhecia ainda: a Ripley. Em Miraflores, tem uma loja ENORME dessa marca, mas passei menos de 10 minutos lá dentro, entrei só porque passei na porta. Também, nesses 10 minutos, deu tempo de olhar os preços de algumas marcas de maquiagem, como L’Oreal e Lancôme, e concluir que regulam com o das importadoras brasileiras. Para quem tinha um freeshop pra visitar mais tarde, não foi nada atraente… (Ah! e o freeshop de saída do Peru é bem legal, nem se compara à lojinha espartana da entrada!).

Uma última dica: bem na divisa entre Miraflores e San Isidro, há uma ótima região para compras. Começando no Ovalo Gutierrez, uma praça ao redor da qual há uma série de cinemas, restaurantes e cafés, e seguindo pela Calle Conquistadores, é possível encontrar várias livrarias charmosas e lojas de roupas de marcas peruanas e internacionais. Acho que o passeio vale a pena mesmo para quem não pretende comprar muita coisa. Pena que eu descobri isso só quando passei por lá no táxi, na ida pro aeroporto…

À mesa em Lima

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Dizem que os Incas não conheciam a mesa (comiam sentados no chão mesmo), mas a boa comida, ah, isso eles deviam conhecer! É que se come muito bem no Peru, e, em boa parte, isso se deve à qualidade dos ingredientes peruanos, tão cuidadosamente cultivados pelas civilizações pré-colombianas, que desenvolveram técnicas agrícolas adotadas até hoje.

Em uma viagem a Lima, a gastronomia merece atenção especial. O país já tinha uma culinária típica bem interessante e sofreu muitas influências das correntes de imigração que se estabeleceram por ali. Pra completar, nos últimos tempos, a gastronomia peruana vem ganhando notoriedade mundo afora. O responsável por boa parte desse movimento é o Gastón Acúrio, chef sobre quem a Alexandra Forbes acaba de escrever tudo o que é preciso saber aqui. Eu mesma constatei o status de celebridade de Gastón no Peru. Recebi indicação de restaurantes dele até de motorista de táxi! Um amigo que havia conhecido o Astrid y Gastón, a principal casa do chef, em Santiago do Chile, disse que eu não podia sair de Lima sem conhecer esse restaurante. E é claro que segui o conselho!

Mas o primeiro contato com a comida de Gastón foi logo na primeira refeição em solo peruano. No primeiro dia em Lima, almoçamos no Café do Museo, restaurante do Museu Rafael Larco Herrera. Lá, já entramos nos pratos típicos: de aperitivo, nos serviram milho frito (chama-se “mote”, ou algo assim, e não é pipoca, mas sim o milho fresco frito. Delícia!). E não era o nosso milho, mas aquele de grãos gigantes que eles cultivam por lá. Depois, escolhemos ravioles de aji de gallina e lomo saltado, que, conforme o cardápio, era “hecho según receta de Gastón” (percebe o poder do homem? Só dizer que a receita é dele já agrega valor). Minha sobremesa foi uma torta de chocolate e bananas, fruta bastante consumida por lá. Preço: mais ou menos 38,00 dólares para 3 pessoas.

Mas a visita ao Astrid y Gaston foi feita só na última tarde em Lima. Já dava para intuir que ir no começo da viagem poderia estragar todas as refeições que viessem depois, pela comparação injusta. E, realmente, estava tudo tão delicioso que só saímos de lá às quatro da tarde!

A decoração do restaurante é sofisticada, mas a cozinha fica à vista, separada do salão por um vidro. Quando chegamos, éramos claramente as únicas turistas no lugar (depois apareceu um grupinho meio suspeito também). Nos preocupamos em fazer reserva, mas não teria sido necessário, pois era dia de semana e fomos para o almoço, então, menos de metade das mesas estava ocupadas.

