Onde ficar em Buenos Aires? Retiro (ou o mais perto do Centro onde é razoável se hospedar)

Você está indo pela primeira vez a Buenos Aires e não abre mão de se hospedar no Centro, porque acha que vai ficar mais perto das atrações que visitará numa primeira viagem?
É verdade que muitos dos pontos turísticos que todo mundo quer ver da primeira vez em Buenos Aires estão no Centro ou perto dele (e por “Centro”, entenda-se o que eles chamam de “Microcentro”). Mas a minha impressão dessa parte da cidade não é das melhores… Eu acho o lugar muito barulhento e cheio de gente durante o dia e meio suspeito à noite. Ou seja, é como o centro de qualquer grande capital aqui do Brasil, e esse não é o tipo de lugar em que eu gostaria de dormir e acordar.

Mas existe um pedacinho da cidade cheio de charme bem perto dali. Estou falando do Retiro, o bairro que fica no entorno da Plaza San Martin, até a Avenida 9 de Julio. 

BsAs-Retiro

A cara do Retiro

A ”identidade visual” do Retiro tem mais a ver com a Recoleta do que com o Centro propriamente dito. Eu sempre penso nele como um pedaço da Recoleta que ficou do lado errado da Avenida 9 de Julio!

Esse aqui não é o post adequado para eu falar de tudo o que gosto no Retiro (vou fazer outro post sobre esse assunto), mas o fato é que as ruas ali são mais tranqüilas e mais bonitas que no resto do Centro e acho o local seguro (já fiquei hospedada em um hotel nessa região).

E tudo isso está a uns 5 minutos de caminhada da Calle Florida, a rua de pedestres em que todo brasileiro adora fazer compras e que liga a Plaza San Martin à Plaza de Mayo, onde está a Casa Rosada. Ou seja, o Retiro é central o suficiente para fazer a pé todos os passeios que você quiser. Não é à toa que muitos hotéis de luxo têm unidades nesse bairro, como é o caso do Sofitel, do Marriot e do Sheraton.

Mapa Time Out - Centro e Retiro

Fonte: http://www.guiatimeout.estadao.com.br

No Retiro - que em alguns sites de imobiliárias está registrado como “Plaza San Martin” mesmo -, eu gosto mais da parte que fica entre as Avenidas Santa Fé e as Calles Arenales, Juncal, Arroyo e suas transversais.

Eu sei, eu sei, olhando no mapa, isso corresponde a um espaço bem pequenininho, mas eu avisei que não gostava do Centro, não foi?

De volta ao Peru

Peru-Salkantay

Fonte: http://colunas.gnt.globo.com/alternativasaude/

Bem que eu queria ter voltado de verdade ao Peru, mas não é bem isso. Na verdade, é o programa Alternativa: Saúde, do canal GNT, que tem me feito viajar outra vez. Desde 05 de outubro, começaram a ser exibidas edições gravadas lá no Peru.

O que mais gostei foi a trilha que a Cynthia Howlett fez para Machu Picchu. É uma alternativa à tradicional Trilha Inca, chamada trilha de Salkantay. Eu não conhecia esse caminho, mas, pelo que li no Mochileiros, é até mais difícil do que a Trilha Inca comum. A principal diferença entre as duas é que o foco da Salkantay é nas paisagens naturais, como a da foto acima, que mostra ao fundo a montanha de Salkantay, enquanto a Trilha Inca passa por várias ruínas.

Também no Mochileiros, vi que o preço da trilha Salcantay varia de U$170,00 a U$280,00. Mas, pagando umas DEZ vezes esse preço (!), é possível ficar em lodges espalhados pelo caminho, ou seja, com direito a banheiro, banho quente e uma cama confortável ao fim de cada dia de caminhada! Foi o que vi no Mountain Lodges of Peru, a empresa que organizou o passeio da Cynthia.

O site e o blog do Alternativa: Saúde têm muitas informações e fotos lindas!

Onde ficar em Buenos Aires? Palermo

Mapa Time Out - Palermo

Palermo - Fonte: www.guiatimeout.estadao.com.br

Primeiro, uma explicação didática sobre as divisões desse imenso bairro de Buenos Aires. Por ser tão extenso, e porque cada parte dele tem características bem distintas, hoje existem vários “Palermos”. Para ter uma idéia da quantidade de subdivisões do bairro, basta ver a Wikipédia… Vou tentar resumir, então:

Palermo (sem qualificação), ou Palermo Botánico: região mais próxima dos parques (Jardim Botânico, Rosedal, Jardim Japones e Parque Tres de Febrero);

Alto Palermo: região próxima do Shopping de mesmo nome (na esquina da Av. Santa Fé com Bulnes). Concentra consultórios de psicólogos, psiquiatras e assemelhados, daí também ser conhecido Villa Freud; 

Palermo Viejo: engloba Palermo Soho e Palermo Hollywood; 

Palermo Soho: é a região no entorno da Plaza Serrano (ou Plaza Cortázar). Quanto mais perto da praça, mais Soho é Palermo. O nome vem da comparação com o Soho de Nova York. Essa parte de Palermo vai até a linha de trem que corta o bairro, margeando a Av. Juan B. Justo;

Palermo Hollywood: fica do outro lado da linha do trem, até a Calle Dorrego. Tem esse nome por causa das produtoras de TV que se concentram na região. 

Dito isto, falemos de hospedagem.

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Parque Rosedal, em Palermo

Palermo ou Palermo Botánico: essa parte do bairro é bem residencial, com um comércio não tão interessante, mas é um ótimo lugar para ficar, especialmente para quem não abre mão de manter a rotina de exercícios mesmo quando está viajando. Com os parques ali do lado, fica irresistível! Acho que essa é a principal vantagem da região.

Nesse trecho, minha parte preferida são as ruas que ficam ao lado do Jardim Zoológico (República de la India, Lafinur, República Arabe Síria e suas transversais).

Alto Palermo: é uma opção para quem quer ficar perto de uma estação de metrô, que passa na Av. Santa Fé. Essa parte de Palermo não tem grandes atrações, fora das ruas principais é um bairro residencial como outro qualquer.

