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Budapeste: roteiro de 3 dias

Percebi que uma grande quantidade de pessoas chega aqui no blog em busca de informações sobre Budapeste, então, resolvi transformar minhas anotações de viagem num roteiro para quem está se preparando pra visitar a cidade.

Eu estive em Budapeste duas vezes, sendo que, na primeira, não vi quase nada, porque precisei interromper minha viagem. A segunda foi quando pude aproveitar melhor a cidade. Assim, não vou descrever exatamente o que fiz, mas uma sugestão de como dividir os passeios em três dias.

Minhas impressões sobre transfer, transporte público e hospedagem ficaram nos comentários que viraram post do Viaje na Viagem.

Dia 01

Budapeste é uma cidade relativamente compacta e, se houver disposição, é possível visitar os principais pontos turísticos a pé.

Meu hotel, na segunda viagem, ficava perto da Ópera , e caminhar de lá até a colina de Buda foi bem tranqüilo.

Comecei o dia visitando a Basílica de Santo Estevão, a principal igreja católica da cidade e que está num ponto bem central.

De lá, segui em direção ao Rio Danúbio e atravessei a Praça Roosevelt (Roosevelt Ter). Nessa praça, há dois lindos edifícios, que merecem atenção: o do hotel Four Seasons e o da Academia de Ciências.

Cruzei o Rio Danúbio pela Ponte das Correntes (Széchenyi Lánchíd), a mais famosa de Budapeste. Minha intenção era subir até o Castelo de Buda pelo funicular (siklo), mas ele estava em manutenção no dia. Subi a pé mesmo, e até gostei, porque do caminho se tem belas vistas do Parlamento.

No Castelo de Buda, funcionam alguns museus de belas artes e de história, mas eu decidi não visitá-los. Estava um dia bonito, e preferi passear por fora, aproveitando a vista da cidade, especialmente bonita a partir do Bastião dos Pescadores.

Ao lado desse monumento, fica a linda Igreja de São Matias. O exterior dessa igreja já impressiona, pelo teto de pastilhas coloridas (apesar dos andaimes de uma reforma em curso quando a visitei…), mas não imaginei que o interior pudesse ser também tão precioso, com as paredes inteiramente decoradas. Uma das igrejas mais bonitas que visitei, e as fotos não fazem justiça a ela!

Depois, caminhei pelas ruazinhas de Buda, cheias de casas coloridas, que preservam a arquitetura – e até a tranqüilidade – medieval. É fácil encontrar por ali um lugar interessante para fazer um lanche, tomar um café… As principais são a Uri utca e a Fortuna utca. No final dessa última, fica o Portão de Viena, de onde dá para pegar um ônibus até a estação de metrô mais próxima.

Nessa viagem, eu não fui até as termas do Hotel Gellert, pois já tinha entrado lá em uma passagem anterior por Budapeste. Mas essa é uma boa opção para continuar o passeio.

As termas têm uma linda decoração art nouveau e são uma visita imperdível para quem gosta desse tipo de arquitetura (e do banho turco também, é claro!). Da parte de trás do hotel, dá para ver as piscinas externas.

Do Hotel Gellert, é só atravessar a Ponte Szabadság para chegar ao Mercado Central, que, além de ter uma arquitetura linda, com o mesmo teto decorado por cerâmicas que é tão típico de Budapeste, é um ótimo local para conhecer os produtos locais: muita páprica, em todas as apresentações, e também para comprar souvenires.

Quase em frente ao mercado, começa a Vaci utca (não confundir com a Vaci ut, que é outro endereço). A Vaci utca é uma rua de pedestres, cheia de lojas de souvenires e cafés. O trecho mais próximo do mercado é o mais sem graça, pois predominam as lojinhas “pasteurizadas”, todas iguais, mas a rua vai ficando mais charmosa ao se aproximar da Vorosmarty Ter. Ali está um dos cafés mais tradicionais da cidade, o Gerbeaud.

Na praça e nos arredores, há várias opções de restaurantes e cafés para descansar depois de um dia de caminhadas pela cidade. Além de Gerbeaud, outros que testei nessa região foram o Café Anna, na Vaci utca, e o restaurante Duna Corso, já de frente para o Rio Danúbio, na Vigado Ter.

Outro, que não testei, mas que tinha anotado as recomendações era o Café Central.