Pedimos drinks de pisco com frutas (lúcuma, maracujá…) e começamos a estudar o cardápio, o que levou hooooras! Dispensamos a entrada pra poder conseguir chegar à sobremesa, mas o couvert já era bem criativo, com pães variados – feitos com ingredientes peruanos, como milho, claro – e uns molhinhos deliciosos (seria “rocoto”, seria “aji”?).

Como eu não tinha provado ainda a carne de alpaca, aproveitei a oportunidade, mesmo sabendo que o prato que comeria ali não serviria de parâmetro para dizer se a tal carne é saborosa (ali seria, óbvio). Mas, enfim, a alpaca estava maciíssima, quase derretia na boca, e veio num molho meio doce e picante, acompanhada de um arroz com coco e amêndoas. A minha amiga (pena… só uma delas foi comigo) pediu um atum que vinha com três tipos diferentes de massa de acompanhamento e também achou ótimo.

De sobremesa, pedimos uma degustação que vem com três das opções de doces do cardápio. Provamos o sorvete de camu camu, uma fruta peruana que se parece com o nosso cajá, mas é mais suave; os picarones, doce típico, semelhante aos nossos churros; e as trufas de chocolate (que tinham uma consistência de bolo) com sorvete de chá. No café, ainda vieram umas trufas (do modelo tradicional) de chocolate e um bolinho de maracujá.

A conta (a mais alta da viagem) deu cerca de 84,00 dólares, sem gorjeta, para duas pessoas, lembrando que não tomamos vinho, só os drinks. Achamos bem razoável, o valor. A experiência valeu cada centavo…

O pisco sour, drink mais tradicional do Peru (aliás, como é forte, o pisco!), provamos no Tanta, outra casa do Gastón. O restaurante é mais informal, serve principalmente lanches, saladas. Segundo um motorista de táxi que nos indicou o restaurante, “tanta” significa “pão” em quéchua. A Alexandra Forbes chutou que o nome tinha a ver com “tante”, “tia” em francês. Seria um trocadilho? Vai saber…

No Tanta, comemos uns lanchinhos (“empanadas”, “pasteles” e vários “montaditos” – pão com coberturas variadas, tipo um canapé maiorzinho). Também comi de sobremesa um “suspiro de limeña”, doce típico delicioso que lembra o doce de leite. Não tenho a conta total de lá, a minha parte deu 14,00 dólares.

Mas nem só de Gastón vive a comida peruana. A baixa gastronomia também tem seu valor…

Uma coisa que a gente percebe assim que chega a Lima é a influência da cultura chinesa na alimentação dos peruanos: em cada esquina, um “Chifa”, restaurante de comida chinesa com influências peruanas. Os melhores chifas estão no Jirón Capón, a Chinatown limenha, nas proximidades da Plaza de Armas, mas não tivemos tempo de almoçar lá (o NY Times indica o Salón Capón). Nós fomos no Xin Xin, pertinho do nosso hotel, freqüentado principalmente por pessoas que trabalham nas redondezas. Ótimo e baratinho (cerca de 15,00 dólares, para 3 pessoas).

Também provamos a Inca Kola, refrigerante que é a cara do Peru. Pela cor amarelo-limão do negócio, eu pensava que ia odiar aquilo, mas sabe que acabei gostando… O sabor de tutti-fruti é bem suave (até onde tutti-fruti pode ser suave) e achei meio parecido com o nosso guaraná. Quem já bebeu o guaraná Jesus, do Piauí, diz que é bastante parecido. Tomei bastante Inca Kola, porque achei os sucos peruanos bem aguados e sem graça em todos os lugares.