Mas, se o metrô for mesmo essencial nos planos de viagem, eu escolheria um apartamento próximo às estações Bullnes ou Scalabrini Ortiz. Explico: além de ter um shopping como ponto de apoio (o Alto Palermo), na Calle Charcas, tem uma pequena área com cafés, perto da Plaza Güemes, o que é muito útil para começar o dia ou para um lanche na volta dos passeios. Já a região perto da estação Plaza Itália é muuuito muvucada e sem nenhum atrativo. Eu evitaria especialmente a Av. Santa Fé e as Calles Borges e Thames, que concentram o trânsito de e para Palermo Viejo.

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A cara de Palermo Soho

Palermo Soho: se o objetivo da viagem é fartar-se com a gastronomia portenha, uma boa opção de hospedagem é Palermo Soho, já que grande parte dos restaurantes mais interessantes de BsAs está ali (ou em Palermo Hollywood, em Las Cañitas etc.). E essa parte do bairro também é interessante durante o dia, porque é cheia de lojinhas de objetos de design, de roupas, de quinquilharias em geral e cafés deliciosos, com mesas nas calçadas.

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Essa também é a cara de Palermo Soho

Agora, ninguém se engane pensando que Palermo Soho é todo perfeitinho. O bairro, até pouco tempo atrás, não tinha esse ar descolado de hoje. Então, do lado das boutiques moderninhas, pode aparecer… uma oficina mecânica, uma serralharia e coisas do gênero. Mas nada que estrague o charme do lugar.

Como já falei antes, quanto mais perto da Plaza Serrano (Plaza Cortázar), mais interessante fica o bairro, regra que vale para escolher a melhor localização para o apartamento.

Palermo Hollywood: sobre esse pedaço de Palermo, Ricardo Freire acaba de deixar seu veredicto aqui: “Mas o que deu para sacar mesmo, e eu já deveria ter imaginado, é que Palermo Hollywood não é um lugar agradável de dia. De noite a muvuca dos restaurantes é bacana, mas de dia não tem graça nenhuma — tem um comércio de bairro que nem pitoresco mais é. Ou seja: ou você está bem instalado, num apê ou num hotel onde seja muito gostoso ficar, ou nada feito. (A mesma situação de decepção com apartamento na Recoleta ou em Palermo Soho seria bem mais contornável: basta descer e fazer dos cafés a sua área social…)”. Nem me atrevo a acrescentar mais nada! 

Uma dúvida que pode surgir na hora de optar por uma hospedagem em Palermo (em geral) é relativa à distância dos outros bairros. Olhando no mapa, é verdade que uma caminhada de Palermo até o centro não é viável (a não ser para um maratonista…). Mas é verdade também que os táxis em Buenos Aires continuam bem baratos (uma corrida desse tipo não deve passar de uns $ 25,00 pesos – R$ 12,50). E também dá para combinar o táxi com o metrô, economizando um pouco mais ou mesmo para evitar o trânsito nos horários de pico. Então, embora eu ache que, numa primeira viagem, a gente tem mais programas pra fazer lá para os lados do Centro, não acho de todo inadequada uma hospedagem em Palermo, é só uma questão de estilo. Até porque, ficando em outra parte da cidade, vai ser preciso ir a Palermo (ou além!) para jantar várias vezes…

Onde ficar em Buenos Aires? Recoleta e Barrio Norte

No post anterior, falei sobre as vantagens de alugar um apartamento de temporada para se hospedar em Buenos Aires. Depois de tomada a decisão de dispensar o hotel, surge a dúvida: qual o melhor bairro para ficar? Para ajudar a resolver a questão, vou fazer um guiazinho sobre os locais que considero mais interessantes para ficar na cidade.
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A cara da Recoleta

Recoleta: essa é a minha parte preferida de Buenos Aires. O bairro tem uma cara francesa, com um café em cada esquina, muitas praças, lojas finas para distrair a vista e prédios luxuosos, para sonhar…

Apesar de ser um bairro residencial, as ruas principais têm bastante movimento e um ótimo comércio de bairro. Em cada quadra, existe um “quiosco”, uma espécie de mini mercado, que vende os itens de primeira necessidade, ótimo para quem aluga apartamento e precisa abastecer armário e geladeira. Além disso, o bairro é seguro, o movimento de pessoas nas ruas é grande mesmo tarde da noite. 

Ficar na Recoleta é bom mesmo para o turista que viaja pela primeira vez à cidade, já que o bairro é central, tem fácil acesso para o sul (Centro, San Telmo, La Boca) e para o norte (Palermo). Quem gosta de caminhar, pode até ir ao centro a pé. Além disso, na Recoleta mesmo, há muitas atrações turísticas: o Museo de Bellas Artes, o cemitério da Recoleta, a feirinha da Plaza Francia nos fins de semana, a escultura Floralis Generica etc. 

O mapa abaixo, retirado do guia Time Out (incluí nele só o nome da Avenida 9 de Julio), mostra com clareza os limites de cada bairro. Toda a Recoleta é uma região boa para se hospedar, mas vou tentar explicar as características de cada parte do bairro. 

Mapa Time Out - Recoleta e Barrio Norte

Recoleta e Barrio Norte - Fonte: www.guiatimeout.estadao.com.br

A parte que fica entre a Av. 9 de Julio (que, no mapa, aparece só o comecinho), à esquerda do cemitério, é a mais charmosa e sofisticada. Eu só evitaria as ruas principais, a Callao e a Cerrito, pelo barulho e pelo trânsito. As calles Posadas, Alvear, Quintana, Guido e Vicente Lopes e suas transversais são todas ótimas. 

Mais para os lados das Avenidas Santa Fé e Las Heras, e perto da Av. Pueyrredon, acima do cemitério, o bairro continua ótimo, mas tem um pouco mais de comércio, os prédios já não são tão finos… Eu até prefiro ficar nessa área, porque já está a uma distância caminhável do metrô (a estação mais próxima está na Santa Fé com a Pueyrredon, já no Barrio Norte). Nessa região, qualquer apartamento na Pacheco de Melo, Peña, French, Juncal e Arenales e suas transversais é válido. Por causa do barulho, mais uma vez, eu evitaria as avenidas principais (Santa Fé, Las Heras e Pueyrredon). 

