Archive for the 'Peru' Category

De volta ao Peru

Bem que eu queria ter voltado de verdade ao Peru, mas não é bem isso. Na verdade, é o programa Alternativa: Saúde, do canal GNT, que tem me feito viajar outra vez. Desde 05 de outubro, começaram a ser exibidas edições gravadas lá no Peru.

O que mais gostei foi a trilha que a Cynthia Howlett fez para Machu Picchu. É uma alternativa à tradicional Trilha Inca, chamada trilha de Salkantay. Eu não conhecia esse caminho, mas, pelo que li no Mochileiros, é até mais difícil do que a Trilha Inca comum. A principal diferença entre as duas é que o foco da Salkantay é nas paisagens naturais, como a da foto acima, que mostra ao fundo a montanha de Salkantay, enquanto a Trilha Inca passa por várias ruínas.

Também no Mochileiros, vi que o preço da trilha Salcantay varia de U$170,00 a U$280,00. Mas, pagando umas DEZ vezes esse preço (!), é possível ficar em lodges espalhados pelo caminho, ou seja, com direito a banheiro, banho quente e uma cama confortável ao fim de cada dia de caminhada! Foi o que vi no Mountain Lodges of Peru, a empresa que organizou o passeio da Cynthia.

O site e o blog do Alternativa: Saúde têm muitas informações e fotos lindas!

Dossiê Peru

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Este post encerra a fase peruana do blog e resume tudo que falei sobre Lima, Cuzco, Aguas Calientes e Machu Picchu. Além de indexar os posts anteriores, deixo mais algumas informações que não falei antes. Alguns posts estão citados mais de uma vez, mas é que eu não sou mesmo muito organizada…

 

ROTEIRO: para saber quantos dias ficar em cada lugar, como fazer os deslocamentos e programar os passeios

Peru: planejando a viagem

Planejando os passeios em Cuzco

Planejando os passeios em Cuzco II: a missão

O Vale Sagrado: Ollantaytambo

A caminho de Machu Picchu

Machu Picchu: informações úteis

  

CUSTOS E DINHEIRO

Peru: planejando a viagem

Panaca! (sobre o costume da pechincha)

Um detalhe sobre o dinheiro: é preciso conferir as cédulas de dólar que se pretende levar. Principalmente em cidades menores, como Ollanta e Aguas Calientes, tivemos dificuldade de trocar cédulas de dólar que estivessem desgastadas ou rasgadas nas bordas. A nota tem de estar novinha, se não, ninguém recebe. Apenas em Lima, no último dia da viagem, consegui me livrar de uma cédula que tinha um rasguinho mínimo na borda…

 

SAÚDE

Chegada a Cuzco

Para viajar ao Peru, é preciso ter o certificado internacional de vacinação contra a febre amarela. Essa vacina demora 10 dias para se tornar eficaz, então, é preciso tomar com antecedência. Ela está disponível gratuitamente nos postos da ANVISA, local em que também se faz o certificado internacional. Para pegar o certificado, é bom preencher o roteiro de viagem com antecedência no site da ANVISA, para agilizar o procedimento.

Acho importante ter um seguro saúde à disposição sempre que viajo. Dessa vez, não comprei nenhum, mas liguei antes para a administradora do cartão de crédito que usei na compra das passagens para me certificar de como seria a cobertura, quais os telefones de contato etc. Ainda bem que não precisei testar!

Não tivemos problemas com o mal da altitude, os efeitos foram leves, mas levei na bagagem comprimidos Cibalena-A, que combatem o problema. Não custa lembrar que um médico deve ser consultado antes do uso de qualquer medicamento desconhecido.

 

LIMA

– Passeios

Primeiras impressões

A segunda vez é sempre melhor

– Restaurantes

À mesa em Lima

– Compras e artesanato

Só uma lembrancinha

 

CUZCO

– Passeios

Planejando os passeios em Cuzco

Planejando os passeios em Cuzco II: a missão

O Vale Sagrado: Chinchero

O Vale Sagrado: Ollantaytambo

O Vale Sagrado: Pisac

City tour

San Blas

O Vale Sagrado Sul

Deixei numa caixa de comentários a seguinte mensagem sobre o guia de turismo que nos acompanhou em Cuzco:

“Eu e minhas amigas fomos muito bem atendidas pelo Sr. Carlos e achamos o preço cobrado pelos passeios (50,00 dólares p 3 pessoas pelo passeio de 1 dia) bastante justo, tanto que nem negociamos com ele (e isso indica que ainda pode haver algum desconto…).