O restaurante mais “típico” que fomos em Lima foi o El Bolivariano (mais uma dica do #stuenperu, via Twitter), que funciona num casarão colonial enorme, tem vários salões, e, apesar de ser meio de semana no dia em que fomos, estava bastante movimentado. Quando digo “típico”, não quero dizer turístico. É que ali se serve a comida criolla tradicional. Arrisco dizer que poucos dos que estavam ali eram turistas: vi várias mesas com jarras de “chicha morada”, e só os peruanos conseguem apreciar assim essa bebida. Nós aproveitamos e provamos a chicha, mas beber um líquido doce com gosto de milho é algo que requer adaptação do paladar… Valeu a experiência.  Comi aqui o melhor lomo saltado da viagem. Aliás, os pratos são enormes, 2 deles servem bem 3 pessoas. Não aguentei pedir sobremesa… A conta deu mais ou menos 30,00 dólares para 3 pessoas.

No Shopping Larcomar, também há uma série de lugares para comer. A única refeição que fizemos lá foi um lanche, então, escolhemos o Cafe Cafe, que tem uma sacada com vista bem bonita do mar, mas não deu pra ficar lá por causa do excesso de fumantes… Comemos os crepes, que estavam bons, mas nada de extraordinário. (Não tenho o valor da conta).

Em Barranco, fomos ao Chala. Provamos outros drinks com pisco (eu já falei que é muuito forte, o pisco? Cuidado!) e comemos muito bem (eu, um filé com molho de pisco e vinho – achei pouco o drik –, com batatas e cebolas carameladas no jerez, e a minha amiga, camarões salteados na wok com risoto de milho e cogumelos). As sobremesas também estavam deliciosas (a minha, profiteroles recheados com um creme de amêndoas e bombons de chocolate com calda de framboesa, e a da minha amiga, uma mousse de chocolate e lúcuma com maracujá e calda de morango). A conta aqui, também para duas pessoas e sem vinho, deu cerca de 64,00 dólares.

O que faltou? Ceviche?? Sinto, mas não como peixes e frutos do mar…

[pausa para as pedradas]

… e como minhas amigas também não fizeram questão de provar… ficou faltando mesmo. Esse é o motivo de eu também não falar da cozinha Nikei, fusão da comida peruana com a japonesa.

Ainda considerando essa minha grave falha de caráter, a lista de restaurantes que colhi na internet e que não deu tempo de ir é imensa, afinal, entre um passeio e outro, nem sempre dá pra encaixar o restaurante escolhido. Mas vou deixar aqui a lista de lugares onde gostaria de comer, e quem for, me conta se é isso tudo:

Restaurante Huaca Pucllana (ao lado do sítio arqueológico de mesmo nome)  ;

Wa Lok (chifa, na Calle Capón) ;

Cala (especializado em pescados e ceviches, que não como, mas a vista do mar…);

La Rosa Náutica (falam que é pega-turista, mas a vista do mar…);

Dánica (fusion ítalo peruana);

Pasquale y Hermanos (lanchonete com cardápio assinado por Gastón Acúrio – virei fã!);

Maga Mis Suspiros (doceria com vários “sabores” de suspiro de limeña. Sou louca por doces!) .

A maioria das indicações peguei em blogs peruanos, que também deixo aqui:

http://www.cucharasbravas.com.pe/

http://verparacomer.blogspot.com/

http://labuenavida.bligoo.com/tag/lima

(Lamento dizer, mas não pensava em escrever um blog durante a viagem, e por isso não me preocupei em fotografar os pratos e anotar preços de cada um deles, essas coisas. Sorry!)

A segunda vez é sempre melhor

Já de volta de Cuzco, tivemos a sorte de pegar alguns dos raros dias de tempo aberto em Lima. Nos nossos primeiros dias na cidade, a neblina esteva quase sempre presente, o que deixava tudo com um tom acinzentado um pouco desanimador. No centro, até tínhamos visto um pouquinho da cor do céu à tarde, mas, em Miraflores, que está perto do mar, era bem diferente.

À luz do sol, Lima ficou muito mais bonita! Não sei se foi isso ou se foi a sensação de enfim respirar direito depois de cinco dias em Cuzco, mas o fato é que a minha impressão sobre Lima foi muito modificada nesses dois dias finais da viagem.