Do outro lado do cemitério, à direita da Av. Pueyrredon, fica um pedaço da Recoleta conhecido como La Isla (no mapa, é onde tem um emaranhado de ruazinhas entre o cemitério e a Biblioteca Nacional). Quem passa por ali entende o porquê do nome: uma elevação do terreno em relação à Avenida del Libertador faz com que esse pedacinho do bairro fique meio isolado, como se fosse uma ilha mesmo. Nos sites de imobiliárias, não me lembro de ter encontrado apartamentos localizados por aí, mas é um lugar bem agradável, tranqüilíssimo, mesmo estando ao lado da Av. Las Heras. Ficaria lá se encontrasse um apartamento bom. 

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A cara do Barrio Norte

Barrio Norte: é a continuação natural da Recoleta. Dá para ver no mapa que, na altura da Av. Callao, a Santa Fé já não faz parte da Recoleta, e sim do Barrio Norte. Essa região, que vai desde a Recoleta e está limitada pelas Avenidas Santa Fé e Pueyrredon, é ótima para se hospedar. 

As vantagens de ficar nessa área são a proximidade do metrô, que tem algumas estações na Av. Santa Fé, e o comércio dessa rua, que dispensa perder tempo indo aos shoppings. Na minha última viagem, fiquei bem na divisa Recoleta-Barrio Norte, na esquina das calles Juncal e Uriburu, um local excelente! 

No Barrio Norte, eu evitaria ficar para além das fronteiras da Santa Fé e da Pueyrredon. Não é que fora dessa área seja ruim ou perigoso, nem nada: é apenas sem graça. A regra é essa: quanto mais distante da Recoleta, mais sem graça para o turista fica o Barrio Norte. Então, se a gente encontra ótimos apartamentos num lugar mais charmoso, porque ficar num local tão sem atrativos?

Continuarei o assunto no próximo post.

Alugar apartamento de temporada em Buenos Aires vale a pena?

Apartamentos

Nas últimas vezes em que fui a Buenos Aires, troquei o hotel por um apartamento. Só fiquei em hotel na primeira visita à cidade, e isso mesmo porque, nessa época, o aluguel ainda não estava tão disseminado, e, como eu não conhecia a cidade, fiquei insegura quanto à melhor localização.

A minha impressão é de que alugar apartamento proporciona uma experiência mais próxima da “vida normal” dos moradores da cidade, já que, tendo uma casa, a gente vai ao supermercado, à lavanderia, conversa com o porteiro, com o zelador etc. 

É claro que existem desvantagens ao optar pelo aluguel temporário. A mais óbvia é a falta dos serviços que um hotel oferece, como recepção e serviço de quarto 24h, arrumadeira todo dia, café-da-manhã. 

Mas não ter serviço de quarto abre duas opções igualmente interessantes: encher a geladeira de lanchinhos deliciosos ou explorar os cafés e restaurantes do bairro (e, acredite, BsAs é cheia de ótimas surpresas em cada esquina). 

É claro que, por não ter uma recepção funcionando 24 horas, ao alugar um apartamento, é preciso certa organização para fazer o check in e o check out. Algumas agências cobram uma taxa extra para entregar o apartamento fora do horário comercial ou nos fins de semana; outras, podem não entregar durante a madrugada, mesmo que o cliente se proponha a pagar um acréscimo. Mas tudo isso pode ser resolvido com planejamento e com um telefonema logo que o avião pousar, para fazer com que o procedimento de entrega seja mais rápido. 

Pode até surgir uma certa insegurança ao alugar um apartamento em outro país, afinal, se houver algum problema, como resolver? Mas a verdade é que, hoje, esse negócio está muito profissionalizado, e são raros os relatos de pessoas que se decepcionaram com o aluguel. Fazer uma boa pesquisa, com exame minucioso das fotos e uma leitura cuidadosa das características do apartamento e das regras do contrato também previnem problemas. E também não há garantias de que o hotelzinho que parece charmoso e confortável nas fotos do site seja assim ao vivo… 

Mas a grande vantagem do apartamento é o precinho amigo. Numa determinada faixa de preço, é possível alugar um apartamento muito melhor e mais espaçoso do que um quarto de hotel de preço equivalente. Assim: se você se dispõe a pagar U$100,00 de diária, pode escolher entre um hotel médio numa localização sem graça e um apartamento de luxo! 

E, se procurar um apartamento com o mesmo nível de conforto daquele hotel médio, vai pagar menos da metade do preço do hotel, e, provavelmente, conseguirá uma localização melhor. Hoje, por cerca de U$ 300,00 dólares (ou até menos, sabendo pesquisar), um casal pode se hospedar em BsAs por 07 dias em um estúdio confortável e com excelente localização. U$43,00 por dia é um preço imbatível!

Esse post do Idas & Vindas  tem muitas informações importantes sobre o aluguel de apartamentos em Buenos Aires. Neste outro, do Viaje na Viagem, há uma lista de várias imobiliárias que oferecem o serviço (eu mesma só testei a ByTArgentina e recomendo).

¿Dónde ir cerca?

Lugares-09-2009
Buenos Aires virou um dos destinos mais comuns dos brasileiros no exterior. Isso não causa surpresa, porque, além da proximidade, da grande oferta de vôos e do baixo custo da viagem, BsAs é uma delícia! ADORO a cidade e ainda quero voltar muitas e muitas vezes…

Mas o fato é que, depois de algumas visitas, muita gente começa a sentir falta de algo “diferente” para incrementar a viagem. Para essas pessoas, a última edição da revista Lugares (setembro/2009), a principal publicação argentina de viagens, é perfeita: idéias de escapadas de fim de semana próximas a Buenos Aires (ou nem tanto…). Algumas mais conhecidas, outras, verdadeiras surpresas!

Busquei na internet, mas não encontrei site oficial da revista Lugares. Aliás, tem este aqui, mas está fora do ar ultimamente (só está acessível a parte de assinaturas). Por isso, vou tomar a liberdade de fazer um resumo das indicações da revista aqui.