Essa pode ser uma boa chance de provar uma das iguarias locais, o vinho Tokaji. A Hungria é produtora desse vinho doce de sabor excepcional. Não sabia disso na primeira vez que estive em Budapeste, até me dar conta de que qualquer lojinha de conveniência oferecia uma quantidade enorme de vinhos, o que deveria significar um gosto especial pela bebida. O Google rapidamente me ensinou um pouco sobre os Tokaji e localizei algumas wine stores. Fui a uma na Vaci utca, a Présház, onde o vendedor explicou vários detalhes sobre a escala de doçura dos vinhos, seu processo de fabricação e ainda provei algumas variedades – infelizmente, era de manhã cedo, e nem pude aproveitar muito! Também anotei a referência da Bortársaság, mas não cheguei a visitar a loja.

Dia 02

No segundo dia, é hora de visitar algumas das atrações mais afastadas do centro de Budapeste. Para isso, o metrô é bastante útil.

Comecei pela Praça dos Heróis, uma praça enorme, rodeada por estátua de personagens da história húngara. Para mim – e, arrisco dizer, para grande parte dos turistas –, que não conhecia a fundo a história húngara, o lugar não despertou muito interesse. Dos lados da praça, estão o Museu de Belas Artes e a Galeria Mücsarnok, que recebe exposições temporárias.

Ali perto fica o parque Városigled, uma das principais áreas de lazer de Budapeste. Fui até lá para ver o Castelo de Vajdahunyad, construído para ilustrar os vários tipos de arquitetura desenvolvidos ao longo da história húngara.

É lá que está a escultura do escritor anônimo, que aparece no filme Budapeste, baseado no livro de Chico Buarque. A estátua representa o autor do Gesta Hungarorun, o primeiro relato escrito da história do povo húngaro, cujo nome é desconhecido.

Nesse parque, também ficam as Termas Széchenyi, que tem algumas piscinas quentes ao ar livre e é uma das mais famosas da cidade, junto com as do Hotel Gellert. Mais para o fim do parque, está o restaurante Gundel, que é um dos mais antigos e tradicionais de Budapeste, mas eu não passei por lá num horário conveniente.

Depois do parque, uma boa opção é caminhar pela Avenida Andrassy, que alguns comparam com a parisiense Champs Élysées, mas eu não vi muita semelhança… É lá que fica a Terror Haz ou “Casa do Terror”, um museu que funciona no antigo prédio da polícia política húngara (eu deveria ter ido ao museu logo depois de voltar do parque, como estou sugerindo, mas preferi continuar aproveitando mais um dia de sol para passear na rua e não tive tempo de voltar depois).

Na Andrassy, também está a Opera Nacional. Aproveitei minha visita à cidade para assistir a um espetáculo ali e adorei, mas há visitas para quem não pretende ver uma apresentação.

Uma dica para quem viaja em março ou abril é verificar a programação do Festival de Primavera de Budapeste, pois há concertos, apresentações de música e dança diariamente.

A ópera já está pertinho do Bairro Judeu (Zsidó Negyed), mas dá para usar o metrô também, descendo na estação Deak Ferenk Ter. Nessa praça, fica a principal estação de metrô de Budapeste, onde as várias linhas se cruzam (por isso, esse também é um bom local para hospedagem). Para chegar à principal atração do bairro judeu – a Grande Sinagoga – , é mais fácil descer na estação Astoria, mas a minha intenção era caminhar um pouco pelas ruas do bairro.

Essa parte de Budapeste foi a mais marcante para mim. Os prédios ainda guardam os sinais da história recente da cidade, quando ali existia o gueto judeu. São prédios lindos, com uma arquitetura peculiar, mas muito degradados, alguns até mesmo com marcas de tiros em suas fachadas. É inevitável que esses prédios comecem a ser restaurados, principalmente porque estão numa área bem central de Budapeste – já havia alguns cafés e restaurantes bem moderninhos por lá –, e o bairro vai continuar lindo depois de uma renovação, mas eu gostei de vê-lo antes dessas mudanças. As ruas mais interessantes são: Anker koz, Kiraly, Sip e Dob.