Agora, tenho que te alertar para um detalhe: o fato de ele ser ou não guia oficial de turismo, registrado no INC, não ficou claro para nós. Primeiro, perguntamos por isso, e ele respondeu afirmativamente. Mas, quando fizemos o último passeio, no meio de uma conversa, ele deu a entender que não era guia registrado. Eu acredito que ele não seja mesmo, até porque nos disse que foi empregado de um banco por muitos anos antes de assumir a profissão de guia.

Mas isso não prejudicou em nada a qualidade do serviço. Com certeza ele poderá atendê-lo muito bem. Ao negociar, pergunte logo por todas as opções de passeio. Ele deve te oferecer 3: o Vale Sagrado “tradicional”, semelhante às excursões, o passeio pela parte Sul do Vale Sagrado, que já inclui outros sítios, como Tipón (que visitamos e é lindíssimo!) e um terceiro, para dois outros sítios (Maras e Moray), que não chegamos a fazer. O preço desse último tour era mais barato (40,00 dólares).

Bom, o contato é o seguinte: Carlos Gonzalez Gamarra
084-984756898 – e-mail: cargonga@hotmail.com

– Restaurantes

À mesa em Cuzco

– Compras e artesanato

O Vale Sagrado: Chinchero

Da mesma forma como em Lima, em Cuzco também há várias lojinhas de artesanato mais sofisticado (preço idem, claro…). Algumas delas: Pedazo de Arte (Calle Plateros, 334-B), Kuna, by Alpaca111 (Plaza Regocijo, 202, e outros endereços, inclusive no Larcomar, em Lima), Peru Artcrafts (também na Plaza Recocijo, não peguei o número). Em San Blas, perde-se a conta das lojas e ateliês!

 

AGUAS CALIENTES E MACHU PICCHU

A caminho de Machu Picchu

Machu Picchu: informações úteis

 

UMA INSPIRAÇÃO: galerias de fotos

Cores de Cuzco

Em Machu Picchu

 

NA INTERNET: blogs de viagem e sites interessantes sobre o Peru

Idas e Vindas

Viaggiando

Dividindo a Bagagem

Agora Vai

O Meu Lugar (um relato histórico) 

En Peru (em inglês. No Twitter, procurar por @stuenperu)

Cucharas Bravas (em espanhol)

NY Times (36 horas em Lima – em inglês)

 

UPDATE: PERU OFF  MACHU PICCHU

Nos últimos meses, o Viaje na Viagem publicou uma série de posts sobre a viagem do Ernesto ao Peru, passando por vários locais surpreendentes: Nazca, Paracas, Islas Balestras, Huancayo, Ayacucho e Quinua. O Ernesto passou também por Lima, onde também esteve o Edu Luz, numa viagem gourmet. Para quem quer conhecer um pouco mais do país, esses posts são a melhor fonte de pesquisa.

Em Machu Picchu

Sobre Machu Picchu, além das informações práticas que deixei no post anterior, não tem muito o que dizer: é preciso ver!

Chegando até as ruínas, é inevitável se questionar sobre como tudo aquilo foi parar ali, como aquelas construções foram erguidas e como resistiram até os dias de hoje. E, se não bastasse a genialidade da engenharia e da arquitetura incas para nos surpreender, tem ainda a paisagem deslumbrante: as montanhas se erguendo gigantescas no horizonte, as núvens ao alcance das mãos, o sol luminoso… 

Aqui estão algumas das minhas fotos preferidas desse lugar incrível. 