Um alerta: todas as informações foram retiradas da revista, afinal, tirando Colonia del Sacramento, eu – infelizmente – não vi nada ao vivo. Ainda. Os meus acréscimos estão em itálico.

Sofitel La Reserva. Fonte: www.sofitellareserva.com.ar

Sofitel Reserva Cardales

Algumas das sugestões são apenas resorts ou pousadas onde tirar uns dias para descansar. Nessa categoria, como opção de luxo, a revista indica o Sofitel Reserva Cardales, hotel da rede Accord, que funciona em associação com o Coutry Club La Reserva Cardales. O hotel tem um SPA, cuja principal atração é um circuito de águas, e três restaurantes.   

Já se o objetivo é o turismo rural, a primeira opção é a estância La Eloisa. Essa fazenda, localizada em General las Heras, há cerca de 100km de BsAs, foi pensada para os praticantes de pólo e golf. Não é muito o gosto brasileiro, mas o lugar também oferece quadras de tênis e paddle, piscinas e muita tranquilidade. Há também a opção de fazer um “dia de campo” sem pernoite. 

La Pasionaria. Fonte: www.posadalapasionaria.com.ar

Posada La Pasionaria

Outra idéia é a pousada La Pasionaria. A proprietária aluga sua casa de campo, normalmente durante os fins de semana, incluindo no preço as refeições e o serviço de apoio dos caseiros que moram ao lado. A principal atração do lugar são os passeios de bicicleta pelos arredores.  

Colonia del Sacramento, Uruguai

Colonia del Sacramento, Uruguai

Colonia del Sacramento, no Uruguai, talvez seja a mais conhecida das opções listadas pela revista, mas eu não duvido que sempre haja ali um motivo para voltar… É um bate-volta ótimo para fazer a partir de BsAs, já que a viagem desde a capital portenha pode ser feita em apenas uma hora saindo de Puerto Madero. Duas empresas fazem o trajeto: Buquebus e Colonia Express

Além de sugerir passeios sem rumo dentro das muralhas da cidade antiga e à margem do Rio da Prata, a revista dá dicas para quem pretende passar mais de algumas horas em Colonia:- Museu do Azulejo e Museu Municipal. O bilhete comprado nesse último dá direito a visitar todos os museus da cidade e custa apenas 2,5 dólares;

- Balneário Santa Ana: localizado a 22 km de Colonia, é um passeio para aproveitar o Rio da Prata;

- Compras na Manos del Uruguay, loja de artesanato; Oveja Negra, peças de lã; Galeria Barcelona, Pasaje Real e La Tasca de San Miguel, antiquários e galerias de arte.  

É muito comum em Colonia o aluguel de scooters para percorrer a cidade. A empresa indicada pela revista Lugares é a Thrifty. Pesquisando, achei essa outra agência (mas não testada!): Motorent.

- Restaurantes: 1717 Fine Arts, um bar temático, com galeria de fotos, objetos de design e jazz; a casa de chá Lentas Maravillas;  Gibellini, de massas artesanais; El Drugstore, serve pescados e frutos do mar, além de pratos vegetarianos; La Galette, uma creperia, como diz o nome; La Florida, de pescados e massas. 

- Hospedagem: Hotel Beltran; Posada de la Flor; Posada Don Antonio; Posada del Virrey; La Misión; Plaza Mayor; Sheraton Colonia Golf & Spa Resort. Vou acrescentar aqui uma dica da Carla Portilho: Hotel Radisson. 

Para quem está planejando visitar a cidade, acrescento outros sites interessantes: http://www.coloniaturismo.com/index.php e http://www.viajaracolonia.com.ar/.

Perto de Colonia, a revista indica duas opções de hospedagem que, por si só, valem a viagem. São casas de fazenda, perfeitas para ver o tempo passar: a Casa de Los Limoneros, e La Vigna. Ambas são para aqueles que gostam de turismo rural e de gastronomia. Para outras dicas no mesmo estilo, ver o site de turismo rural de Colonia: http://www.coloniaturismorural.com/. 

Areco. Fonte:www.flickr.com/photos/avatares9

San Antonio de Areco

Um outro passeio que todos os guias de viagem indicam perto de Buenos Aires é San Antonio de Areco. A 111 km de BsAs, a cidade é um típico “pueblo gaucho”, ou seja, uma opção para conhecer um pouco do modo de vida dos pampas. Para isso, a revista Lugares indica uma visita ao Parque Criollo e ao Museu Gauchesco Ricardo Güiraldes e, no centro, ao armazém Los Principios. O Museo Draghi expõe peças de ferro e prata, trabalhos típicos da região, também encontradas no atelier de Diego Solis, na loja de Gustavo Stagnaro e na Galeria de Arte Rioplatense. A revista propõe ainda uma visita ao Museo Molina Campos

- Restaurantes: Boliche Berssonart, bar informal, uma espécie de boteco argentino; La Pulpería de Areco, também um bar; La Casona de Areco, serve queijos, frios e embutidos artesanais, produzidos na casa e à venda no local; La Cervecería; Almacén de Ramos Generales, cozinha argentina típica; El Café de las Artes, serve desde crepes até massas e carnes; La Olla de Cobre, chocolateria. 

- Hospedagem: La Posada de la Plaza; La Demorada; Antigua Casona; Hostel Gaucho

Outra cidadezinha charmosa a mais ou menos 100km de BsAs é General las Heras. As principais atrações turísticas da cidade são os murais de Antonio Berni, pintor argentino, que se encontram na capela do Instituto San Luiz Gonzaga; a catedral, Templo Parroquial de San Cipriano, e os museus Los Tres de Carlis e Esteban Semino, dedicados à pintura argentina e a antiguidades. A revista indica os restaurantes Matute e Segundo Acto. 

Há ainda algumas opções para quem está disposto a se afastar mais de BsAs. Ficando pelo menos duas noites, vale a pena.
Loja La Favorita - Paseo del Siglo

Prédio no Paseo del Siglo

Para quem busca um passeio mais urbano, uma ida a Rosario, a 300 km de BsAs, pode ser interessante. A cidade cresceu muito nos últimos 10 anos, mas também passou a valorizar suas construções históricas, hoje, restauradas. 

