Seguro saúde de viagem (na prática)

Vou começar a relatar aqui no blog minha última viagem, que aconteceu no mês de maio. E decidi começar pelo fim, porque não foi muito de acordo com meus planos…

O roteiro original previa Berlim – Cracóvia – Varsóvia – Budapeste – Viena – Praga. Mas acabou parando em Budapeste, porque tive um probleminha de saúde. Em tese, eu poderia ter continuado meu roteiro, mas a experiência de ir para um hospital, sozinha, num lugar completamente estranho e sem saber direito o que estava acontecendo foi meio assustadora. Então, preferi voltar pra casa e aproveitar o final das férias por aqui mesmo.

Em resumo, eu visitei Berlim, Cracóvia e Varsóvia. Estive em Budapeste, mas de lá senti só o gostinho, porque os dias que passei na cidade foram no quarto do hotel…

Deixo aqui o relato que fiz contando como foi a minha experiência com o seguro saúde de viagem (aqueles de cartão de crédito), que já tinha deixado no Viaje na Viagem e virou post do Ricardo Freire.

“Voltei há uns dias de minha última viagem e dessa vez precisei usar o seguro saúde…

Comprei as passagens com cartão Visa e resolvi usar o seguro que eles oferecem. Como estava indo para a Europa, entrei em contato com eles para pegar o “certificado Schengen” para apresentar à imigração se fosse o caso. (Não me pediram.)

O procedimento foi simples. Por telefone, me deram um endereço na internet que eu precisava acessar para preencher meus dados e, dentro de 72 horas, receberia o certificado por e-mail. Não recebi no prazo, mas liguei para eles novamente e recebi na mesma hora. Também me passaram os números de telefone para os quais eu deveria ligar em cada um dos países do meu roteiro (isso foi iniciativa deles, eu não perguntei).

No meio da viagem, em Budapeste, precisei de atendimento e liguei para o número indicado. Fui atendida em português. Expliquei o problema, me deram o número de protocolo e disseram que devia aguardar a visita do médico em 50 minutos. Dentro desse prazo, me ligaram para dizer que, por causa do tipo de problema que eu tinha, seria necessário fazer o deslocamento para um hospital, mas que o médico da seguradora viria ao hotel para me acompanhar e que eu tinha de pagar esse custo, não coberto pelo seguro. Esse foi o único contato feito em inglês.

Aguardei mais um tempo – não foi muito – e o médico chegou apenas para me acompanhar ao hospital. Se eu não estivesse viajando sozinha e se não fosse de madrugada (medo!), eu teria tentado dispensar essa etapa, mas, nessas circunstâncias… Paguei 60 euros para o médico me levar no carro particular dele ao hospital.

Chegando lá, o lugar parecia meio abandonado, porque não era um local que tivesse internação, então, havia só uma atendente dormindo atrás do balcão(!). Ela chamou a médica de plantão e fui para a sala de exames. Fiz uma ultrassonografia e fui liberada para voltar ao hotel com a receita dos medicamentos que precisava comprar. Saí procurando o médico do seguro (que, na minha imaginação, deveria me levar de volta ao hotel), e ele tinha ido embora(!) sem me avisar (!!).

Pedi para a médica que havia me atendido chamar um táxi (e ela tinha muito boa vontade). Paguei o equivalente a 4 euros pelo táxi.

Em resumo: o atendimento da seguradora por telefone foi ótimo, todos foram bastante atenciosos e ter podido falar em português ajudou muito. O atendimento pela médica no hospital também foi ótimo. Agora, o médico da seguradora tinha de ter ficado me esperando para me levar de volta ao hotel! Arquei com um custo de 60,00 euros apenas pelo serviço de transporte, porque a assistência médica que ele me prestou foi mínima. Essa semana foi que enviei toda a documentação para a seguradora, então ainda não sei se vão me ressarcir ou cobrar alguma das desperas, mas não tive de pagar nada adiantado pelo atendimento no hospital nem pela ultrassonografia. Paguei a medicação na farmácia (muito barata, aliás). No geral, fiquei satisfeita com o atendimento (tirando o médico fujão…), principalmente pela rapidez com que foi prestado. Acho que usarei de novo o seguro do cartão.”.

Pretendo começar a postar sobre o planejamento da viagem e sobre as cidades, mas pode demorar um pouquinho…

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17 Responses to “Seguro saúde de viagem (na prática)”


  1. 1 Lu Malheiros 02/07/2010 às 19:57

    Wanessa,
    Vi sua mensagem lá no blog, obrigada. O mais importante é você estar bem! Assim que vi seu comentário lá no VnV, ia te mandar uma mensagem por email, mas as coisas por aqui andam tão corridas que acabei escrevendo lá mesmo!Não faltará oportunidade para você conhecer o que faltou! 🙂
    Bjs,

  2. 2 Arthur 11/07/2010 às 20:21

    Que frustrante. Mas pelo menos está tudo bem agora. Pense nessa “meia-viagem” como um trailer para a próxima…
    Abraços e volte depois!

    • 3 Wanessa 13/07/2010 às 18:20

      Foi mesmo meio frustrante, Arthur… Acabei não visitando a cidade que mais queria nessa viagem, que era Praga, a última do roteiro. Espero completá-lo o quanto antes!

  3. 4 Yuri 13/09/2011 às 17:43

    Quanto vc pagou pelo seguro saúde?

    • 5 Wanessa 13/09/2011 às 19:21

      Não paguei nada, Yuri. Usei o seguro fornecido pelo meu cartão de crédito, por ter comprado as passagens com ele.