A Grande Sinagoga está na Dohány utca. Esse é um dos pontos turísticos mais concorridos de Budapeste, mas a visita é tranquila. Além da sinagoga, há um museu e, nos fundos, uma interessante escultura em homenagem aos judeus vitimados pelo holocausto: em cada folha do salgueiro, o nome de uma pessoa.

Para o fim de tarde ou a noite, sugiro voltar à Andrassy ut, para aproveitar as opções da Liszt Ferénc Ter. Essa praça concentra vários cafés e restaurantes, com mesinhas na calçada, um lugar bem animado. É nessa praça que fica a Zeneakademia, uma sala de concertos muito tradicional e uma joia da arquitetura art nouveu (mas que estava fechada para reforma durante a minha viagem…).

Dia 03

Concentrei em um dia todos os passeios em lugares fechados. Costumo fazer isso quando planejo uma viagem para ter um plano no caso de pegar um dia de tempo muito ruim, do tipo que não dá pra passear na rua.

A impressionante sede do Parlamento húngaro é aberta para visitas, mas não tem como reservar com antecedência. Como eu queria muito conhecê-lo por dentro, segui as dicas da Mirella e as orientações do site do Parlamento. Valeu a pena acordar mais cedo para fazer essa visita.

Do lado de fora, vale aproveitar a linda vista do Castelo de Buda para algumas fotos. Próximo do Parlamento, na margem do Danúbio, há uma escultura de vários sapatos enfileirados, em homenagem às vítimas da Segunda Guerra Mundial que foram atiradas no Danúbio.

Se não tiver dado para visitar o Mercado Central no primeiro dia da viagem, essa é uma boa oportunidade. Depois do Parlamento, é só pegar o tram nº 2 para chegar até lá. Aliás, o tram nº 2 é ótimo para fazer um passeio por várias das atrações turísticas principais de Budapeste. Se você der a chance de sentar na janela, vai ver todo o panorama da cidade à margem do Rio Danúbio.

Na minha viagem, peguei um tempo tão bom que acabei não visitando nenhum dos vários museus que Budapeste oferece – e eu adoro um museu! –, mas deixo uma lista dos que tinham me interessado:

Museu de Artes Aplicadas: nesse, ainda entrei rapidamente, embora não tenha tido tempo de ver o acervo. Mesmo assim, valeu a pena a visita relâmpago, só para ver mais um telhado revestido de pastilhas coloridas e o lindo hall central do prédio;

Museu Nacional Húngaro: esse é um museu de história da Hungria;

Museu de Belas Artes: museu de artes com obras nacionais e internacionais. Fica na Praça dos Heróis, sobre a qual falei no “dia 2”;

Com tempo bom, um passeio curioso é o Parque das Estátuas. Depois da queda do comunismo, ao invés de destruir as estátuas que eram símbolos do regime, os húngaros montaram um parque para exibi-las. Fica um pouco afastado do centro, por isso acabei desistindo, mas esse lugar despertou minha curiosidade quando assisti ao filme Budapeste, que tem uma cena onde uma imensa estátua de uma estátua de Lênin é transportada de barco pelo Danúbio com destino ao tal parque…

Para almoçar ou jantar por perto do Museu de Artes Aplicadas e do Museu Nacional Húngaro, indico qualquer lugar na Ráday utca, uma rua de pedestres com vários restaurantes charmosos e, se o clima permitir, mesas na calçada. Na minha primeira viagem a Budapeste, fiquei hospedada no Ibis Centrum, bem nessa rua, e posso dizer que aproveitei muito esses restaurantes. O hotel em si era bem antiguinho, precisando de uma renovada; em compensação, baratíssimo. No começo da rua, na Kálvin Ter, havia uma grande obra do metrô – não sei se continua –, o que não chegou a prejudicar o movimento da Ráday utca.

Essa é a minha sugestão para aproveitar três dias em Budapeste, mas é claro que, numa cidade tão autêntica, sempre surgirão desvios interessantes pelo caminho…

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Um roteiro de viagem por Budapeste, Viena e Praga: o relato do João

 

Neste post do Viaje na Viagem, relatei uma viagem que fiz para Budapeste, Viena e Praga. Depois de usar as dicas do post, o João deixou o relato de sua própria viagem nos comentários aqui do blog. Como as dicas estão novinhas, resolvi transformar em post. Segue o relato do João: 

“Em Budapeste (linda e ampla cidade, pessoal ameno e receptivo) a dica é o hotel La Prima, na rua Pesti Barnabás, nº 6. É um hotel novo e moderno, inaugurado em 2011, muito bem localizado (meia quadra da rua Vaci e 1 quadra e meia do Danúbio, próximo à ponte Elizabeth), excelente serviço, staff atencioso, 82 euros/dia, com café-da-manhã, reservei pelo booking. 