Já tínhamos cumprido os passeios obrigatórios que todos fazem quando têm apenas dois dias corridos por lá e ficamos com mais dois dias apenas para extras. Pensamos em visitar o Museu Nacional Arqueológico, mas antes disso, caminhando sem rumo por Miraflores, tropeçamos na Huaca Pucllana, um sítio arqueológico que o #stuenperu havia recomendado no Twitter, mas que não pretendíamos mais visitar, digamos que, por causa da overdose de ruínas vistas até então. Só que, como o lugar praticamente se atravessou no nosso caminho, fomos dar uma conferida.

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O sítio parece uma enorme montanha de areia e tijolos – não de pedras, o que é surpreendente em se tratando de ruínas peruanas! – bem no meio de Miraflores, numa área completamente residencial, fato que também impressiona. As ruínas foram deixadas pela cultura Lima, que tem traços bem peculiares, como, por exemplo, o culto aos tubarões(!).

Fiquei com vontade de almoçar no restaurante Huaca Pucllana, sobre o qual li boas recomendações quando estava pesquisando para a viagem, mas já tínhamos outro plano para o dia.

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Aproveitamos também para voltar à Plaza de Armas pela manhã. Encontramos o lugar muito bem policiado – inclusive com uma polícia turística que não nos permitia dar dois passos sem nos abordar para saber se precisávamos de alguma coisa, se queríamos alguma informação, todos muito interessados em ajudar, mesmo que a gente não precisasse. Pena que, por ainda ser muito cedo, não pudemos seguir outra das dicas do #stuenperu, que era tomar um pisco sour no bar do Hotel Maury, perto da Plaza de Armas. Reza a lenda que ali foi criado esse drink, marca do Peru.   

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Todos os guias de viagem e sites sobre Lima são unânimes ao indicar Barranco como o bairro mais boêmio da cidade, o melhor lugar para ir à noite. Mas nós, de boêmias, não temos nada! Então o que fizemos foi dar uma volta pelo bairro, que fica movimentado desde a happy hour, e depois escolhemos um lugar pra jantar. Barranco tem lindos casarões, já que foi o balneário dos chiques e finos de Lima em outros tempos. Eu mesma não fotografei nada, porque, confesso, não sei fazer foto noturna decente (ainda não tenho a técnica de improvisar um tripé…) e minha câmara não sai de casa à noite, mas encontrei boas fotos aqui.

O bairro é lindo e bem movimentado, nem é preciso muitas dicas de lugares para ir: basta caminhar por ali e entrar onde der vontade. A nossa caminhada começou no Paseo Saenz Penã e seguimos até a Ponte dos Suspiros, passando pela Catedral.  Quem for de dia, ainda pode aproveitar a vista do Pacífico. Bom, isso se der a sorte de pegar um dia de céu limpo…

Primeiras impressões

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Toda casa que se preze em Lima tem de ter um janelão de vidro. De preferência, do chão ao teto. Não importa o quão simples seja a construção, nem o reboco nas paredes é necessário, desde que a casa tenha uma enorme vidraça. Ficamos pensando no motivo dessa preferência dos limenhos e concluímos que é por causa do tempo. Ou melhor, do mal tempo. Como Lima está quase sempre cinza, todo e qualquer resquício de luz natural que se possa trazer pra dentro de casa é desejável. 

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Em Lima, não existe muita cenografia. Quem visita a cidade não tem dúvidas de que está em um lugar bastante sofrido. O caminho do aeroporto para Miraflores, onde ficava o nosso hotel, não é bonito. A primeira visão do Pacífico também não ajuda. No trecho de “praia” que antecede Miraflores, a orla é praticamente um campo de extração de areia (ou seria de pedras?). As atrações turísticas ficam espalhadas pela cidade, então não há como escapar de ver muitas favelas. Como se não bastasse, o trânsito é um inferno: carros caindo aos pedaços, fazendo manobras perigosas a poucos centímetros uns dos outros, sem falar das buzinas… Com tudo isso, a primeira impressão de Lima tende a não ser muito boa. Mas é só dar uma chance à cidade, que esse sentimento logo  se desfaz. No final, eu já estava adorando!