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Machu Picchu: informações úteis

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Chegar a Machu Picchu não é tarefa fácil. Para quem não pretende fazer do modo tradicional – a Trilha Inca –, o jeito é ir de trem até Aguas Calientes e, depois, tomar um ônibus de lá até Machu Picchu. O primeiro ônibus do dia sai às 5:30h e, a partir daí, não tem mais hora marcada: havendo passageiros, vão saindo outros em seguida. Na decida, funciona da mesma maneira. O último ônibus parte às 17:30h. O trajeto leva uma meia hora.  

No dia de nossa ida pra Machu Picchu, tínhamos pensado em sair cedíssimo. O objetivo era aproveitar o parque antes das excursões. Como já expliquei aqui, os primeiros trens que vêm de Ollanta chegam a Aguas Calientes às 07:01h (Backpacker) e às 08:01h (Vistadome). Já os que vêm direto de Cuzco chegam às 09:52h (Vistadome) e 10:51h (Backpacker). Contando com a viagem de ônibus, isso significa que, entre as 10:30h e o meio dia, Machu Picchu está na sua lotação máxima! Então, o jeito é madrugar, pra subir inclusive antes do pessoal que vem de Ollanta. 

Só que a gente subestimou um pouco a quantidade de pessoas que têm essa mesma idéia. Chegamos ao ponto de ônibus às 05:50h e, quando perguntei quantos ônibus já haviam subido naquele dia, a moça me respondeu: “Uns 15.”. Ou seja, umas 450 pessoas já tinham ido, e isso tudo em 20 minutos! Ela deve ter exagerado um pouco, mas é claro que seria assim, porque TODO mundo que dorme em Aguas Calientes vai necessariamente subir cedíssimo pra Machu Picchu. Se não, não precisava fazer o sacrifício de dormir por lá… 

Na chegada do parque, fica o guichê onde se marca o passaporte com o carimbo de Machu Picchu e onde distribuem os mapas com os roteiros das visitas ao parque. Dá para pegar um desses mapas e visitar as ruínas por conta própria, escolhendo entre três opções de trilhas ou então com um guia. Se for essa a opção, o guia deve ser contratado nesse ponto, antes de passar da entrada do parque. Nós cometemos o grave erro de não contratar o guia aí, achando que haveria outros mais pra frente, com preço melhor. Mas não dava. Então, depois de uma subida extenuante até as ruínas propriamente ditas (e ainda disseram que a rota que escolhemos pra subir é a mais leve…), tivemos de voltar pra pegar um guia e subir tudo de novo. 

Também tínhamos lido que era possível seguir os guias de outros grupos, mas depois eu concluí que isso só funciona pra quem chega mais tarde, com a multidão. Logo cedo, os grupos são bem pequenos, como o nosso, e em menor quantidade. Nessa situação não dá pra ter a cara de pau de se postar junto do povo e ficar ouvindo a conversa sem pagar nada… 

A guia nos cobrou 100,00 soles (33,00 dólares) pelo passeio de 3 horas, o mesmo preço da primeira oferta que tínhamos recebido mais cedo. Fechamos por 90,00 soles (30, dólares), sendo que o preço cobrado por pessoa em grupos de mais de 5 era de 20,00 soles. Achamos razoável pagar 30,00 soles por pessoa para um grupo menor. 

Começamos o nosso passeio guiado por volta das 07:00h, e o parque já não parecia vazio como a gente esperava encontrar tão cedo da manhã. A todo tempo, comentávamos como o lugar já estava cheio e que não tinha feito diferença nenhuma levantar tão cedo. Mas essa impressão mudou um pouco mais tarde, depois da chegada dos trens do dia… Machu Picchu fica lotadíssima! Uns grupos enormes, de 20, 30 pessoas, seguindo por aqueles caminhozinhos apertados, os guias com aquelas bandeirinhas, falando todos ao mesmo tempo, cada um num idioma diferente. Caos!  

Tiramos essa conclusão porque passamos bastante tempo no parque, já que nosso trem de volta para Cuzco saía apenas às 16:00h. Então, deu pra ver o movimento do dia inteiro em Machu Picchu. Conversando com a Camila durante a preparação da viagem, até nos pareceu que seria exagero separar tanto tempo para esse passeio, especialmente porque lá em cima não tem estrutura nenhuma, nem mesmo banheiro (esse luxo só existe na entrada do parque, mas a caminhada até o portão torna desaconselhável qualquer idéia de ir lá pensando em voltar às ruínas). Mas decidimos que valia mais a pena correr o risco de termos tempo demais do que sairmos de lá com a impressão de que tinha sido pouco tempo.