Bem embaixo do hotel tem um restaurante italiano, La Porta di Taormina, muito recomendável, música suave ao vivo, 49 euros para 2 pessoas (entrada, prato, vinho, café). Outra dica gastronômica – restaurante Menza, próximo ao Conservatório Lizst. Ambiente moderno, boa cozinha típica. 

Por falar no Conservatório, não pudemos visitá~lo, pois está em obras. Uma pena! 

Nós tomamos o ônibus turístico HopON HopOFF nos 2 primeiros dias, o que facilitou o deslocamento e localização na cidade e inclui ida e volta à ilha Margarida. Nos outros 2 dias ficamos “on my own”. 

Vale muito um passeio pela Ilha Margarida – muito bem cuidada, toda florida, local de lazer para os nativos, momento para não fazer nada e depois descansar… 

Vale também subir na torre da Basílica de Santo Estevão, a vista é muito linda, tem-se uma boa noção de Budapeste lá de cima. Tem elevador! 

No lado Buda, o Castelo, o Bastião dos Pescadores e a Igreja Matyas… subir no funicular é pitoresco! 

Tomar cuidado na estação Keleti – há uma máfia com uniforme da MAV que, a pretexto de ajudar na localização da plataforma e dos trens, procura extorquir o turista. De mim levaram 2 euros somente, mas vi literalmente pegarem da carteira de um casal de japoneses uma nota, só não vi quanto… melhor não aceitar ajuda!!!. 

Viena impressionou pela limpeza, organização, segurança e funcionalidade da cidade – o transporte é integrado (metrô, tram, ônibus); não se vê policiamento ostensivo e parece não haver controles – compramos o passe de transporte de 72h e nunca nos solicitaram! 

A dica de hotel para quem chega de trem de Budapeste (nosso caso!) é o Motel One, junto à estação Westbahnhoff – novo, funcional, bom serviço, 69 euros/dia para 2 pessoas, sem café-da-manhã (acho que era uma promoção, pois tinha reservado por 84 euros e a diferença a menor veio em boa hora!). É do tipo Ibis – grande, talvez meio impessoal, mas na minha opinião, um Ibis melhorado! A distância ao centro não foi problema: uma boa caminhada pela rua Mariahilfer ou o metrô resolvem o assunto… 

Vale muito uma visita à Ópera de Viena, mesmo somente como tour, e também ao Musikverein (aqui assistimos a Filarmônica e a Sinfônica de Viena, simplesmente fantásticas!) 

Válida também uma ida ao Teatro de Marionetes do Palácio Schonbrunn (assistimos à Flauta Mágica de Mozart – excelente, a sincronia do movimento das marionetes com a música é fora-de-série!). É em alemão, lógico, mas tem folder em espanhol sobre o espetáculo, o treinamento dos “marioneteiros” e a confecção das marionetes. 

O Museu Freud e a Mozarthaus valem a visita também! 

Fomos ainda assistir a apresentação de cavalos na Escola de Equitação Espanhola no Palácio Hofburg, centro de Viena – o treinamento dos animais é impressionante! 

Em relação a restaurantes – o Figlmüller, desde 1905 (o maior schnitzel de Viena!), é recomendável; válida também é uma ida à Grinzing para almoçar numa Heuringen (taverna) – servem schnitzel, entre ouros pratos, e vinho do ano. Pegue o tram 38 na estação Schottentor e vá até o fim da linha. 

De Viena fomos de trem para Praga. 

Praga é mais suja que Budapeste e Viena, principalmente, mas tem seus encantos.

O Relógio Astronômico na praça da Prefeitura / Staromestské Námestí, cujas baladadas são puxadas por um esqueleto, é fantástico. Fiquei com a impressão que os tchecos pensam na morte e lidam muito bem ela, certamente reflexo da história deste povo! 

