Em Moscou

Cheguei a Moscou pelo aeroporto Domodedovo, num voo noturno desde Lisboa. Apesar de ser um voo direto, não recomendo. O avião decola de Lisboa às 20:00h e chega a Moscou às 5:00, ou seja, a viagem equivale a uma noite completa, mas sua duração é de apenas 5 horas; o resto é fuso horário. Acaba sendo uma noite curtíssima e mal dormida. A grande vantagem é chegar a Moscou cedo e aproveitar o dia inteiro na cidade, mas eu não consegui fazer isso, porque o cansaço não deixou. Acho que só vale a pena usar um voo desse tipo se a estada em Moscou for muito curta, e esse nem era o meu caso…

O voo chegou bem adiantado e, na hora marcada para o pouso, eu já estava no saguão de desembarque.

Nesse horário, a imigração estava vazia, e o procedimento foi bastante rápido. Causa uma certa tensão chegar sem um visto de entrada à Rússia, país ainda tão marcado pelas histórias sobre a truculência e a corrupção da polícia. A cara de poucos amigos do oficial da imigração – na verdade, essa é a cara da maioria dos russos mesmo – também não ajuda. Mas bastou entregar o passaporte para recebê-lo com o visto carimbado. Eles entregam também um documento à parte, que aconselho grampear na capa do passaporte, pois é importante apresentá-lo na saída.

Logo que saí pela porta do desembarque, mesmo às 5:00 da manhã, já encontrei uma horda de motorista oferecendo seus serviços, mas esses devem ser evitados, pois não são do serviço oficial de táxi, e a chance de cair num golpe qualquer é grande.

Tinha contratado um transfer com a empresa Go-to.ru, mas, com a chegada adiantada do voo, o motorista ainda não estava me esperando. Aproveitei para sacar meus primeiros rublos num caixa automático.

Contrariando tudo o que eu li sobre motoristas russos, o meu era muito respeitador das regras de trânsito e também muito falante. Quando soube que eu era do Brasil, me disse que as nossas novelas fazem muito sucesso na Rússia há anos, principalmente A Escrava Isaura!

O caminho de Domodedovo até o centro durou uns 45 minutos, mesmo naquele horário, sem trânsito forte. Foi bom poder ver um pouco da periferia da cidade, suas avenidas larguíssimas e os arranha-céus monumentais da era comunista.

Contei em outro post o problema que tive no check in no hotel. Eu sabia que o quarto poderia não estar disponível às 06:00h da manhã, mas realmente não acreditava que ficaria esperando até às 11:00h… Aproveitei parte desse tempo para caminhar pelos arredores do hotel, principalmente pela rua Arbat.

Essa rua de pedestre é cheia de cafés, restaurantes e lojas de souvenires e por isso atrai muitos turistas. Além das redes de fast food e cafés internacionais (McDonalds, Starbucks, Le Pain Quotidien), tem também as locais (Café XAY3, Shokoladnitsa e Tepemok). Todos serviram como ótimas alternativas para fugir do café da manhã com preço extorsivo do meu hotel, mas, às 6:00h da manhã, tive de me contentar com o Starbucks no primeiro dia…

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