Até programamos uma alternativa para o caso de nos sobrar muito tempo, que era almoçar no Sanctuary Lodge (um dos restaurantes do hotel é aberto para quem não é hóspede), mas não fomos. Na verdade, a gente pensava que, depois do passeio guiado, ainda teria ânimo para caminhar bastante, mas o que aconteceu é que ficamos cansadas e, depois de um lanche, passamos a maior parte do tempo restante observando o lugar.

Apesar de ser proibido levar comida e garrafas de água para dentro do Parque, todo mundo faz isso, e os fiscais não reclamam, desde que não se abandone o lixo por ali (não há nenhuma lixeira lá, é preciso trazer na mochila). Outros itens de primeira necessidade em Machu Picchu são repelente, filtro solar e boné.  

Para quem vai fazer o passeio com guia, acho que 4 horas em Machu Picchu são suficientes. Quem não pretende usar guia, pode até programar menos tempo. 

O horário ideal para fazer o passeio é mesmo de manhã bem cedo, porque: a) é lindo ver o nevoeiro do começo da manhã se desfazendo e revelando as ruínas; b) dá para acompanhar a chegada do pessoal que acaba de fazer a Trilha Inca; c) consegue-se ótimas fotos sem ninguém poluindo o cenário; d) é bem mais confortável caminhar pelas ruínas com menos gente; e) quando o lugar ficar mais cheio, já é hora de parar pra descansar; f) sobra tempo para (quem tiver disposição) fazer alguma das outras trilhas pelo parque, como a subida até a Porta do Sol, que é o ponto de chegada da Trilha Inca, e ao topo do Wayna Picchu*.

Quem não se importar com nada disso, pode subir depois do almoço, ali pelas 14:00h, porque a maior parte das pessoas, mesmo quem veio nos últimos trens, já está do meio para o fim da visita, e o parque, que fecha às 17:00h, começa a esvaziar. 

* Sobre o Wayna Picchu: é essa montanha que aparece por trás das ruínas de Machu Picchu em todas as fotos do lugar. A trilha dura duas horas (45 minutos pra subir e 1 hora e 15 minutos pra descer, porque na volta o povo já está cansado). O número de pessoas que sobe o Wayna Picchu diariamente é limitado a 400, sendo que o primeiro grupo de 200 pessoas sai às 6:00h, e o segundo, às 10:00h. Dizem que essa trilha é “fácil”, mas, sinceramente, aquilo parece TÃO íngreme… Quem sabe, na próxima…

[Atualização: a Luisa, do Arquivo de Viagens, escreveu um ótimo relato sobre a subida do Wayna Picchu aqui].

A caminho de Machu Picchu

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Quando estávamos planejando nossa viagem, vimos que os trens de Cuzco para Aguas Calientes se esgotam com muita antecedência, porque só há um trem por dia. Mas, de Ollantaytambo, já a meio caminho de Aguas Calientes, há vários trens por dia. Então, decidimos fazer a viagem saindo de Ollanta.

Compramos as passagens pelo site da Peru Rail mesmo. Pagamos 113,00 dólares, ida e volta. Na ida, não tomamos táxi de Cuzco para Ollanta, porque ficamos na estação depois de um passeio com nosso guia, Seu Carlos. Na volta, pagamos 50,00 soles (17,00 dólares) por um táxi para três pessoas, no começo da noite. Mas, como foi muito fácil conseguir quem nos levasse por esse preço, desconfio que deveria ter proposto um preço mais baixo…

As estações de trem de Ollanta e Aguas Calientes têm boa estrutura, com um café bem simpático para esperar a hora do embarque.