Ficamos no hotel Falkensteiner Maria Prag, na frente da estação de trens. A zona não é assim uma brastemp, como diria o Comandante do Vnv Ricardo Freire, mas facilitou a chegada e a saída com as malas e a ida à Ópera, localizada a 2 quadras do hotel, na mesma noite da chegada. Bom hotel, bom serviço, pessoal atencioso e prestativo, café-da-manhã exagerado até, 101 euros a diária para 2 pessoas com CM, reservei pelo booking. 

Além dos passeios básicos, recomendaria a Ópera (assistimos o balé Gisele – fantástico, obrigado pela recomendação Wanessa!), o Rudolfinum (assistimos a Filarmônica Tcheca na sua própria casa, a sala é belíssima, excelente programa!) e a Smetana Hall, a Casa Municipal (lindíssima decoração, assistimos a um quinteto de cordas tocando Mozart e Dvorák). 

Vale também uma visita ao Museu do Comunismo – muitas peças da época, bustos, estátuas de Lenin e Stálin, a propaganda comunista, registros da Primavera de Praga e da queda do comunismo. Fiquei com a idéia que o regime comunista mentiu muito sobre o Ocidente, exagerando seus defeitos e suas mazelas para a população, e que a democracia ocidental foi mais realista e verdadeira conosco sobre o comunismo. 

Imperdível é o Museu Kafka, em Mala Strana, faz pensar! 

Há uma instalação do polêmico escultor tcheco David Cerny na frente do museu (2 homens urinando sobre o mapa da República Tcheca, um deles inclusive, mexe com o quadril para um lado e para outro – entenda se puder!) e várias outras espalhadas pela cidade. 

Restaurantes, recomendaria o U Laury, Nerudova 10 (na subida para o castelo, calçada da direita para quem sobe) – entra-se por uma grande porta, é um pátio interno, muito acolhedor; comemos uma tábua tcheca para 2 pessoas – carne de pato, cervo, porco junto pirê assado, pão de arroz e salada mista, acompanhando de 500ml de cerveja pilsen – o almoço foi às 15h e o prato é tão farto que não conseguimos jantar naquela noite! E um restaurante, não lembro o nome, que fica no pátio interno atrás do museu do comunismo. Comida típica, garçonete muito atenciosa. Não confundir com o McDonald’s que existe junto! 

Em Praga fomos para o aeroporto num ônibus (express shuttle) que se pega na estação central – foi um pouco trabalhoso, meio complicado achar o local, mal sinalizado, ônibus cheio, teria sido bem mais confortável um transfer, embora mais caro; preço: 2 euros por pessoa. Não recomendo, melhor o transfer a 20 euros para 2 pessoas! 

Finalmente Paris! 

Chegamos às 15h e, como era uma noite só, ficamos Ibis do aeroporto CDG, fizemos o check-in e fomos direto para o centro. Pegamos o RER (não recomendo – trem velho, sujo, muito cheio, desconfortável, melhor o Roissy Bus até a Ópera) e caminhamos pela Íle de la Cité, Sena, Notre Dame e por Saint Germain, onde havíamos ficado em 2010. Foi muito prazeroso este passeio descompromissado! 

Quero deixar a recomendação da rua Gregoire de Tours – é uma travessa do Boulevard Saint Germain, onde existem vários restaurantes.  Jantamos na creperia La Petit Tour, no nº 6. É a 3ª vez que jantamos lá, 2 em 2010 quando ficamos 10 dias em Paris, e continua muito boa, recomendável, embora o preço tenha subido sensivelmente. 

Voltamos para o CDG por volta das 22h no RER, a volta foi bem mais tranquila, quase sem paradas intermediárias e, na manhã seguinte, tomamos o vôo para o Brasil. 

A ilusão, ou melhor, as férias, estavam acabando… 

Era isto, pessoal. Espero que ajude alguns viajantes.”.

Muito obrigada pelas dicas, João! Tenho certeza de que ajudarão outras pessoas a ter uma viagem tão linda quanto a sua!

De Berlim a Praga: os planos

O roteiro: os meus planos* para essa viagem incluíam Berlim – Cracóvia – Varsóvia – Budapeste – Viena – Praga. O plano original era ir para Berlim, Budapeste, Viena e Praga, mas, depois de olhar o mapa e ler um pouco sobre esses destinos, a Polônia entrou no roteiro com duas cidades. Toda essa região tem uma identidade histórica e cultural parecida (a Casa dos Habsburgos, as duas guerras mundiais, o socialismo, a queda desse regime), e achei que seria interessante condensar tudo em uma mesma viagem. 