  4. 6 Ana six 03/12/2013 às 16:56

    Wanessa, tudo bem?
    To lendo bastante o seu blog pq pretendo fazer uma viagem pra Europa oriental e Rússia, como vc fez. Seu blog tem sido muito útil por sinal! Valeu!
    Eu to procurando infos sobre a Cracóvia e não encontrei nada. Queria saber dicas da cidade: hotel, atrações, locomoção, etc
    Vc achou que valeu a pena ir pra lá? Pretendo ficar 2 dias e visitar Auschwitz. Tem alguma dica para me dar?
    um bj

    • 7 Wanessa 04/12/2013 às 8:00

      Ana, obrigada pela visita!
      Não escrevi nenhum post específico sobre Cracóvia, mas, nos comentários deste post (https://cadernosdeviagem.wordpress.com/2010/08/29/10-coisas-sobre-varsovia/), dei algumas dicas para outras pessoas que queriam visitar a cidade.
      Acho que vale muito a pena visitar Cracóvia, que é uma cidadezinha muito linda. Eu indico ficar na cidade antiga, para aproveitar o clima de cidadezinha medieval que Cracóvia ainda preserva. De lá, você visita todas as atrações a pé mesmo. E também acho que a visita a Auschwitz é necessária. O museu é muito bem organizado, e a visita – obrigatoriamente com guia do museu – é bem instrutiva. Tudo é muito, muito triste, não espere ter ânimo pra mais nada depois de visitar Auschwitz.
      Se você ficar com outras dúvidas no seu roteiro, volte aqui para conversarmos mais!

      • 8 Ana six 07/03/2014 às 19:21

        Wanessa, super obrigada. Achei as informações e já mandei para minha amiga. Foram muito úteis! Vida longa ao blog!
        bjs

  5. 9 teco 24/02/2014 às 11:13

    parabéns pelo blog !!! conheci hoje e achei um espetáculo !!!

    fiquei com muita vontade de fazer essa sua viagem – mas já conheço Praga e Berlin (fiz uma viagem só com elas)

    teria uns 11/12 dias – acha que vale Varsóvia, Cracovia, Viena e Budapeste ?? colocaria Bratislava (pelo seu mapa parece muito perto)

    coloquei varias cidades pq parece tudo muito perto e imagino que seja tudo fácil de trem …]

    Teco

    • 10 Wanessa 04/03/2014 às 15:46

      Oi, Teco!

      Achei o seu roteiro bem razoável para a quantidade de dias. Faria todos os deslocamentos de trem.

      Não fui a Bratislava, mas é bem fácil de chegar lá a partir de Viena. Eu programaria ficar 4 dias em Viena, com a possibilidade de, se visse tudo o que queria na cidade, fazer um bate-volta a Bratislava (foi o que eu planejei e acabei ficando o quarto dia em Viena mesmo…)

      Boa viagem,

      • 11 teco 05/03/2014 às 14:12

        alguma sequencia parece melhor ou mais fácil imaginando que eu saia e volte de SP ???

        • 12 Wanessa 06/03/2014 às 23:24

          Teco,

          No temos vos diretos do Brasil para nenhuma dessas cidades do seu roteiro, ento, voc deve pesquisar qual a companhia que oferece o melhor preo para chegar por Viena, Budapeste ou uma das cidades da Polnia com apenas uma conexo na cidade base da companhia.

          Definida a cidade da chegada, voc pode montar o roteiro. O ideal seria fazer Budapeste – Viena – Cracvia – Varsvia ou o sentido contrrio.

          Tinha sugerido fazer todos os deslocamentos internos de trem, mas, pesquisando a durao da viagem (uso o site das ferrovias alems para essa busca – http://www.bahn.de), vi que o trecho para a Polnia bem demorado: Viena – Cracvia, mais ou menos 7h30min; Budapeste – Cracvia, mais de 9h; Bratislava – Cracvia, umas 6h30min.

          Diante disso, acho que voc deve buscar uma passagem area entre alguma dessas cidades e a Polnia (a, pode ser para Cracvia ou Varsvia, pois o deslocamento entre elas vai ser feito de trem). Talvez seja mais fcil encontrar uma passagem barata com companhia low cost para Cracvia, que uma cidade que recebe muitos estudantes interessados na vida noturna. Depois, voc marca a passagem de retorno para o Brasil a partir do destino final.

          Se eu fosse sugerir o meu roteiro preferido seria poderia ser So Paulo – Varsvia – Cracvia – Budapeste – Viena – So Paulo, com vo entre Cracvia e Budapeste.

          Se precisar de ajuda durante as pesquisas, pode voltar aqui!

          • 13 teco 07/03/2014 às 10:42

            ÓTIMO – VOU NA SUA – APENAS CRACÓVIA AINDA NÃO ME CONVENCEU X OUTRAS OPÇÕES ALI AO LADO OU X A CIDADE ONDE O AVIÃO PARAR ANTES DE CHEGAR EM VARSÓVIA

            TKS POR TODA AJUDA …

  6. 16 Tatiana 01/07/2015 às 21:49

    Primeiro queria dizer que adoro seu blog!!!!
    E segundo: Socorro Wanessa! rsrs
    No ano passado fui à Madri e passei super mal…tentei contato pelo telefone que me passaram no Visa: 800 811 276 e o telefone não existia.
    Tentei o internacional 001 303 9671098 e também não existia…
    Minha dúvida é: será que estou discando de maneira incorreta? Precisaria de algum outro número por ser chamada internacional? Desculpe a ignorância…mas para que número você ligou e foi atendida??? Tôu indo para Portugal e estou morrendo de medo….
    Será que vc pode me dar uma luz????
    Agradeço muito pela ajuda!!!!
    😀 😀


  1. 1 Sobre viajar sozinha « Cadernos de Viagem Trackback em 25/07/2010 às 22:46
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