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Pegamos o trem das 15:05h em Ollanta. Escolhemos o Vistadome, por causa do horário, mas também gostamos da idéia de ter esses janelões no teto pra aproveitar as paisagens. Os horários do Backpacker não eram muito convenientes para nós, mas acho que o trem é confortável também, afinal, ele também não é tão barato assim… Diferenciado mesmo, só o Hiram Bigham, o mais fino dos trens que fazem o trajeto até Aguas Calientes. Esse é puro luxo!

Mas quem pensa em ir no Vistadome para fazer fotos do trajeto, pode esquecer. O movimento do trem não permite muitas fotos de qualidade. Só quando o trem pára alguns instantes é que dá pra fotografar sem tremer. Mas que a vista é linda, ah, isso é! A viagem dura mais ou menos uma hora e meia e passa voando!

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Um detalhe engraçado: na viagem de volta, no Vistadome, os comissários de bordo improvisam uma apresentação folclórica e um “desfile de moda” (isso mesmo, desfile) com roupas feitas de lã de alpaca. É meio constrangedor ver os pobres dos comissários modelando, mas as peças que eles mostram são lindas… e caras! 

Os hotéis de Aguas Calientes são um capítulo à parte. Tem o Sanctuary Lodge, hotel da rede Orient Express que fica dentro do Parque Nacional de Machu Picchu, com diárias que começam em 900,00 dólares. E tem o resto. Até há algumas opções na faixa de 300,00, 400,00 dólares, mas nós não cogitamos pagar tão caro por apenas uma noite de hotel, especialmente porque, no dia seguinte, sairíamos antes das 6:00h. Então, escolhemos um na faixa “até 100,00 dólares”. Nesse preço, suspeito que seja tudo muito semelhante. Lendo as resenhas no Tripadvisor dá pra ver que todos decepcionam, essa é a única unanimidade. E, no nosso caso, não foi diferente.  

Depois de muita pesquisa, escolhemos o Wiracocha Inn, com diária de 75,00 dólares no quarto triplo com café da manhã, servido cedíssimo, incluído. Sobre a qualidade do hotel, falo um pouquinho mais abaixo… 

Ainda no trem, ouvi um guia de viagem conversando com outros passageiros sobre os preços de hotéis em Aguas Calientes, e ele falou de valores bem inferiores ao que estávamos pagando. Com essa informação, até pensamos em fugir do funcionário do nosso hotel, que iria nos esperar na estação de trem, mas, quando vi a plaquinha com o meu nome escrito, faltou coragem. Sorte que havia um grupo de francesas junto, de modo que a sensação de estar sendo passada pra trás foi um pouco amenizada. 

Assim que chegamos à cidade, fomos cumprir nossas obrigações: comprar as passagens de ônibus para Machu Picchu (14,00 dólares) e o bilhete de entrada no parque (130,00 soles – 43,00 dólares – o pagamento tem de ser em soles). É só perguntar que qualquer pessoa informa onde ficam as bilheterias. 

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Feito isso, eram 17:00h e tínhamos de matar o tempo até o dia seguinte, já que, em Aguas Calientes, uma cidadezinha espremida entre o Rio Vilcanota (conhecido também como Rio Urubamba) e as montanhas, não tem nada pra fazer até a hora de ir pra Machu Picchu (até existem umas fontes de água termal, que justificam o nome do lugar, mas quem quer tomar banho em águas sulfurosas?). Fizemos hora caminhando pela cidade até decidirmos ir jantar.

 São muitas as opções de restaurantes e pizzarias – até tinha anotado a dica da Renata Vieira, no VNV do ViajeAqui (ela falava para jantar no Indio Viejo, mas desconfio que queria dizer Indio Feliz) –, mas acabamos optando pela segurança da Chez Maggy, a pizzaria que já conhecíamos de Cuzco e que ficava muito perto do nosso hotel.

Eu não gosto de música típica peruana, aquela coisa das flautas e tal. Mas, no Chez Maggy, teve um showzinho típico que, por incrível que pareça, foi bem legal. Talvez por ter sido meio de improviso, talvez porque os músicos tenham demonstrado gostar genuinamente de sua arte. Ou talvez porque um desses músicos fosse o peruano mais bonito que a gente viu durante toda a viagem!