Tinha bastante tempo para viajar, pretendia cumprir o roteiro em mais de 20 dias. No final, meu tempo foi distribuído assim: 

Berlim – 05 dias inteiros (sem incluir o dia da chegada e o da saída);

Cracóvia – 02 dias inteiros;

Varsóvia – 02 dias inteiros;

Budapeste – 03 dias inteiros;

Viena – 03 dias inteiros (talve com um pulinho em Bratislava);

Praga – 05 dias inteiros.

A ordem das cidades pode parecer meio estranha, porque, olhando no mapa, Varsóvia está mais perto de Berlim que Cracóvia, que está mais perto de Budapeste do que Varsóvia. Mas escolhi essa organização por causa dos meios de transporte entre as cidades. O que leva ao próximo tópico…

Os meios de transporte: adoro viajar de trem na Europa. Acho TÃO civilizado! Mas o meu roteiro tinha cidades bem distantes entre si. De Berlim para Varsóvia, por exemplo, eram quase seis horas; de Cracóvia para Budapeste, quase dez horas, na melhor das hipóteses (os horários estão aqui). Também não estava disposta a pegar trem noturno. Então, minha primeira decisão foi de que, pelo menos para Budapeste, eu iria de avião.

Aí, Cracóvia, que está no sul da Polônia, fica mais perto de Budapeste. Mas os vôos entre as duas cidades passavam necessariamente por Varsóvia ou por Viena ou por… Enfim, não havia vôos diretos. Além disso, pesquisando no Kayak, os preços do trecho Cracóvia – Budapeste sempre eram muito mais altos que os dos vôos partindo de Varsóvia. Também encontrei uma passagem com preço razoável de Berlim para Cracóvia, direto, uma horinha de viagem, pela Air Berlim.

Então, decidi fazer assim: de Berlim pra Cracóvia de avião; de lá para Varsóvia de trem (cerca de três horas de viagem) e depois de avião, pela LOT Polish, para Budapeste. Os demais trechos, entre Budapeste, Viena e Praga, faria de trem.

Um detalhe: os trechos de avião que passavam pela Polônia não foram lá muito baratos… É preciso pesquisar bastante! Uma dica que achei no Viaje na Viagem e que não usei, mas pode ser útil, é o Click4sky, um site de vendas de passagens da Czech Airlines, a principal companhia aérea tcheca, a preço promocional.

Passagem Brasil – Europa: comprei com a TAM. Na ida, fui de São Paulo a Berlim, via Londres (o trecho Londres – Berlim foi operado pela BMI). A volta seria Praga – São Paulo, via Frankfurt (Praga – Frankfurt, pela Lufthansa), mas acabou sendo Budapeste – São Paulo, também via Frankfurt.

Para mim, que moro no Nordeste, a primeira opção é sempre a TAP , entrando por Lisboa. Mas, se fosse voar pela TAP, precisaria fazer duas conexões na Europa, já que não abria mão de começar a viagem por Berlim, e a TAP não voa pra lá. Na volta, também precisaria fazer outras duas conexões ainda na Europa.

Quando pensei no programa de fidelidade da TAM, onde concentro minhas milhas, acabei decidindo viajar com essa empresa, apesar de o loooongo vôo partindo de São Paulo me desanimar um pouco. No final, nem foi tão ruim como eu pensava…

Dinheiro: estava pensando em me jogar no cartão de crédito nessa viagem, mas poucos dias antes de partir, a Grécia degringolou de vez, e o euro começou a subir. Então, decidi apelar mais uma vez para o Visa Travel Money. Sábia decisão! Nem sei se ganhei ou perdi dinheiro, pois não acompanhei mais o câmbio (se aconteceu, a diferença foi mínima), mas foi muito prático poder sacar dinheiro nos caixas eletrônicos de cada país nas moedas locais e não ter que me preocupar em cambiar euros a cada parada (Polônia, Hungria e República Tcheca estão fora da zona do euro).

* Como falei no post anterior, essa viagem não chegou a ser concluída, então, parte do roteiro ficou só nos planos mesmo…


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