A revista Lugares sugere uma tarde de compras pelo Paseo del Siglo, a parte da rua Córdoba que fica entre as ruas Corrientes e Oroño, e pelo bairro de Pichincha, onde se concentram antiquários (especialmente na rua Güemes, do número 2400 ao 2800, e suas transversais) e visitas ao MACRO, museu de arte contemporânea, anexo ao Museo Municipal de Bellas Artes e ao Monumento a la Bandera. Aos que gostam de design, Rosario oferece a Feria Cool Diseño, aos domingos. Outra dica é o Centro Cultural La Casa del Tango.   

Para belas vistas do Rio Paraná, Lugares sugere o Paseo del Caminante. Querendo aproveitar ainda mais o rio, é possível praticar esportes aquáticos no balneário La Florida e também fazer um passeio de barco partindo da Estación Fluvial com as agências Barco Ciudad de Rosario, a Del Paraná – Eco Turismo ou a Rosario 
Rosario-Hotel Esplendor

Hotel Esplendor Savoy

Sail (barco a vela). Há passeios inclusive à noite, nas luas cheias, com a… Paseos con Luna Llena.   

- Restaurantes: no Centro Cultural la Casa del Tango estão El Percal, que serve parrilla (churrasco argentino), e onde as garçonetes são também bailarinas de tango, e o bar El Cholo; Escauriza, também serve parrilla; La Chernia, el Chucho e la Cholga, de pescados (difícil é pronunciar esse nome…); Sr. Ming, japonês; Zazpirak Bat, cozinha basca; Pobla del Mercat, inspirado na cozinha molecular de Ferran Adrià; O’Connell’s, pub irlandês.  Às margens do Rio Paraná, estão ainda o Flora, “para ver e ser visto”, e Los Jardines de Hildegarda, ideal para ver o por do sol. 

- Hospedagem: Esplendor Savoy Rosario e o Rosario Suites  

O deslocamento até Rosario é feito de ônibus ou de avião (voam para lá a GOL, as Aerolíneas Argentinas , a Lan e a Sol). De ônibus, a partir de BsAs, uma das empresas que faz essa rota é a Crucero del Norte.

Fonte: http://www.flickr.com/photos/fernandorey/

Tandil

Tandil,  na região serrana de Tandili, a 360 km de BsAs, é um pólo de eco turismo e esportes de aventura, como mountain bike e rappel. Essa é a principal atividade turística do lugar, e a revista indica a agência Cuevas & Aventura e o guia Guillermo Gutierrez para a organização desses passeios. Nas horas de folga, indica também uma visita ao Museo Relioso, anexo à Parroquia Santísimo Sacramento e compras no shopping La Esquina. 

- Hospedagem: Amaiké Hotel Golf & Spa; Hosteria Ave María; Chacra Bliss; Viñas del Rosario; Brisas Serranas; Las Acacias.

- Restaurantes: Sukalde, serve pescados e frutos do mar; UNI, de massas; La Cuadra, comida simples, com sabor caseiro; El Hornero, com chef peruano; La Realidad, ambiente jovem e informal. No La Esquina, funcionam os restaurantes Sushi Fusion e Q’Tupé.

Alguns sites sobre a cidade: http://www.cybertandil.com.ar e http://www.tandil.gov.br/.

Azul, como Tandil, está localizada na região serrana e também é local de prática do eco turismo e esportes de aventura. Para fazer rappel, a revista indica seguir até o retiro La Boca de la Sierra. Para esse tipo de passeio, a revista indica a agência Sans Petrello Turismo e o guia Pedro Stancanelli.  

Mas, entre um rappel e um trekking, a revista sugere passeios ao centro histórico, à Plaza San Martin à Catedral neogótica, ao Parque Sarmiento e ao Lago Güemes.  

Uma curiosidade: em 2007, Azul foi declarada “Ciudad Cervantina de la Argentina” pelo Centro Unesco Castilla La Mancha, título que se deve a uma coleção particular doada ao municipio, que conta com 350 edições de Don Quixote e outras peças relativas à obra, em exposição a partir de 2010. 

- Hospedagem:  Gran Hotel Azul; Las Tahonas; Chacras de Azcona; Loma Pampa; Hotel los Alamos; Parador Roma Santa

- Restaurantes: La Fonda, Pota Azul, Punto Argentino, Abuela Dime, Fiorentino’s.

Mais detalhes em http://es.wikipedia.org/wiki/Azul_(Argentina), http://www.turismoenazul.com.ar  e http://www.azulesturismo.com.ar.

 Se alguém já testou algum desses destinos, conte-me o que achou!

Dossiê Peru

1-Peru 1005

Este post encerra a fase peruana do blog e resume tudo que falei sobre Lima, Cuzco, Aguas Calientes e Machu Picchu. Além de indexar os posts anteriores, deixo mais algumas informações que não falei antes. Alguns posts estão citados mais de uma vez, mas é que eu não sou mesmo muito organizada…

 

ROTEIRO: para saber quantos dias ficar em cada lugar, como fazer os deslocamentos e programar os passeios

Peru: planejando a viagem

Planejando os passeios em Cuzco

Planejando os passeios em Cuzco II: a missão

O Vale Sagrado: Ollantaytambo

A caminho de Machu Picchu

Machu Picchu: informações úteis

 

CUSTOS E DINHEIRO

Peru: planejando a viagem

Panaca! (sobre o costume da pechincha)

Um detalhe sobre o dinheiro: é preciso conferir as cédulas de dólar que se pretende levar. Principalmente em cidades menores, como Ollanta e Aguas Calientes, tivemos dificuldade de trocar cédulas de dólar que estivessem desgastadas ou rasgadas nas bordas. A nota tem de estar novinha, se não, ninguém recebe. Apenas em Lima, no último dia da viagem, consegui me livrar de uma cédula que tinha um rasguinho mínimo na borda…

 

SAÚDE

Chegada a Cuzco

Para viajar ao Peru, é preciso ter o certificado internacional de vacinação contra a febre amarela. Essa vacina demora 10 dias para se tornar eficaz, então, é preciso tomar com antecedência. Ela está disponível gratuitamente nos postos da ANVISA, local em que também se faz o certificado internacional. Para pegar o certificado, é bom preencher o roteiro de viagem com antecedência no site da ANVISA, para agilizar o procedimento.

