A Praça Vermelha

Acho que todo mundo que vai a Moscou quer, antes de tudo, ver a Praça Vermelha, com a Catedral de São Basílio e o Kremlin. No meu caso, isso era totalmente verdadeiro. E se (aliás, quando) voltar a Moscou, esse será o primeiro lugar que visitarei novamente.

Do meu hotel para a praça, pela rua Arbat, foi uma caminhada de 20 ou 30 minutos. Nessa hora, a rua já estava bem movimentada e foi bem fácil achar o caminho do Kremlin e da Praça Vermelha apenas “seguindo o fluxo”. Não senti nenhuma falta de sinalização em inglês nas ruas, e ela até existe quando a gente chega mais perto do Kremlin! (a foto foi feita em outro dia, o que explica o céu azul…).

O Kremlin é lindo, e tal, mas eu queria mesmo era ver a Catedral de São Basílio, por isso, passei rápido pelos Jardins Alexandrovsky e pelo túmulo do soldado desconhecido dessa primeira vez.

E logo que termina a muralha do Kremlin, aparece a catedral, láaaa do outro lado da praça. Dessa distância, parece até menor do que o esperado. O relevo da Praça Vermelha reforça essa impressão, pois ela é convexa, tem uma elevação no meio, com as duas extremidades mais baixas.

Então, a gente vai caminhando, e a igreja vai se elevando no campo de visão, até se revelar por completo.

É fascinante, esse prédio. As formas, as cores, tudo parece uma fantasia infantil. E as torres do Kremlin completam o cenário sem destoar. Apesar de ser uma fortaleza medieval, suas torres pontudas coroadas por uma estrela não têm a aparência austera e intimidadora de outras fortificações.

Passei horas admirando esse cenário.

Infelizmente, a Praça Vermelha estava parcialmente interditada nesse dia. Um palco estava sendo armado para as comemorações do Dia da Rússia, feriado nacional, no dia 12 de junho. Mas ainda era dia 07, e a partir do dia seguinte, a praça estaria completamente fechada. Ou seja, ainda tive sorte de poder caminhar por um pedaço dela, mesmo que com a vista meio interrompida. Imagino a frustração dos turistas que escolheram viajar do dia 08 em diante: pegaram a praça fechada durante 4 dias!

Pelo mesmo motivo, as visitas ao Mausoléu de Lenin já estavam suspensas, o que evitou que eu tivesse de decidir se eu ia querer ver o corpo embalsamado exposto há quase um século.

Mas, voltando à Catedral de São Basílio: já tinha sido alertada sobre o seu interior decepcionante, o que não me impediu de também me decepcionar um pouco. Foi a primeira igreja ortodoxa russa que visitei e senti falta dos espaços amplos das catedrais católicas. A igreja tem uma série de compartimentos pequenos e mal iluminados. E usa-se muito incenso. Essa combinação me fez passar pela igreja rapidinho e talvez eu não tenha lhe dado a devida atenção.

Preferi voltar para o lado de fora, de onde a ela é fascinante por qualquer ângulo.

Depois que consegui desviar os olhos da catedral, entrei no GUM, que funcionou como loja de departamento mesmo nos tempos comunistas (dizem que as filas eram enormes, pois era uma das mais bem abastecidas da cidade), e hoje convertida em um shopping de luxo.

O prédio é lindo e sofisticado, mas não sei como as lojas sobrevivem, porque quase não vi clientes lá! O movimento estava apenas nos cafés e numa enorme loja de produtos gourmet (Gastronome nº1).

Parei para um lanche rápido no Bosco Café, que fica na calçada do GUM, de frente para a Praça Vermelha. É um ótimo lugar para observar os turistas, os grupos de adolescentes tirando fotos do “look do dia” e também os casais de noivos fazendo fotos para seus álbuns, acompanhados de uma comitiva de familiares e amigos, tudo animado por muita bebida!

Já no caminho de volta, entrei na Catedral de Kazan, ainda na Praça Vermelha, onde estava havendo uma celebração. Fiquei curiosa para assistir um pouco, mas o ambiente era semelhante ao da São Basílio e ainda mais cheio. Acabei saindo rápido.

Ainda na Praça Vermelha, outro prédio marcante é o do Museu de História do Estado, que vi somente por fora.

Aproveitando o dia longo de verão (meio chuvoso, é verdade), e levando em conta a minha falta de disposição para uma caminhada mais longa, passei o resto do meu tempo entre o Jardim Alexandrovsky, – onde está o túmulo do soldado desconhecido e há uma troca de guarda a cada hora – e a Manezhnaya Ploschad.

Passear pela Praça Vermelha é um ótimo jeito de começar uma viagem a Moscou: além de ser o maior símbolo da cidade, é um passeio fácil e “seguro” para quem ainda está se acostumando com a Rússia. Também é perfeito para observar alguns costumes locais, afinal, na Rússia, mesmo os turistas são quase sempre russos…

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6 Responses to “A Praça Vermelha”


  1. 1 Georgia 16/09/2012 às 20:57

    Oi, Wanessa
    Lindo post. Fiquei com saudade. Passei meu aniversário lá nesse ano.
    Beijos

  2. 3 Nívia 17/09/2012 às 9:19

    Que fascinante Wanessa!!! Tudo muito lindo, mesmo com o dia encoberto vc fez fotos ótimas! Acho que aconteceu com vc o mesmo que aconteceu comigo ao ver a Santa Maria Del Fiori em Florença – não conseguia parar e olhar: A dança da turista embasbacada – olhar, tirar foto, olhar, tirar foto, olhar, tirar foto, olhar…. rsrssr.

  3. 5 Alessandro A. 17/09/2012 às 17:15

    Ótimo post Wanessa! Tenha muita vontade de conhecer a Rússia e seu depoimento só fez ela aumentar.

    Abraços!


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