Provavelmente essa má impressão inicial nem foi culpa da cidade, coitada, e sim do nosso cansaço, afinal, tínhamos passado a noite em claro no aeroporto de Guarulhos. Por isso, escolhemos um passeio leve para a nossa estréia: visitar o Museu Arqueológico Rafael Larco Herrera, no bairro de Pueblo Libre. Era o mais bem recomendado pelo guia de papel que consultamos e por isso o escolhemos. Mas a entrada foi bem carinha (30 soles – 10 dólares). Mas acabou valendo a pena, porque almoçamos no restaurante do Museu, que é ótimo. Um detalhe: o Museu Rafael Larco é famoso pela (vasta) coleção de arte erótica.

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Depois, nos indicaram também o Museu Nacional de Arqueologia, Antropologia e História do Peru, que é público, cobra apenas 11,50 soles, e tem um acervo mais amplo (ao menos no número de culturas indígenas abrangidas) do que o Larco.

Ambos os museus ficam no bairro de Pueblo Libre, que está um pouco distante de Miraflores. Então, o ideal seria planejar todas as visitas que se quer fazer por ali para o mesmo dia. Dá para ver os dois na mesma tarde.

A tarde foi dedicada ao centro histórico. Fizemos a visita guiada ao Convento de São Francisco, incluindo as catacumbas. A construção já viu melhores dias, mas ainda impressiona. Depois, passeamos pela Plaza de Armas, que é rodeada por prédios coloniais, a maioria pintados de amarelo, o que parece ser um outro recurso para compensar a falta de sol. Realmente, a cor forte dá um belo efeito! Mas o prédio mais bonito é o Palacio Arzobispal, com um lindo balcão em madeira. Dali, seguimos pelo Jirón de la Unión até a Plaza San Martin, que também tem muitas construções imponentes do período colonial. Não sei se foi por causa do horário, fim de tarde, mas nos sentimos meio inseguras no centro de Lima nessa primeira visita. Essa sensação se desfez quando voltamos lá pela manhã, no fim da viagem. 

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Terminamos o primeiro dia no Larcomar, um shopping na orla de Miraflores, onde o forte não são necessariamente as lojas, mas sim a parte de lazer, que tem cinemas, teatro, cafés, restaurantes, bares e boites. Ufa!

No segundo dia, depois de uma breve parada na Plaza del Amor, fomos ao sítio arqueológico de Pachacamac. Esse lugar é imenso e, para que a visita faça sentido, é preciso ir com um dos guias do Instituto Nacional de Cultura – INC – que prestam serviço no lugar. Do contrário, tudo não passará de um amontoado de terra e pedras.

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Pagamos 60,00 soles pelo guia e 60,00 dólares pelo táxi. Esse preço, aliás, foi caríssimo, porque, segundo uma dica do #stuenperu, recebida pelo Twitter, devíamos ter pago apenas 80,00 soles (27,00 dólares mais ou menos) pelo táxi. Mas, depois que vimos que esse mesmo passeio feito de van, em grupo de 15 pessoas, com hora fechada pra ir e pra voltar, saía por 38,00 dólares por pessoa, não tivemos coragem de pechinchar, já que o nosso tour privado saiu por 27 dólares, aproximadamente, para cada. A pechincha é um hábito que se adquire com o tempo…

Depois de fazer compras e um lanche com amigos brasileiros que também estavam visitando a cidade, fomos dormir cedo (de novo), porque o voo para Cuzco saía cedíssimo no dia seguinte, às 6:00h.


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