O Vale Sagrado Sul

No nosso quarto dia em Cuzco, depois de já termos feito o City Tur e visitado o Vale Sagrado, teríamos de voltar a Ollantaytambo à tarde, para pegar o trem para Aguas Calientes. Mas combinamos um último passeio com nosso guia, Seu Carlos, antes que ele nos deixasse em Ollanta. Fomos conhecer a parte sul do Vale Sagrado, ou o Valle Sagrado Sur: Tipón, Andahuaylillas e Piquillacta. A entrada para esses sítios está incluída no Boleto Turístico.

A primeira parada foi em Tipón. Lá, funcionava uma espécie de jardim botânico dos incas, com uma série de “andenes” (degraus para agricultura) mais baixas do que as que tínhamos visto em Ollanta e em Pisac. Ao que parece, os terraços de Tipón não tinham finalidade agrícola, mas apenas ornamental. O lugar servia para descanso do Inca (o chefe desse povo) e sua família.

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Ali existe uma complexa rede de irrigação, com canais por onde até hoje corre a água resultante do degelo de neves eternas das montanhas andinas. É possível também experimentar o trono onde o Inca em pessoa permanecia para receber oferendas e banhavar na água das fontes.

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Quem tem crenças místicas, diz que a energia de Tipón é maravilhosa, mas eu, que sou muito cética, fiquei impressionada mesmo foi com o visual. O lugar é lindo! 

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Em seguida, fomos conhecer Andahuaylillas, um povoado em que os espanhois construiram uma pequena igreja que é um encanto! Por fora, ela é bem singela, e ainda está com a fachada toda coberta pelos andaimes usados na restauração. Mas o interior…  Não é para menos que a chamam de “a Capela Sistina das Américas”.

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Em Andahuaylillas, é possível ver como muitas das divindades incas – o sol, a lua – foram utilizadas em representações católicas, tudo para facilitar a conversão dos indígenas à nova religião. Os altares são decorados com muito ouro e têm um colorido que não é comum em imagens católicas. As paredes também são todas recobertas de pinturas, no melhor estilho da escola cusqueña. Infelizmente, não é possível fotografar o interior da igreja, mas achei estas imagens:

Na porta da igreja, mais um mercado indígena, mas Andahuaylillas é um lugar tão pequeno e tão tranquilo que nem os vendedores se importam em correr atrás dos turistas!

A terceira parada foi em Piquillacta, um sítio arqueológico deixado pela cultura Wari, que é tida como uma das precursoras dos incas. Aqui, existe toda uma cidade murada, que se estende por vários quilômetros. As ruínas ainda estão sendo restauradas – e estarão assim ainda por muito tempo, em razão de sua grande extensão. Mas já dá para ver que ali existe muita história para ser conhecida… 

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Como última parada antes de Ollanta, voltamos a Pisac, para dar uma olhada no mercado de artesanato mais famoso do Peru. Quer saber? Depois de tudo o que já tínhamos visto em Cuzco e mesmo em Lima, achei apenas mais do mesmo. Fiz umas comprinhas rápidas só por achar que era mesmo a última oportunidade, mas não encontrei lá nada que não pudesse achar em outros locais. Os preços também não eram dos melhores… Claro que a fama de Pisac inflaciona os preços!

O que chamou mesmo a atenção foi o milho. Ah, o milho peruano! Já tínhamos visto alguns exemplares de espigas de milho por lá, em restaurantes, mas provar aqueles grãos gigantescos é uma experiência divertida de um jeito quase infantil!

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O sabor não tem muita diferença em relação ao que a gente encontra pra vender em toda esquina no Nordeste no mês de junho, época de São João. Mas, nesse dia, almoçamos só isso aí mesmo: uma suculenta espiga de milho com queijo!

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7 Responses to “O Vale Sagrado Sul”


  1. 1 Arthur 18/07/2009 às 10:57

    A igreja está em reforma esse ano? Por um lado é bom, mas por outro, os andaimes não ficam bem nas fotos… Não fui no Vale Sagrado Sul, mas é bem bonito mesmo. Que pena…
    E realmente, cada grão do milho peruano (uma das centenas de espécies) é do tamanho de uma fava!
    Abs!

    • 2 Wanessa 20/07/2009 às 21:24

      A igreja está em reforma, sim, Arthur, daqui a pouco vai estar prontinha para belas fotos!

      A parte sul do Vale Sagrado é menos divulgada mesmo, mas vale tanto a visita quanto os locais mais conhecidos. O bom disso é que o passeio é bem tranquilo, sem aqueles grupos enormes de turistas e os vendedores seguindo a gente…

  2. 3 Camila 25/07/2009 às 15:18

    Wanessa, eu nem tinha ouvido falar sobre essa parte do Vale Sagrado. Isso só mostra que o Peru é muito mais que apenas Machu Picchu!

    Também vi esse milho em Pisac, meu namorado experimentou. Eu não me aventurei… 😉

    • 4 Wanessa 26/07/2009 às 20:43

      Camila, tem muito mais para se ver mesmo! E lugares lindos, tão interessantes quanto os mais tradicionais. Esses que visitei até estão incluídos no Boleto Turístico e ainda ficaram faltando dois (Maras e Moray) que não deu tempo de ir…

  3. 5 Sandra Marques 18/12/2011 às 0:23

    Wanessa,

    Agora que te achei, estou explorando!!
    Sabe dizer se esse mal das alturas pode trazer problemas para hipertensos? Tenho que reforçar a medicação por lá?

    • 6 Wanessa 18/12/2011 às 10:13

      Sandra, não sei informar. Acho que a única resposta segura para essa questão, inclusive qual seria o “reforço” da medicação, virá do seu médico. Não deixe de consultá-lo!


  1. 1 A caminho de Machu Picchu « Cadernos de Viagem Trackback em 03/08/2009 às 23:08
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