Acho importante ter um seguro saúde à disposição sempre que viajo. Dessa vez, não comprei nenhum, mas liguei antes para a administradora do cartão de crédito que usei na compra das passagens para me certificar de como seria a cobertura, quais os telefones de contato etc. Ainda bem que não precisei testar!

Não tivemos problemas com o mal da altitude, os efeitos foram leves, mas levei na bagagem comprimidos Cibalena-A, que combatem o problema. Não custa lembrar que um médico deve ser consultado antes do uso de qualquer medicamento desconhecido.

 

LIMA

- Passeios

Primeiras impressões

A segunda vez é sempre melhor

- Restaurantes

À mesa em Lima

- Compras e artesanato

Só uma lembrancinha

 

CUZCO

- Passeios

Planejando os passeios em Cuzco

Planejando os passeios em Cuzco II: a missão

O Vale Sagrado: Chinchero

O Vale Sagrado: Ollantaytambo

O Vale Sagrado: Pisac

City tour

San Blas

O Vale Sagrado Sul

Deixei numa caixa de comentários a seguinte mensagem sobre o guia de turismo que nos acompanhou em Cuzco:

“Eu e minhas amigas fomos muito bem atendidas pelo Sr. Carlos e achamos o preço cobrado pelos passeios (50,00 dólares p 3 pessoas pelo passeio de 1 dia) bastante justo, tanto que nem negociamos com ele (e isso indica que ainda pode haver algum desconto…).

Agora, tenho que te alertar para um detalhe: o fato de ele ser ou não guia oficial de turismo, registrado no INC, não ficou claro para nós. Primeiro, perguntamos por isso, e ele respondeu afirmativamente. Mas, quando fizemos o último passeio, no meio de uma conversa, ele deu a entender que não era guia registrado. Eu acredito que ele não seja mesmo, até porque nos disse que foi empregado de um banco por muitos anos antes de assumir a profissão de guia.

Mas isso não prejudicou em nada a qualidade do serviço. Com certeza ele poderá atendê-lo muito bem. Ao negociar, pergunte logo por todas as opções de passeio. Ele deve te oferecer 3: o Vale Sagrado “tradicional”, semelhante às excursões, o passeio pela parte Sul do Vale Sagrado, que já inclui outros sítios, como Tipón (que visitamos e é lindíssimo!) e um terceiro, para dois outros sítios (Maras e Moray), que não chegamos a fazer. O preço desse último tour era mais barato (40,00 dólares).

Bom, o contato é o seguinte: Carlos Gonzalez Gamarra
084-984756898 - e-mail: cargonga@hotmail.com

- Restaurantes

À mesa em Cuzco

- Compras e artesanato

O Vale Sagrado: Chinchero

Da mesma forma como em Lima, em Cuzco também há várias lojinhas de artesanato mais sofisticado (preço idem, claro…). Algumas delas: Pedazo de Arte (Calle Plateros, 334-B), Kuna, by Alpaca111 (Plaza Regocijo, 202, e outros endereços, inclusive no Larcomar, em Lima), Peru Artcrafts (também na Plaza Recocijo, não peguei o número). Em San Blas, perde-se a conta das lojas e ateliês!

 

AGUAS CALIENTES E MACHU PICCHU

A caminho de Machu Picchu

Machu Picchu: informações úteis

 

UMA INSPIRAÇÃO: galerias de fotos

Cores de Cuzco

Em Machu Picchu

 

NA INTERNET: blogs de viagem e sites interessantes sobre o Peru

Idas e Vindas

Viaggiando

Dividindo a Bagagem

Agora Vai

O Meu Lugar (um relato histórico) 

En Peru (em inglês. No Twitter, procurar por @stuenperu)

Cucharas Bravas (em espanhol)

NY Times (36 horas em Lima – em inglês) 

Em Machu Picchu

Sobre Machu Picchu, além das informações práticas que deixei no post anterior, não tem muito o que dizer: é preciso ver!

Chegando até as ruínas, é inevitável se questionar sobre como tudo aquilo foi parar ali, como aquelas construções foram erguidas e como resistiram até os dias de hoje. E, se não bastasse a genialidade da engenharia e da arquitetura incas para nos surpreender, tem ainda a paisagem deslumbrante: as montanhas se erguendo gigantescas no horizonte, as núvens ao alcance das mãos, o sol luminoso… 

Aqui estão algumas das minhas fotos preferidas desse lugar incrível. 

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Machu Picchu: informações úteis

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Chegar a Machu Picchu não é tarefa fácil. Para quem não pretende fazer do modo tradicional – a Trilha Inca –, o jeito é ir de trem até Aguas Calientes e, depois, tomar um ônibus de lá até Machu Picchu. O primeiro ônibus do dia sai às 5:30h e, a partir daí, não tem mais hora marcada: havendo passageiros, vão saindo outros em seguida. Na decida, funciona da mesma maneira. O último ônibus parte às 17:30h. O trajeto leva uma meia hora.  

No dia de nossa ida pra Machu Picchu, tínhamos pensado em sair cedíssimo. O objetivo era aproveitar o parque antes das excursões. Como já expliquei aqui, os primeiros trens que vêm de Ollanta chegam a Aguas Calientes às 07:01h (Backpacker) e às 08:01h (Vistadome). Já os que vêm direto de Cuzco chegam às 09:52h (Vistadome) e 10:51h (Backpacker). Contando com a viagem de ônibus, isso significa que, entre as 10:30h e o meio dia, Machu Picchu está na sua lotação máxima! Então, o jeito é madrugar, pra subir inclusive antes do pessoal que vem de Ollanta. 