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Quando saímos da Chez Maggy, por volta das 20:30h, o movimento nas ruas de Aguas Calientes já tinha diminuído muito, já que o dia realmente começa bem cedo por lá. Se bem que tem opções para todos os gostos: dia seguinte, às 05:45h, passamos na frente de uma boite onde a festa ainda rolava animadíssima! 

Sobre o Wiracocha Inn: depois do jantar, quando nos instalamos de verdade no hotel, constatamos que a descarga do nosso banheiro não funcionava. Rapidamente, nos trocaram de quarto. Assim que passei da porta, olhei pro teto e vi uma aranha IMENSA! ENORME! MONSTRUOSA! (Tá, tinha uns 6 cm…). De jeito nenhum que eu ia passar a noite ali! Fomos para um terceiro quarto e já pedi pro funcionário do hotel uma arm…, quer dizer, um inseticida, pra me defender desse tipo de ameaça letal. Revistamos o quarto, testamos a descarga e estava tudo ok. Só que, nessa confusão, meu celular desapareceu. Eu não sabia mais se tinha deixado no primeiro quarto, no segundo, ou se ele podia estar no meio da bagunça que tinha virado o terceiro quarto a essa altura. Depois de muita busca e da cara feia de um hóspede já incomodado com o barulho no corredor, o telefone foi localizado, e nós pudemos dormir em paz.

O Vale Sagrado Sul

No nosso quarto dia em Cuzco, depois de já termos feito o City Tur e visitado o Vale Sagrado, teríamos de voltar a Ollantaytambo à tarde, para pegar o trem para Aguas Calientes. Mas combinamos um último passeio com nosso guia, Seu Carlos, antes que ele nos deixasse em Ollanta. Fomos conhecer a parte sul do Vale Sagrado, ou o Valle Sagrado Sur: Tipón, Andahuaylillas e Piquillacta. A entrada para esses sítios está incluída no Boleto Turístico.

A primeira parada foi em Tipón. Lá, funcionava uma espécie de jardim botânico dos incas, com uma série de “andenes” (degraus para agricultura) mais baixas do que as que tínhamos visto em Ollanta e em Pisac. Ao que parece, os terraços de Tipón não tinham finalidade agrícola, mas apenas ornamental. O lugar servia para descanso do Inca (o chefe desse povo) e sua família.

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Ali existe uma complexa rede de irrigação, com canais por onde até hoje corre a água resultante do degelo de neves eternas das montanhas andinas. É possível também experimentar o trono onde o Inca em pessoa permanecia para receber oferendas e banhavar na água das fontes.

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Quem tem crenças místicas, diz que a energia de Tipón é maravilhosa, mas eu, que sou muito cética, fiquei impressionada mesmo foi com o visual. O lugar é lindo! 

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Em seguida, fomos conhecer Andahuaylillas, um povoado em que os espanhois construiram uma pequena igreja que é um encanto! Por fora, ela é bem singela, e ainda está com a fachada toda coberta pelos andaimes usados na restauração. Mas o interior…  Não é para menos que a chamam de “a Capela Sistina das Américas”.

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Em Andahuaylillas, é possível ver como muitas das divindades incas – o sol, a lua – foram utilizadas em representações católicas, tudo para facilitar a conversão dos indígenas à nova religião. Os altares são decorados com muito ouro e têm um colorido que não é comum em imagens católicas. As paredes também são todas recobertas de pinturas, no melhor estilho da escola cusqueña. Infelizmente, não é possível fotografar o interior da igreja, mas achei estas imagens:

Na porta da igreja, mais um mercado indígena, mas Andahuaylillas é um lugar tão pequeno e tão tranquilo que nem os vendedores se importam em correr atrás dos turistas!

A terceira parada foi em Piquillacta, um sítio arqueológico deixado pela cultura Wari, que é tida como uma das precursoras dos incas. Aqui, existe toda uma cidade murada, que se estende por vários quilômetros. As ruínas ainda estão sendo restauradas – e estarão assim ainda por muito tempo, em razão de sua grande extensão. Mas já dá para ver que ali existe muita história para ser conhecida… 

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Como última parada antes de Ollanta, voltamos a Pisac, para dar uma olhada no mercado de artesanato mais famoso do Peru. Quer saber? Depois de tudo o que já tínhamos visto em Cuzco e mesmo em Lima, achei apenas mais do mesmo. Fiz umas comprinhas rápidas só por achar que era mesmo a última oportunidade, mas não encontrei lá nada que não pudesse achar em outros locais. Os preços também não eram dos melhores… Claro que a fama de Pisac inflaciona os preços!

O que chamou mesmo a atenção foi o milho. Ah, o milho peruano! Já tínhamos visto alguns exemplares de espigas de milho por lá, em restaurantes, mas provar aqueles grãos gigantescos é uma experiência divertida de um jeito quase infantil!

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O sabor não tem muita diferença em relação ao que a gente encontra pra vender em toda esquina no Nordeste no mês de junho, época de São João. Mas, nesse dia, almoçamos só isso aí mesmo: uma suculenta espiga de milho com queijo!

À mesa em Cuzco

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Como já contei aqui, nossa primeira refeição em Cuzco não foi nada agradável… Mas essa foi uma experiência isolada. Embora em Cuzco a cena gastronômica não seja tão desenvolvida quanto em Lima, lá também é possível comer muito bem.

Para compensar a primeira experiência desastrada, fomos jantar num restaurante italiano bem legal, o Incanto. Fica pertinho da Plaza de Armas, num ambiente moderno e muito gostoso. Provamos um risoto e uma massa, tudo delicioso. No andar de cima do mesmo prédio, funciona o Greens, um restaurante com comida natural ideal para um bom almoço, e que a LuMalheiros já testou.

Experimentamos também a pizza mais tradicional da cidade, na Chez Maggy. Antes de entrar, paramos na porta para ver o cardápio e logo um grupo de pessoas que estava jantando nos avisou: ” –  Podem entrar, é aqui mesmo a melhor pizza de Cuzco!”. Obedecemos imediatamente! São dois restaurantes funcionando na Calle Procuradores, um de frente pro outro, o que obriga os garçons a, de vez em quando, cruzar a rua levando as pizzas para clientes na outra casa. O local é bem descontraído, e a pizza é preparada bem à vista dos clientes, quase no meio do salão. Comemos uma pizza bem básica, tipo marguerita, muuuito boa (e olha que, das massas, a pizza é a que menos aprecio…). Gostamos tanto que voltamos no restaurante de Aguas Calientes.

Outro lugar muito bom onde comemos foi o Inka Grill. Essa dica, peguei com a Carla. O restaurante fica na Plaza de Armas e tem um cardápio mais sofisticado, usando muitos ingredientes tipicamente peruanos. Aqui, fiz questão de pedir a sobremesa (pura gula!), e não me decepcionei.

Na única noite em que conseguimos encontrar os restaurantes de San Blás abertos, não queríamos jantar, estávamos procurando um lugar para fazer um lanche. Então, fomos ao Jack’s Café, uma mistura de lanchonete e boteco, onde comemos uns sanduíches (gigantes) com batatas fritas. Foi dica da LuMalheiros e era o lugar mais movimentado de San Blas naquela noite.

Durante a nossa visita ao Vale Sagrado, almoçamos em Urubamba. Fomos a um buffet andino, onde provamos vários pratos típicos da comida peruana, tudo muito saboroso. Infelizmente, não guardei o nome do local, que foi indicado pelo nosso guia. Mas sei que, como ele, existem vários outros restaurantes funcionando no mesmo esquema na região, com preços e cardápio semelhantes.

Onde não deu tempo de ir:

MAP Café, dentro do Museo de Arte Precolombino;

Cicciolina, queria ter ido tomar café da manhã um dia, jantar em outro…

Pacha Papa, comida peruana, em San Blas;

– Chicha, restaurante de Gaston Acurio em Cuzco, inaugurado em fevereiro, já mencionado no Tripadvisor e comentado aqui.

P.S.: não tenho mais os preços das refeições em Cuzco, mas o custo não é alto. Nos restaurantes em torno da Plaza de Armas, onde se concentram os “pega-turista”, a dica é olhar o cardápio antes de entrar. Os bons restaurantes cobram preços justos.


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