Só que a gente subestimou um pouco a quantidade de pessoas que têm essa mesma idéia. Chegamos ao ponto de ônibus às 05:50h e, quando perguntei quantos ônibus já haviam subido naquele dia, a moça me respondeu: “Uns 15.”. Ou seja, umas 450 pessoas já tinham ido, e isso tudo em 20 minutos! Ela deve ter exagerado um pouco, mas é claro que seria assim, porque TODO mundo que dorme em Aguas Calientes vai necessariamente subir cedíssimo pra Machu Picchu. Se não, não precisava fazer o sacrifício de dormir por lá… 

Na chegada do parque, fica o guichê onde se marca o passaporte com o carimbo de Machu Picchu e onde distribuem os mapas com os roteiros das visitas ao parque. Dá para pegar um desses mapas e visitar as ruínas por conta própria, escolhendo entre três opções de trilhas ou então com um guia. Se for essa a opção, o guia deve ser contratado nesse ponto, antes de passar da entrada do parque. Nós cometemos o grave erro de não contratar o guia aí, achando que haveria outros mais pra frente, com preço melhor. Mas não dava. Então, depois de uma subida extenuante até as ruínas propriamente ditas (e ainda disseram que a rota que escolhemos pra subir é a mais leve…), tivemos de voltar pra pegar um guia e subir tudo de novo. 

Também tínhamos lido que era possível seguir os guias de outros grupos, mas depois eu concluí que isso só funciona pra quem chega mais tarde, com a multidão. Logo cedo, os grupos são bem pequenos, como o nosso, e em menor quantidade. Nessa situação não dá pra ter a cara de pau de se postar junto do povo e ficar ouvindo a conversa sem pagar nada… 

A guia nos cobrou 100,00 soles (33,00 dólares) pelo passeio de 3 horas, o mesmo preço da primeira oferta que tínhamos recebido mais cedo. Fechamos por 90,00 soles (30, dólares), sendo que o preço cobrado por pessoa em grupos de mais de 5 era de 20,00 soles. Achamos razoável pagar 30,00 soles por pessoa para um grupo menor. 

Começamos o nosso passeio guiado por volta das 07:00h, e o parque já não parecia vazio como a gente esperava encontrar tão cedo da manhã. A todo tempo, comentávamos como o lugar já estava cheio e que não tinha feito diferença nenhuma levantar tão cedo. Mas essa impressão mudou um pouco mais tarde, depois da chegada dos trens do dia… Machu Picchu fica lotadíssima! Uns grupos enormes, de 20, 30 pessoas, seguindo por aqueles caminhozinhos apertados, os guias com aquelas bandeirinhas, falando todos ao mesmo tempo, cada um num idioma diferente. Caos!  

Tiramos essa conclusão porque passamos bastante tempo no parque, já que nosso trem de volta para Cuzco saía apenas às 16:00h. Então, deu pra ver o movimento do dia inteiro em Machu Picchu. Conversando com a Camila durante a preparação da viagem, até nos pareceu que seria exagero separar tanto tempo para esse passeio, especialmente porque lá em cima não tem estrutura nenhuma, nem mesmo banheiro (esse luxo só existe na entrada do parque, mas a caminhada até o portão torna desaconselhável qualquer idéia de ir lá pensando em voltar às ruínas). Mas decidimos que valia mais a pena correr o risco de termos tempo demais do que sairmos de lá com a impressão de que tinha sido pouco tempo.

Até programamos uma alternativa para o caso de nos sobrar muito tempo, que era almoçar no Sanctuary Lodge (um dos restaurantes do hotel é aberto para quem não é hóspede), mas não fomos. Na verdade, a gente pensava que, depois do passeio guiado, ainda teria ânimo para caminhar bastante, mas o que aconteceu é que ficamos cansadas e, depois de um lanche, passamos a maior parte do tempo restante observando o lugar.

Apesar de ser proibido levar comida e garrafas de água para dentro do Parque, todo mundo faz isso, e os fiscais não reclamam, desde que não se abandone o lixo por ali (não há nenhuma lixeira lá, é preciso trazer na mochila). Outros itens de primeira necessidade em Machu Picchu são repelente, filtro solar e boné.  

Para quem vai fazer o passeio com guia, acho que 4 horas em Machu Picchu são suficientes. Quem não pretende usar guia, pode até programar menos tempo. 

O horário ideal para fazer o passeio é mesmo de manhã bem cedo, porque: a) é lindo ver o nevoeiro do começo da manhã se desfazendo e revelando as ruínas; b) dá para acompanhar a chegada do pessoal que acaba de fazer a Trilha Inca; c) consegue-se ótimas fotos sem ninguém poluindo o cenário; d) é bem mais confortável caminhar pelas ruínas com menos gente; e) quando o lugar ficar mais cheio, já é hora de parar pra descansar; f) sobra tempo para (quem tiver disposição) fazer alguma das outras trilhas pelo parque, como a subida até a Porta do Sol, que é o ponto de chegada da Trilha Inca, e ao topo do Wayna Picchu*.

Quem não se importar com nada disso, pode subir depois do almoço, ali pelas 14:00h, porque a maior parte das pessoas, mesmo quem veio nos últimos trens, já está do meio para o fim da visita, e o parque, que fecha às 17:00h, começa a esvaziar. 

* Sobre o Wayna Picchu: é essa montanha que aparece por trás das ruínas de Machu Picchu em todas as fotos do lugar. A trilha dura duas horas (45 minutos pra subir e 1 hora e 15 minutos pra descer, porque na volta o povo já está cansado). O número de pessoas que sobe o Wayna Picchu diariamente é limitado a 400, sendo que o primeiro grupo de 200 pessoas sai às 6:00h, e o segundo, às 10:00h. Dizem que essa trilha é “fácil”, mas, sinceramente, aquilo parece TÃO íngreme… Quem sabe, na próxima…

[Atualização: a Luisa, do Arquivo de Viagens, escreveu um ótimo relato sobre a subida do Wayna Picchu aqui].

A caminho de Machu Picchu

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Quando estávamos planejando nossa viagem, vimos que os trens de Cuzco para Aguas Calientes se esgotam com muita antecedência, porque só há um trem por dia. Mas, de Ollantaytambo, já a meio caminho de Aguas Calientes, há vários trens por dia. Então, decidimos fazer a viagem saindo de Ollanta.

Compramos as passagens pelo site da Peru Rail mesmo. Pagamos 113,00 dólares, ida e volta. Na ida, não tomamos táxi de Cuzco para Ollanta, porque ficamos na estação depois de um passeio com nosso guia, Seu Carlos. Na volta, pagamos 50,00 soles (17,00 dólares) por um táxi para três pessoas, no começo da noite. Mas, como foi muito fácil conseguir quem nos levasse por esse preço, desconfio que deveria ter proposto um preço mais baixo…

As estações de trem de Ollanta e Aguas Calientes têm boa estrutura, com um café bem simpático para esperar a hora do embarque.

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Pegamos o trem das 15:05h em Ollanta. Escolhemos o Vistadome, por causa do horário, mas também gostamos da idéia de ter esses janelões no teto pra aproveitar as paisagens. Os horários do Backpacker não eram muito convenientes para nós, mas acho que o trem é confortável também, afinal, ele também não é tão barato assim… Diferenciado mesmo, só o Hiram Bigham, o mais fino dos trens que fazem o trajeto até Aguas Calientes. Esse é puro luxo!

Mas quem pensa em ir no Vistadome para fazer fotos do trajeto, pode esquecer. O movimento do trem não permite muitas fotos de qualidade. Só quando o trem pára alguns instantes é que dá pra fotografar sem tremer. Mas que a vista é linda, ah, isso é! A viagem dura mais ou menos uma hora e meia e passa voando!

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Um detalhe engraçado: na viagem de volta, no Vistadome, os comissários de bordo improvisam uma apresentação folclórica e um “desfile de moda” (isso mesmo, desfile) com roupas feitas de lã de alpaca. É meio constrangedor ver os pobres dos comissários modelando, mas as peças que eles mostram são lindas… e caras! 

Os hotéis de Aguas Calientes são um capítulo à parte. Tem o Sanctuary Lodge, hotel da rede Orient Express que fica dentro do Parque Nacional de Machu Picchu, com diárias que começam em 900,00 dólares. E tem o resto. Até há algumas opções na faixa de 300,00, 400,00 dólares, mas nós não cogitamos pagar tão caro por apenas uma noite de hotel, especialmente porque, no dia seguinte, sairíamos antes das 6:00h. Então, escolhemos um na faixa “até 100,00 dólares”. Nesse preço, suspeito que seja tudo muito semelhante. Lendo as resenhas no Tripadvisor dá pra ver que todos decepcionam, essa é a única unanimidade. E, no nosso caso, não foi diferente.  

Depois de muita pesquisa, escolhemos o Wiracocha Inn, com diária de 75,00 dólares no quarto triplo com café da manhã, servido cedíssimo, incluído. Sobre a qualidade do hotel, falo um pouquinho mais abaixo… 

Ainda no trem, ouvi um guia de viagem conversando com outros passageiros sobre os preços de hotéis em Aguas Calientes, e ele falou de valores bem inferiores ao que estávamos pagando. Com essa informação, até pensamos em fugir do funcionário do nosso hotel, que iria nos esperar na estação de trem, mas, quando vi a plaquinha com o meu nome escrito, faltou coragem. Sorte que havia um grupo de francesas junto, de modo que a sensação de estar sendo passada pra trás foi um pouco amenizada. 

Assim que chegamos à cidade, fomos cumprir nossas obrigações: comprar as passagens de ônibus para Machu Picchu (14,00 dólares) e o bilhete de entrada no parque (130,00 soles – 43,00 dólares – o pagamento tem de ser em soles). É só perguntar que qualquer pessoa informa onde ficam as bilheterias. 

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Feito isso, eram 17:00h e tínhamos de matar o tempo até o dia seguinte, já que, em Aguas Calientes, uma cidadezinha espremida entre o Rio Vilcanota (conhecido também como Rio Urubamba) e as montanhas, não tem nada pra fazer até a hora de ir pra Machu Picchu (até existem umas fontes de água termal, que justificam o nome do lugar, mas quem quer tomar banho em águas sulfurosas?). Fizemos hora caminhando pela cidade até decidirmos ir jantar.

 São muitas as opções de restaurantes e pizzarias – até tinha anotado a dica da Renata Vieira, no VNV do ViajeAqui (ela falava para jantar no Indio Viejo, mas desconfio que queria dizer Indio Feliz) –, mas acabamos optando pela segurança da Chez Maggy, a pizzaria que já conhecíamos de Cuzco e que ficava muito perto do nosso hotel.

Eu não gosto de música típica peruana, aquela coisa das flautas e tal. Mas, no Chez Maggy, teve um showzinho típico que, por incrível que pareça, foi bem legal. Talvez por ter sido meio de improviso, talvez porque os músicos tenham demonstrado gostar genuinamente de sua arte. Ou talvez porque um desses músicos fosse o peruano mais bonito que a gente viu durante toda a viagem!

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Quando saímos da Chez Maggy, por volta das 20:30h, o movimento nas ruas de Aguas Calientes já tinha diminuído muito, já que o dia realmente começa bem cedo por lá. Se bem que tem opções para todos os gostos: dia seguinte, às 05:45h, passamos na frente de uma boite onde a festa ainda rolava animadíssima! 

Sobre o Wiracocha Inn: depois do jantar, quando nos instalamos de verdade no hotel, constatamos que a descarga do nosso banheiro não funcionava. Rapidamente, nos trocaram de quarto. Assim que passei da porta, olhei pro teto e vi uma aranha IMENSA! ENORME! MONSTRUOSA! (Tá, tinha uns 6 cm…). De jeito nenhum que eu ia passar a noite ali! Fomos para um terceiro quarto e já pedi pro funcionário do hotel uma arm…, quer dizer, um inseticida, pra me defender desse tipo de ameaça letal. Revistamos o quarto, testamos a descarga e estava tudo ok. Só que, nessa confusão, meu celular desapareceu. Eu não sabia mais se tinha deixado no primeiro quarto, no segundo, ou se ele podia estar no meio da bagunça que tinha virado o terceiro quarto a essa altura. Depois de muita busca e da cara feia de um hóspede já incomodado com o barulho no corredor, o telefone foi localizado, e nós pudemos dormir em paz.

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